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O CNPJ Já Existe, Mas e o Escritório?

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Decidir como você quer que a empresa seja percebida pelo cliente é mais difícil do legalizar o negócio.

Ao decidir que abriria meu próprio negócio, me estruturei para abrir a empresa formalmente. Sem um CNPJ não existimos para o mercado. Mas não podia imaginar que, mesmo com toda a burocracia envolvida, eu diria que essa foi a parte mais fácil.

Difícil mesmo é decidir como desejamos que nossa empresa seja percebida pelos clientes. São muitas as ferramentas que ajudam a transportar a empresa do mundo dos planos e desejos para o mundo real, e saem vitoriosos aqueles que fazem melhor uso delas.

Após um ano e meio de planejamento, atuando em escritório virtual, tendo construído o modelo e plano de negócios, pensado em um plano de marketing, acompanhado o contínuo aumento do faturamento e montado a DRE dos anos seguintes, não tinha dúvidas de que estava diante do momento certo para abrir nosso escritório físico.

Parece óbvio? Garanto que, na prática, não é!

De um lado havia a certeza, fruto do modelo de negócios, da análise e projeção de números. Essa certeza encontrava apoio na “indagação” por parte de alguns clientes ou candidatos a clientes: “Vocês não têm um escritório?”.

Do outro lado o natural receio em assumir um conjunto de custos fixos, reforçado pelos inúmeros comentários de pessoas que diziam para não fazermos isso. Tive a sensação de que se montasse o escritório, estaria cometendo um terrível pecado.

O que fazer então? Cada caso é um caso, mas deixo aqui algumas dicas:

1. Pedir feedback sempre! A opinião das pessoas é tão diversa quanto o número de alternativas existentes, mas caberá a nós, sempre, refletirmos e definirmos o que devemos fazer.

2. Fugir de uma armadilha comum: Correr para montar um escritório quando se decide montar um negócio. Alugar ou comprar um espaço comercial é relativamente fácil. Antes disso é preciso saber exatamente quem são seus clientes, qual a proposta de valor da sua empresa, quais são os produtos e serviços que oferecerá a eles, qual a expectativa de receita, custos e despesas.

3. Fugir dos custos fixos. Dependendo das características e estágio do seu negócio, há diferentes possibilidades de operação. Home office, escritório virtual, escritórios coletivos, dividir um espaço com outra empresa e operar dentro do cliente são algumas delas. 

4. Seja qual for a forma escolhida para operar, pense nos detalhes. Comunicamos o que somos por meio dos detalhes e por mais simples que seja seu espaço de trabalho, não permita que um item qualquer esteja por lá se ele não estiver comunicando algo. Não negligencie a arrumação e o funcionamento do seu espaço.

É importante compreender que se muitas pessoas levantam dúvidas e chegam até a nos desencorajar a seguir em frente é, simplesmente, porque já viram esse filme muitas vezes. Já assistiram a muitos empreendedores que partiram para a execução sem um plano, sem um propósito e chegaram ao fim do filme encerrando seus lindos escritórios e, junto com eles, seus sonhos.

Cabe a nós transformar a preocupação e ceticismo do outro em ação. Planeje o roteiro do seu filme e defina qual papel quer interpretar. Sucesso!

Cláudia Klein é sócia da Argumentare, atua como Coach, palestrante e consultora de gestão. 

 

, Argumentare, Sócia
Apoiar empresas e indivíduos a transformar a relação com o trabalho em fonte geradora de resultados e satisfação pessoal é o que faz Cláudia Klein - coach executiva formada pela Columbia University e pelo Erickson College, sócia da Argumentare e do blog Salada Corporativa. Desenho de soluções customizadas, significativa experiência prática e excelência acadêmica são as marcas que você vai encontrar nos projetos de consultoria em gestão de pessoas, coaching, desenvolvimento da liderança e palestras da Argumentare. Claudia é professora convidada da UFRJ-Coppead e da Fundação Dom Cabral. É mentora de empreendedores Endeavor e Diretora da Associação Brasileira de Recursos Humanos do RJ i(ABRH-RJ).

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