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O empreendedorismo na organização estabelecida

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Entenda o que fazer e o que não fazer para que algo verdadeiramente novo e empreendedor nasça dentro da sua empresa.

Pessoas com espírito empreendedor dentro das empresas são um recurso muito valioso: atitude  de dono, paixão pelo negócio, autoconfiança, otimismo, vontade de realizar, criatividade, perseverança, visão de conjunto e proatividade são características valiosas que toda empresa ou instituição deveria buscar em seus líderes atuais e futuros. Saber identificar e desenvolver estes atributos entre os membros de sua equipe cria uma vantagem competitiva verdadeiramente sustentável para qualquer negócio. Criar um ambiente onde estas pessoas se sintam valorizadas, realizadas e utilizando seu potencial pode levar muito longe qualquer organização.

Os negócios atuais de uma empresa sem dúvida se beneficiam tremendamente de contar com gente com o perfil descrito acima, mas fazer nascer algo verdadeiramente novo dentro de uma organização estabelecida é um desafio que inclui outros aspectos. A empresa estabelecida que quer manter-se empreendedora e inovadora deve fazer um esforço consciente neste sentido, caso contrário as demandas da operação sugarão todos os recursos de gestão disponíveis. Observe que falei de recursos de gestão, não de recursos financeiros. Para uma empresa lucrativa e geradora de caixa pode ser relativamente simples alocar determinado valor para uma nova iniciativa de negócios, é basicamente uma decisão orçamentária. Já garantir que esta nova iniciativa tenha a atenção necessária por parte da alta gestão da empresa e que não morra por falta de atenção é um desafio bem diferente.

Peter Drucker, meu guru maior, tem algumas sugestões sobre o que fazer e o que não fazer.

Primeiro, o que fazer:

1. Organize o que é novo em separado do que é velho e existente, caso contrário as pessoas darão atenção significativa somente ao que garante a sobrevivência da empresa hoje, o que é perfeitamente natural e saudável.

2. De destaque ao que é novo, mesmo tendo em vista que, durante algum tempo, só haverá consumo de recursos, na maior parte das vezes. Devem haver “padrinhos” na alta gestão da empresa que, mesmo com dedicação parcial, sejam responsáveis em fazer dar certo o que é novo e possam ser cobrados por isto.

3. Reconheça que o que é novo talvez precise que recursos sejam apropriados com um retorno previsto mais distante. É uma coisa nova, provavelmente serão necessárias correções de rumo e há riscos. É provável que alguma perseverança seja necessária. Do contrário, não seria empreendedorismo.

Agora, o que não fazer:

1. Não misture unidades administrativas e unidades empreendedoras. Não se pode dar responsabilidade de inovar a pessoas que precisam explorar e otimizar o que já existe.

2. A organização existente deve empreender e inovar em um caminho onde já tenha vantagens e conhecimento. Não se trata de diversificar o negócio e sim de aproveitar oportunidades onde possua vantagens competitivas. Como diz Drucker, “o novo é sempre difícil o bastante para que não se deva tenta-lo em uma área que não compreendemos”.

3. Na opinião de Drucker, raramente a aquisição de um novo negócio empreendedor  é um substituto para a atividade empreendedora que nasce dentro da organização existente. Uma organização que não sabe ser empreendera rapidamente sufocará as característica empreendedoras que buscava ao adquirir o outro negócio.

Manter as características empreendedoras nas organizações existentes cria excelentes oportunidades de expansão, ajuda a reter os talentos e ocupa os espaços na vizinhança do negócio principal. No prazo longo, pode ser a garantia de sobrevivência da companhia.

André Rezende é fundador e presidente da Prática Fornos e Empreendedor Endeavor desde 2008.

, Prática, Empreendedor Endeavor
Quando trabalhava na loja de conveniência da família, André Rezende percebeu uma grande inconveniência: a conta da luz era tão alta que custava mais do que a folha salarial da empresa. Ele se lembrou disso quando resolveu reabrir a Prática, sua antiga fábrica de móveis industriais. André passou a desenvolver equipamentos para a indústria da alimentação mais baratos do que os importados que dominavam o mercado, e mais eficientes no consumo de energia. Hoje, a Prática tem na sociedade o irmão de André, Luiz Eduardo, que trouxe conhecimentos da área de negócios para a empresa. E é uma indústria que cria, fabrica, vende e exporta fornos, refrigeradores, câmaras frigoríficas e equipamentos para a indústria da alimentação que economizam de 10 a 50% da energia consumida com outros equipamentos. Um negócio que desde 2005, cresce 45% ao ano. O setor de alimentação agradece. E o meio ambiente também.

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