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Mão de obra para o Brasil crescer

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Mão de obra para o Brasil crescer

Gente boa para contratar é um gargalo constante entre empreendedores. O ensino profissionalizante pode ser uma das alternativas.

Apesar do crescimento expressivo do acesso dos brasileiros ao ensino superior, causado, principalmente, pelo aumento da renda da população e por ações de inclusão promovidas pelo governo, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), os cursos técnicos e profissionalizantes também possuem papel relevante no cenário da educação no Brasil.

Hoje, existem 42 milhões de jovens de 18 a 30 anos de idade no país, sendo que 55% deles estão na classe média. Parte considerável desses jovens interrompe a continuidade dos estudos – principalmente no momento de entrar na universidade – em busca de trabalho. Sem recursos financeiros para bancar o ensino superior e ainda tendo que contribuir com a renda familiar, os jovens optam pela formação técnica e profissionalizante para se qualificar e, assim, conseguir o primeiro emprego.

Os últimos números do Prouni e do Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – nos ajudam a entender este cenário. Apesar de muitos jovens recorrerem a esses programas, a quantidade de bolsas concedidas não é suficiente para suprir a demanda. Neste ano, foram mais de 2,5 milhões de inscritos para aproximadamente 171 mil vagas nas universidades através do Prouni. Já no caso do Pronatec, mais de 520 mil jovens concorreram a uma das cerca de 293 mil vagas oferecidas em 2014.

No ano passado, o Instituto Data Popular perguntou aos jovens se tinham a intenção de fazer um curso profissionalizante no próximo ano, e 26% dos que estão na faixa etária de 18 a 24 anos responderam que sim. Todas essas informações nos mostram que o jovem está preocupado em bater à porta das empresas com o mínimo de qualificação registrada no currículo.

Todos os dados mostram que o jovem está preocupado em bater à porta das empresas com o mínimo de qualificação registrada no currículo

E este é um cenário favorável para as organizações, que passam a contar com mão de obra mais bem formada – recurso essencial para garantir a perpetuação e o crescimento de qualquer negócio. Além disso, ao empregar jovens, as empresas ajudam a aumentar o poder de consumo das famílias, já que eles contribuem com o orçamento familiar. Isso melhora a situação socioeconômica do país.

Esse ciclo virtuoso, com certeza, potencializa o aumento das oportunidades de negócios no Brasil, criando um ambiente mais favorável para empresas atingirem alto crescimento, com elevada capacidade de geração de empregos. Na terceira edição do estudo Estatísticas de Empreendedorismo, lançado pela Endeavor e pelo IBGE no final de 2013, vê-se que, apesar de representarem 1,5% do total de empresas empregadoras no País em 2011, as EACs – Empresas de Alto Crescimento, foram responsáveis por 48,5% do total de empregos gerados entre 2008 e 2011. Estamos falando de 2,8 milhões de novos postos de trabalho.

Entende-se por EACs empresas que apresentam crescimento anual médio do número de funcionários acima de 20%, por três anos consecutivos, e que possuam, no mínimo, dez funcionários assalariados. Imaginem aonde podemos chegar se o volume de empresas de alto crescimento atingir a marca de, por exemplo, 10%, em vez de 1,5%, como é hoje?

Essa meta é possível de ser alcançada, desde que haja persistência, vontade de fazer e integração dos agentes envolvidos. Considerando que qualificação profissional é uma das saídas para que o país tenha capital humano minimamente preparado para as oportunidades de emprego, o poder público e o privado podem unir esforços para fazer com que educação profissional e mercado de trabalho sejam pensados sempre de forma conjunta. Um começo seria a criação de medidas para incentivar a contratação da mão de obra que chamo de “avulsa”, ou seja, jovens que não estão empregados e não participam dos programas oferecidos pelo governo.

Programas de financiamento, subsídio estudantil e bolsas de estudo são alguns exemplos de iniciativas que as próprias empresas poderiam ter para levar cada vez mais jovens para a sala de aula. Uma flexibilização da carga horária, para que o jovem não interrompa os estudos, também poderia ser pensada. As empresas que se prontificassem a adotar um aluno teriam como contrapartida não só incentivo fiscal e acesso à mão de obra treinada, mas também a oportunidade de cumprir um papel social, ajudando a incrementar a base da população com formação. Está lançado o desafio.

, Grupo Prepara, Fundador
Rogério Gabriel fundou há 10 anos a Prepara Cursos, maior rede de cursos profissionalizantes do Brasil, segundo a ABF – Associação Brasileira de Franchising, e que em 2014 lançou o Programa Escola do Amanhã, por meio do qual irá conceder 10 mil bolsas de estudo em todo o país. Com 630 empreendedores franqueados, a rede conta com mais de 200 mil alunos ativos em cerca de 400 municípios brasileiros. 

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