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Não esperemos um século: 3 maneiras de reduzir a desigualdade de gênero

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A desigualdade de gênero é algo ainda muito presente nos negócios. Separamos aqui algumas atitudes que você, como empreendedor, pode tomar para ajudar a diminuir esse gap.

Em 2014, o World Economic Forum apresentou uma pesquisa perturbadora: baseada em tendências atuais, teríamos que esperar 81 anos antes das mulheres atingirem a igualdade econômica no ambiente de trabalho. Como a maioria das pessoas, eu fiquei muito chocado com essa descoberta. Afinal, quatro décadas significam mais quatro gerações de salários desiguais. Significa que minha filha adolescente – e as mulheres da sua geração – teriam que passar sua vida inteira trabalhando em desvantagem.

Em Novembro de 2014, essa notícia ficou ainda pior – muito pior. De acordo com as últimas descobertas do Fórum, a estimativa agora é de 118 anos. Nem a mulher mais velha do mundo é tão velha assim (o nome dela é Susannah Mushatt Jones; ela tem 116 anos e seus pais eram fazendeiros). Baseado nessa estimativa, quando as mulheres atingirem a igualdade no trabalho, no ano de 2133, minha bisneta poderia ser bisavó e nenhuma delas teria visto a igualdade de gênero em nível global.

Na EY, nós estamos em nossa própria jornada para acabar com a desigualdade de gênero. Parte disso significa ser honesto com nós mesmos sobre onde estamos fazendo progresso e também onde ainda precisamos melhorar e o que podemos fazer a respeito.

Com esse fim, a EY entrevistou, recentemente, líderes de 400 empresas ao redor do mundo sobre a desigualdade de gênero. Nós combinamos os insights deles com a nossa experiência e criamos 3 passos para qualquer organização que deseja nivelar o mercado de trabalho.

3 passos para mudar a desigualdade

Primeiro, torne-se um mentor e encoraje outros líderes a fazerem o mesmo. Mentores podem ajudar a abrir portas para que mulheres com potencial de liderança façam conexões e exercícios valiosos, além de também fazerem a diferença ao apoiarem e acreditarem nelas. É importante que os líderes de hoje contrariem sua tendência natural de procurar por pessoas que eles mais se sintam confortáveis, as quais, na maioria das vezes, são alguém como eles. Mentores também podem ajudar assegurando que seus gerentes estejam mais bem informados sobre o maior alcance de membros femininos no time.

Segundo, crie uma cultura de inclusão. Cultura é a palavra chave aqui; não pode ser uma iniciativa que vai ser deixada de lado na sua organização. Tem que ser enraizado a ponto das pessoas pensarem sobre o seu trabalho e a sua empresa. De certa forma, isso significa oferecer um espaço de trabalho realmente flexível, incluindo licenças a maternidade e paternidade. Mas não para por ai. Encorajar seus funcionários a utilizarem essas medidas é tão importante quanto. Certifique-se de que não existe nenhum estigma para quem quer usufruir desses benefícios ou ache que eles são apenas para as mulheres. Afinal, como eu disse no “Summit on Working Families”, na Casa Branca, as mulheres não querem ser diferentes e os homens não querem ser deixados de lado.

Terceiro, olhe para toda sua equipe. É importante apoiar e transformar mulheres em boas líderes, mas é igualmente importante olhar para esse problema em todos os níveis da sua organização. Se as mulheres não tiverem as oportunidades certas e o apoio no começo e no meio da sua carreira, as chances delas conseguirem bons cargos ou empreenderem são ainda menores. Então, construa uma cultura real de apoio em todos os níveis e isso irá repercutir em toda a sua organização.

A palavra chave de todos esses passos é ação. Todo líder de negócio está em posição de agir agora para otimizar seu/sua força de trabalho, fazendo a igualdade de gênero tornar-se realidade mais rápido. E a EY não é exceção; nós estamos em nossa própria jornada com mais trabalho para fazer. Mas com empresas ao redor do mundo continuando na sua jornada, pense nisso desta maneira: nós nunca esperaríamos 118 anos para adotar nenhuma outra oportunidade de negócio com tanto potencial. Então não vamos esperar nessa.

O texto original, escrito por Mark Weinberger, EY Global Chairman e CEO, você encontra aqui.

A EY é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo (as big four), presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários. Com sede em Londres, a EY presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

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