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Marketing de guerrilha é criatividade sem limites – principalmente para verbas limitadas

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Marketing de guerrilha é criatividade sem limites - principalmente para verbas limitadas

Ações de alto impacto, investimentos de baixo custo: conheça as vantagens do marketing de guerrilha, que pode ser uma poderosa ferramenta para a comunicação da sua empresa

Faixas de pedestre que viram batatas fritas; árvores que, com o adesivo de um garfo no lugar dos troncos, transformam-se em brócolis; bueiros que viram bocas precisando urgentemente de um enxaguante bucal; secadores de mão em banheiros que viram o bafo de alguém que ingeriu uma pimenta fortíssima; estes são apenas alguns dos infinitos exemplos de uma prática de comunicação que, ao longo dos últimos anos, tornou-se a vedete de empresas de todos os tamanhos e segmentos: o marketing de guerrilha.

E não por acaso. Aos poucos, o mercado foi percebendo o potencial quase infinito das práticas de marketing de guerrilha. Foi experimentando as possibilidades de comunicação de altíssimo impacto, e sobretudo aprovando os custos baixíssimos – ainda mais quando relacionados aos das mídias de massa.

E foi para te ajudar a entender melhor os princípios e o funcionamento deste conceito tão importante que elaboramos este artigo.

De onde vem esse nome?

Boa! Antes de entender como ele pode ser útil para sua empresa, vale conhecer como surgiu. Afinal, o nome tem tudo a ver com o pensamento por trás desse conceito.

O publicitário americano Jay Conrad Levinson é considerado o “pai” da criança. No final dos anos 1970, ele cunhou a expressão para descrever ações de comunicação que fugissem do trivial, do comum. A época era muito propícia, já que os consumidores americanos começavam a demonstrar certa desconfiança em relação à publicidade tradicional. Por isso, abriu-se nas empresas um (então) pequeno espaço para novas experimentações.

A analogia bélica não é casual: de acordo com Levinson, a inspiração para o termo veio da Guerra do Vietnã – quando os vietnamitas, em condições instrumentais bem inferiores aos americanos, demonstraram imensa habilidade estratégica para superar estas diferenças. É a tática de guerrilha propriamente dita, aplicada ao campo de batalha, e que reúne uma série de ações pontuais, rápidas e imprevistas para se atingir um objetivo maior.

Ou, nas próprias palavras do criador do termo:

A essência do marketing de guerrilha é atingir objetivos convencionais, como lucro e satisfação, por meio de métodos não convencionais, como investir energia no lugar de dinheiro.

Ou ainda, sendo mais explícito: ações nessas áreas são aquelas que causam alto impacto por meio de baixos investimentos.

Se você quer saber mais sobre os primórdios deste assunto, encontrará estas e muitas outras informações no site Guerrilla Marketing, que mantém a divulgação da obra de Levinson, morto em 2013.

Ouço muita gente falando sobre isso. Mas o que há de tão especial?

Pois é, o marketing de guerrilha virou praticamente uma obsessão no mercado da comunicação – e fora dele. Hoje, a verdade é que o termo tem costas largas. Abrange muitas iniciativas, como marketing de emboscada, flash mob, patrocínios, performances, marketing viral, etc, etc.

Bem, quanto às explicações para este sucesso, existem várias. Mas a principal talvez seja a seguinte: representa uma ruptura com a forma tradicional de como uma marca se comunica. A partir deste pressuposto, quanto mais inesperada, quanto mais surpreendente for a ação de uma empresa, maior será a chance dessa empresa conquistar um espaçozinho confortável na mente dos consumidores. E isso, pode acreditar, é algo que muita campanha com veiculação de comerciais de um minuto no intervalo do Jornal Nacional não consegue.

É nesse sentido que pode se tornar a perfeita tradução do “fazer muito com pouco”; aliás, fazer muito – e bem – com pouco.

