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Minimizando as Dores do Crescimento

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35 perguntas para evitar que a empresa sofra na fase de crescimento.

O crescimento das empresas está, cada vez mais, adquirindo um sentido de urgência na agenda dos empreendedores brasileiros. Há uma unanimidade entre os economistas de que há uma “janela” de prosperidade que deve durar até 2016, ou no máximo 2017, quando se espera não uma retração, mas sim uma estabilização da economia. Em outras palavras, este hiato entre 2011 e 2017 representa uma oportunidade de captura de crescimento no seu negócio. E aqui cabe uma decisão: crescer organicamente ou aproveitar esta “estilingada”?

Se você é um daqueles que vai fazer a opção por aproveitar esta janela, o que forçosamente passa por crescer de forma acelerada e relevante, então cabem algumas reflexões. Isto significa dizer que seu negócio passará por aquela fase conhecida na adolescência como “esticão”, com suas dores associadas. A maneira como vamos passar por esta fase depende muito de como nos preparamos. Maior nível de preparação, menor nível de dor, e vice versa. Aqui vão alguns temas para ajudá-lo nesta reflexão:

Estratégia: existe um modelo de negócios? Tem sustentabilidade? Existem projeções financeiras? São sustentáveis e desafiáveis? A estratégia está documentada? Alinhada com as projeções e budget? Comunicada à organização?

Governança corporativa: há um modelo de prestação de contas? As informações utilizadas para a elaboração desta prestação de contas são confiáveis? Derivam dos registros contábeis? São tempestivas?

Aspectos legais e compliance: a estrutura societária está alinhada com a estratégia de negócio e modelo tributário? Permite a perpetuidade do negócio ou admissão de um novo acionista? A relação entre os acionistas está devidamente documentada (acordo de acionistas)?

Relatórios contábeis e financeiros: existe uma área de contabilidade estruturada? Está coordenada com a área financeira? O registro das transações obedece às novas normas contábeis vigentes no Brasil, IFRS? Há a prática da elaboração de demonstrações financeiras periódicas?

Tecnologia da Informação: as estruturas de tecnologia, pessoas, software e hardware, suportam o crescimento? Existe um plano diretor de informática? Plano de contingências?

Recursos Humanos: há uma estrutura de recursos humanos (recrutamento, treinamento, cargos e salário)? Caso exista terceirização ou pessoas jurídicas prestando serviços, existem controles para evitar ou eliminar potenciais contingências? Existe uma estratégia para identificação e retenção de talentos?

Tesouraria: está alinhada com a contabilidade? Possui controles sobre pagamentos e recebimentos? Faz uso de ferramentas de projeção?

Impostos: existem temas que podem gerar interpretações ou questionamentos por parte do fisco? Há a utilização de planejamentos tributários? Estão adequadamente documentados e suportados por opinião de especialistas (legal opinion)?

Gestão de riscos: os riscos inerentes às atividades estão devidamente mapeados? Há um conjunto de controles para mitigação destes riscos? Os processos e controles estão alinhados com estes riscos?

Operações: são utilizados parâmetros do segmento de atuação para análise da performance (benchmark)? Os controles sobre as operações permitem uma replicabilidade do modelo de negócio adotado?

As questões aqui apresentadas não pretendem esgotar o assunto, mas tão somente despertar a necessidade de uma reflexão sobre onde a empresa se encontra e onde pretende chegar. O que temos visto no mercado é que empresas de alta performance investem na formação de equipe, planejam minuciosamente sem imprevistos e, por fim, tem uma atitude de companhia de capital aberto.

Paulo Sérgio Dortas é especialista em Auditoria e Suporte a Transações.


 

Paulo Sergio Dortas conta com mais de 25 anos de experiência em auditoria financeira e em revisão e avaliação de procedimentos de controles internos para companhias globais. Sua experiência inclui ainda a liderança em projetos de due diligence para fundos de private equity eventure capital. Atualmente, Dortas foi sócio de Strategic Growth Markets (SGM) da Ernst & Young Terco, focada no desenvolvimento de oportunidades para empresas de diferentes indústrias e também no processo de abertura de capital (IPOs). O executivo é membro do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON) e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

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