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O Capitalismo pode ser Consciente?

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O empreendedor moderno não pensa mais somente no lucro da empresa. Os valores e a responsabilidade social são cada vez mais presentes.

O capitalismo apresenta diversos desafios nos tempos atuais. Governos, empresas e sociedade estão se adaptando a todo o momento. Se, no começo do século passado, a poluição gerada pelas fábricas era sinal de sucesso, hoje significa má gestão dos recursos. Neste começo de século XXI vários sinais têm mudado.

O que faz um banco de investimento como JP Morgan se preocupar com investimentos de impacto? Ou uma Coca-Cola em desenvolver e educar jovens da periferia? Ou a Natura em ter um slogan e uma preocupação de “bem estar bem”?

O que vemos é que várias empresas grandes estão se diferenciando e trabalhando com uma nova visão de mundo. Para elas, o lucro continua fundamental, mas não está desvinculado dos valores. As empresas de sucesso de hoje são aquelas que possuem valores internos fortes, alinhados em toda a corporação e que se preocupam não apenas com os resultados internos, mas com seus impactos no ambiente e sociedade e mais do que isso, buscam fazer um mundo melhor.

Apesar de parecer um discurso quase socialista, três autores Sisodia, Wolfe e Sheth descrevem no livro “Firms of Endearment: How World Class companies profit from Passin and Purpose” que as empresas que têm valores enraizados fortes e que se preocupam com a sociedade têm mais sucesso do que aquelas que têm uma visão mais limitada de busca exclusiva de lucro.

Para um empreendedor isto é muito relevante. À medida que uma empresa cresce, novos colaboradores participam da construção dela. Alinhar os valores dos sócios com todos os funcionários não é fácil. Empreendedores com valores legítimos, e preocupados não apenas com o lucro, têm uma oportunidade de criar um diferencial competitivo a partir destes valores e transformar seu negócio em um grande sucesso.

Na região de São Mateus, em São Paulo, Marcelo Dória é um empreendedor que começou revendendo lingeries e hoje tem seis lojas na região. O que chama a atenção é que além do seu espírito empreendedor, Marcelo tem uma genuína preocupação com seus funcionários, clientes e com a comunidade da região. Esta visão mais holística é extremamente relevante para seu crescimento.  

Na mesma linha, o Hipermercado Andorinha, na Zona Norte da cidade de São Paulo, possui uma das maiores vendas por m2 do Brasil. Esta é uma empresa em que os sócios têm uma dedicação especial à comunidade e com seus funcionários. Os valores dos sócios são preservados e transmitidos para todos os funcionários e clientes.

Esses são apenas dois exemplos que mostram que as empresas do mundo moderno lidam de uma forma diferenciada com todos os públicos de interesse: funcionários, fornecedores, clientes e comunidade. Não é possível fazer negócios pensando apenas no resultado líquido final, ou seja, no lucro. O empreendedor moderno deve ser mais consciente e buscar avaliar sua relação com o meio ambiente e sociedade. A união de todos esses esforços transformará o capitalismo e pode contribuir positivamente para nossa sociedade. Esta transformação já está acontecendo como uma revolução silenciosa e é o momento de disseminá-la e conferir-lhe significação social. 

 

Edgard Barki é professor de Marketing e Coordenador do Programa de Sustentabilidade e Base da Pirâmide do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP
 

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