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Noções básicas sobre Capital

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Noções básicas sobre Capital

Renunimos aqui algumas noções básicas sobre o assunto. Entre elas, breves definições sobre pontos fundamentais para uma gestão, como capital de giro e de risco, além de dicas para se acessar recursos

Então chegamos ao assunto que é talvez o mais imporante para qualquer empreendedor. Chegamos ao epicentro, ao motor do modelo econômico que vigora em quase todo o ocidente desde a idade média – desde o final do feudalismo, para sermos mais precisos. É a estrutura do sistema de produção atual, por meio do qual se obtém o lucro; é a principal forma de riqueza: o capital.

Mas claro que não é nossa intenção, aqui, realizar uma longa digressão história sobre o capital, ou refletir sobre sua situação no cenário de desenvolvimento econômico atual. A ideia é apenas introduzi-lo conceitualmente para, depois, analisarmos de que forma o termo se aproxima mais da sua vida de gestos. Vamos entender melhor do que se trata o capital de giro e o capital de risco, por exemplo, além de trazer dicas sobre como você pode melhorar seu acesso ao capital.

Afinal, a ideia aqui é te ajudar a enfrentar os desafios que qualquer empreendimento oferece. E administrar  e atrair capital certamente estão entre os maiores deles.

Mas do que se trata exatamente o capital?

Claro, uma breve contextualização sempre ajuda. Na economia, a a definição clássica prega que o capital é qualquer bem econômico que pode ser utilizado na produção de outros bens e serviços. Trata-se de um dos três fatores de produção, ao lado de “terra” e “trabalho”.

Para ser considerado capital, os bens devem ter as seguintes características:

  • ser utilizados na produção de outros bens (esta particularidade faz do capital um fator de produção);
  • ser produzido por humano,em contraste com a “terra”, que é um recurso natural;
  • não se esgotarem imediatamente no processo de produção, como matérias-primas e bens intermediários.

Isso de acordo com a economia clássica. Mais tarde, definiu-se também que o capital é um estoque e que, como tal, seu valor pode ser estimado em um ponto no tempo. Hoje em dia, o capital é também uma referência à riqueza financeira – especialmente aquela necessária para que se inicie ou se mantenha um negócio. Representa a soma de recursos, valores e bens mobilizados que formam um patrimônio, e que podem assumir a forma de papel moeda, depósitos bancários, cheques, etc.

Claro que esta é uma definição extremamente simplificada. Para aprofundar o tema, há vastíssima literatura, desde o livro basilar de Karl Marx até “O capital no século XXI”, polêmica obra do economista francês Thomas Piketty.

Mas, agora, vale nos atermos às formas de capital que dizem mais respeito à sua ativiade de empreendedor.

Capital de risco

É a modalidade de investimento que apoia negócios por meio da compra de uma participação acionária – geralmente minoritária – com o objetivo de que estas ações se valorizem para a posterior saída da operação.

Dependendo do tipo de empresa que recebe o capital, ele pode ser classificado como venture capital ou private equity: o primeiro diz respeito aos investimentos feitos em empresas em estágios iniciais, com potencial ainda incerto de geração de receitas e lucros – e possivelmente dependente de tecnologias ou mercados que ainda não tenham sido totalmente testados.

Já o private equity consiste no investimento feito em empresas mais maduras, com operações comerciais consolidadas. A oportunidade de retorno geralmente está ligada a resstruturações societárias, alterações na estrutura de capital, mudanças de gestão, entre outras modificações.

De acordo com este artigo do gestor Rafael Bassani, o Brasil ainda está engatinhando no que se refere a capital de risco. Enquanto que, aqui, a indústria dispões de cerca de R$ 100 bilhões/ano para investimento, nos Estados Unidos esta quantia chega a ser vinte vezes maior. E enquanto lá operam cerca de 770 gestoras (somente de venture capital), aqui este número não chega a 80 (também apenas de venture capital).

Capital de giro

Este diz inda mais respeito à sua atividade, empreendedor. Pois se trata do recurso de rápida reonovação (dinheiro, créditos, estoques, etc) que representa a liquidez para o seu negócio. É o capital utilizado para sustentar as operações do dia a dia da sua empresa; é a soma de recursos disponíveis para a condução normal dos negócios. Em suma, é uma ferramenta fundamental para a tomada de qualquer decisão.

Neste artigo, o gestor Marcelo Guimarães reflete sobre como administradores brasileiros não têm o hábito de atentar para o capital de giro. Ao desconsiderar o capital de giro previsto no investimento inicial e não adotar um planejamento financeiro adequado, afirma Guimarães, o empreendedor acaba recorrendo ao auxílio dos bancos, e fatalmente se tornará refém deles.

E é para evitar esta situação de vulnerabilidade que você deve ficar sempre atento ao seu caixa – ao seu capital de giro. Uma boa gestão passa necessariamente por isto.

Como acessar o capital?

Essa é uma pergunta que, em algum momento, todo empreendedor acaba fazendo. Afinal, é por meio do acesso ao capital – ou da captação de recursos – que um empreendimento se viabiliza, que cresce, que se desenvolve. As formas mais difundidas de se acessar o capital são os créditos bancários e os nvestimentos – venham eles de investidores-anjos, de venture capitalists ou de demais fundos.

Porém, este artigo traz fontes alternativas de acesso a capital que podem ser interessantes para o seu negócio: as agências de fomento. Nele, o professor Marcelo Nakagawa explica que, neste caso, os incentivos dependem da inovação. E a inovação é considerada em quatro níveis: o primeiro se refere a qualquer tipo de novidade, como as que se compartilham em conversas de boteco. O segundo nível corresponde à visão da empresa sobre o assunto, a como a inovação se insere na estratégia. O terceiro é a inovação para a captação de recursos, e para a qual cada agência tem um critério diferente. E o último nível diz respeito à inovação do ponto de vista da Lei do Bem, voltada a empresas que optam pelo lucro real, pois boa parte dos incentivos é destinada a abatimentos do IR.

Enfim, o tema capital é vastíssimo. Já dedicamos bastante conteúdo a ele, como este e-book gratuito, um verdadeiro guia de acesso ao capital para empreendedores. Há também um curso online que te orienta a buscar recursos para o seu negócio. E esperamos que este conteúdo tenha te ajudado!

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