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Big data: ‘pecar pelo excesso’ no armazenamento de dados é uma boa estratégia

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Se você está coletando informações de seus clientes e não sabe o que fazer com elas, não tema. Osvaldo Barbosa de Oliveira, que foi diretor regional do LinkedIn para a América Latina, indica como começar a aproveitar melhor essas informações 

No fim de agosto, o WhatsApp mudou seus termos de serviço para deixar claro que passaria a compartilhar dados com o Facebook, que comprou o app em 2014. Faz sentido:  um dos motivos para Mark Zuckerberg se oferecer a pagar mais de US$ 20 bilhões pelo aplicativo era a  tremenda quantidade de dados possíveis de serem coletados.

Na época, o WhatsApp já tinha 465 milhões de usuários mensais (hoje, são mais de  1 bilhão). Um valor bem considerável, que demonstrava o quanto os dados trocados por meio do app poderiam ser úteis para uma plataforma com alta capacidade de capitalizar as informações pessoais. Como o Facebook, claro.

Mas muitos empreendedores não fazem ideia de como utilizar as informações que já recolhem. Por exemplo, são diversos os aplicativos que acessam hábitos de lazer de usuários, mas que não sabem como ativá-los.

Para jogar luz nesse território ainda um tanto inexplorado por empresas no Brasil, chamamos Osvaldo Barbosa de Oliveira. Com trinta anos de experiência em tecnologia, focado em internet e software, ele foi diretor regional do LinkedIn para a América Latina e vem apontando o caminho para vários gestores do setor. Nesta entrevista, ele compartilha alguns aprendizados fundamentais para quem está começando a lidar com coleta de dados.

Imaginemos que um empreendedor tenha oportunidade de coletar muitos dados, mesmo que não saiba ainda como lidar com eles. Quais suas recomendações?

Bem, o primeiro ponto, importantíssimo, é que o empreendedor seja totalmente transparente, tanto nos dados que está coletando quanto no uso que ele vai fazer desses dados.

Refiro-me aos contratos firmados no momento em que o cliente passa a usar um produto. O texto deve ser apresentado em uma linguagem acessível e fácil, para que o cliente saiba exatamente o que está acontecendo antes clicar no famoso “Li e concordo”.

A pior coisa que pode acontecer a uma empresa que recolhe muitos dados é que os usuários não tenham noção do destino dessas informações. E que, caso descubram, não estejam de acordo, o que pode causar sérios problemas jurídicos.

O segundo ponto que merece atenção de empreendedores que trabalham com dados é o Personally Identifiable Information, ou PII. Ou seja, a informação utilizada para identificar um usuário.

O empreendedor precisa garantir que os dados sejam coletados de forma anônima, de modo que, em nenhum momento, alguma pessoa que trabalhe esses dados possa identificar exatamente o usuário a que se referem.

Por exemplo: vou fazer uma transação, e os meus dados serão registrados. Só que, se a empresa trabalha bem o PII, em vez de registrar o Osvaldo, com tal idade e tais hábitos, vai documentar um homem, com mais de cinquenta anos, que está no sistema há dois meses etc. Nunca alguém que pedir esses dados saberá que são do Osvaldo.

E o que ele pode fazer com os dados coletados?

Bem, agora que o empreendedor se certificou de que os dados dos clientes estão seguros e anônimos, ele pode continuar armazenando.

Já que o custo de armazenamento na nuvem é praticamente zero, a recomendação é a de que a maior parte dos dados seja coletada, mesmo que ainda não haja clareza de como serão utilizados.

Daqui a um ano, ele pode ter um insight a partir desses dados que coletou.

Aqui, a recomendação é pecar pelo excesso. É registrar todas as transações e deixar lá na nuvem. Mais tarde, desse big data pode surgir uma correlação que talvez seja importante.

Leia mais: Big Data: descubra o que é e como usar na sua empresa

E quanto a traçar o perfil dos usuários? Como fazer isso?

O perfil do usuário costuma ter dois tipos de dados:

_Estáticos: o gênero, a idade, profissão, endereço etc.

_Transacionais: relativos ao que os usuários vêm fazendo dentro da empresa.

A principal orientação aqui é separar o perfil demográfico daqueles dados que indicam efetivamente como ele utiliza produtos ou serviços. Dessa forma, ele pode identificar hábitos dos clientes, para que seja possível segmentar, por exemplo.

Ou mesmo utilizar de “recursos preditivos”, para que o empreendedor possa, com base no comportamento de um usuário, ter uma previsão do comportamento de usuários semelhantes. É o momento em que o dado pode virar insight de negócio.

Então a ideia é antecipar?

Sim. Na hora em que o empreendedor tem esses dados e processa em informações, e essas informações viram um insight de negócios, ele pode fazer diversas coisas. Mas basicamente o empreendedor deve chegar num ponto em que antecipa a necessidade do usuário.

Ele consegue entender o comportamento do cliente e, por meio desse comportamento, vai antecipar o que o cliente fará. E as informações permitem não apenas antecipar comportamentos, mas facilitar a vida dos consumidores.

Porque, se uma pessoa sempre entra no seu sistema e faz A, B e C, nessa ordem, em vez de mostrar o menu, você já mostra o A, o B e o C.

Isso a gente está falando do ponto de vista da experiência do usuário. Agora, tem uma fonte grande de trabalho pra entender do negócio por meio desses dados. Que é clusterizar, segmentar, pro empreendedor traçar estratégias.

Sejam estratégias de marketing, com uma campanha para um tipo específico de usuário, super customizada. Seja também nos testes de novos modelos de negócios, de precificação para segmentos, com o objetivo de maximizar a receita ou a rentabilidade.

Em suma, se sua empresa está enfrentando desafios da gestão dados e você não sabe o que fazer, não tema! Proceda sempre com total transparência e continue armazenando, que, em algum momento, as correlações serão feitas e os insights vão surgir. Aí, é escolher qual caminho se adapta melhor ao seu negócio e botar pra fazer.

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