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O Ciclo de Vida de uma Empresa de Sucesso

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Para cada fase da vida de uma empresa existe um tipo de investidor especializado. Inicie o processo de acesso a capital com fundos que tem interesse em negócios do tamanho do seu.

No post anterior, falei rapidamente sobre a diferença entre um bom negócio e um negócio que possui vocação para receber investimentos de Venture Capital.

Desta vez eu gostaria de trazer um rápido esboço para esclarecer como se espera (pelo menos em teoria) que uma empresa que tenha essa vocação se comporte ao longo do tempo. Tanto do ponto de vista de valorização da empresa (Valuation) como do ponto de vista do risco e da maturidade.

 

No gráfico acima, pode se ver que, do momento da concepção de uma idéia até chegarmos ao dia do IPO (mercado público), temos uma série de estágios de maturação da empresa. Cada estágio está associado a um estágio de tipo de investimento. Em outras palavras, para cada fase da vida de uma empresa com vocação para Venture Capital existe um tipo de investidor especializado.

A grande lição aqui é entender que um grande fundo de Private Equity não vai ter interesse em investir em uma pequena startup que está apenas começando a sua vida.

Isso não tem nada a ver com a qualidade do negócio ou com seu potencial de crescimento. Para cada estágio de maturidade de uma empresa as necessidades que ela possui para continuar crescendo vão se alterando. Quanto menor e mais jovem for a empresa, maior é a necessidade de apoio operacional. Quanto mais madura e maior a empresa, maior é a necessidade de apoio financeiro.

Os bons investidores se especializam em fazer com que as empresas investidas adquiram as qualidades necessárias para passar para o próximo nível de maturidade e, consequentemente, de valor. Por isso, um fundo especializado busca sempre empresas que tenham um alto grau de compatibilidade com a sua tese de investimento.

Outro fator importante para se entender a especialização é o ticket de investimento, ou seja, o valor que cada investidor busca aportar em cada empresa. Todo investidor sabe qual é o seu ticket mínimo e máximo. O raciocínio é muito simples: o montante disponível para investimentos pode variar muito e, em teoria, esse valor pode ser praticamente ilimitado. Porém, o tempo disponível de cada gestor é mais ou menos o mesmo. Isso significa que um grande fundo com alguns bilhões de dólares para investir não pode ficar alocando tickets pequenos, pois o número de empresas investidas se torna grande demais para que se possa acompanhar as empresas. Além disso, o trabalho do gestor junto a uma startup é muito diferente do trabalho a ser desenvolvido com grandes empresas. Se o fundo investir em empresas com perfis muito diferentes o fundo perde a sua escalabilidade, pois o trabalho feito para uma empresa não será útil para as demais.

Não perca o seu tempo falando com um investidor que não tem interesse em empresas do tamanho da sua.

Humberto Matsuda é Managing Partner e Vice-Presidente de Venture Capital na Performa Investimentos.

, Performa Investimentos, Sócio

Humberto Matsuda é o sócio responsável pelos fundos de Venture Capital da Performa Investimentos. Além disso, é membro do Comitê de Empreendedorismo, Inovação e Capital Semente (CEICS) da Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP). Possui 12 anos de experiência empresarial e desde 2007 se especializa na gestão de investimentos de Venture Capital¸ em especial, investimentos de capital semente.

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