É alto impacto com baixo investimento de verdade, como veremos em alguns exemplos logo abaixo.

E isso, em um mundo no qual fica cada vez mais difícil divulgar produtos nos moldes de antigamente, com o público se dispersando, não é pouco. Sem mencionar que boa parte da verba de comunicação das empresas tem ficado nas mãos de mercadistas – pagamentos para pontos de gôndola, amostras, enxovais, encartes, demonstradores… se você trabalha com compradores de grandes redes varejistas, sabe bem como é. O dinheiro está cada vez mais concentrado nas mãos de poucas marcas.

Pode ser útil para a minha empresa?

Muito. O marketing de guerrilha entrou definitivamente na pauta do mercado. McDonald’s, Red Bull, Coca Cola, Nestlé… não importa o tamanho da empresa, sem dúvida uma parte da verba de marketing atual é destinada à realização de ações de guerrilha, mais segmentadas. E isso significa que há cada vez mais recursos e tecnologias à disposição de quem quer praticar a modalidade.

No caso de uma pequena companhia, o marketing de guerrilha pode ser uma alternativa tremendamente útil.

Pois a ideia principal aqui é propor soluções criativas para divulgar marcas, produtos e serviços, necessariamente sem que ocorram os gastos imensos exigidos por campanhas em mídias convencionais.

Alguns exemplos?

Claro! Reunimos aqui alguns casos mais imediatos, que se explicam apenas por meio de uma imagem.

Você vai perceber que o espaço urbano e objetos cotidianos são largamente explorados – pois isso tem a ver com a questão do inesperado, de abordar o consumidor em um momento em que ele não o espera – sempre com criatividade e pertinência, claro.

Todas as imagens abaixo vieram do site www.creativeguerrillamarketing.com:

Beau Rivage Resorts

Marketing de guerrilha

Tyskie Beer

Marketing de guerrilha é criatividade sem limites - principalmente para verbas limitadas

Colgate

Marketing de guerrilha é criatividade sem limites - principalmente para verbas limitadas

Duracell

Marketing de guerrilha

Filme “2012″

Marketing de guerrilha

Kleenex

Marketing de guerrilha

Enfim, por mais que estas ações tenham sido realizadas por grandes marcas, o essencial é que a execução de todas é relativamente barata. E o resultado do esforço deve ter sido para lá de positivo.

Vale citar outro exemplo, mais “comportado”: neste workshop sobre marketing de guerrilha, o especialista Alessandro Basile menciona uma ação realizada pela Casa do Pão de Queijo há alguns anos. Aproveitando-se do fato de que o logotipo da rede é amplamente conhecido, senhorinhas foram contratadas como promotoras e, caracterizadas como a vovó da marca, foram posicionadas em pontos de venda. Sua função era simplesmente distribuir cupons com descontos para pães de queijo. Assim, promoveriam o contato dos consumidores com a marca de forma simpática, calorosa. E os resultados foram ótimos: aumento de 30% na venda de pães de queijo, e de 15% na venda do mix de produtos. Uma ação de baixo custo, simples e bastante eficaz.

Mas não tenho criatividade nenhuma. Como é que eu faço?

Fale com um profissional! Como dissemos, o marketing de guerrilha virou um instrumento de comunicação vastamente utilizado. Ou seja, já foi incorporado pelo mercado de comunicação. Hoje, há um enorme número de fornecedores muito qualificados, de todos os tamanhos. Vale fazer uma pesquisa para encontrar aquele que se encaixa melhor ao perfil da sua empresa.

Onde posso encontrar mais informações?

Neste artigo sobre marketing de guerrilha, o consultor Eloi Zanetti dá outras dicas que podem ser bem aproveitáveis.

E este portal sobre o setor é bastante completo.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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2 Comentários

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  1. Gustavo Giaffredo - says:

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    Muito bom.

  2. Clerimar Dias leite Dias leite - says:

    3 curtidas
     
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    Artigo bem explicativo show!

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