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Começando aos 9 anos, eu toquei clarineta por 8 anos.

Bom, na realidade, isso não é verdade. Eu tive aulas de clarineta por 8 anos quando eu era criança, mas não tenho certeza se alguma vez eu de fato toquei o instrumento.

Um dia, ouvi um integrante de uma orquestra sinfônica tocar um solo de clarineta. Começou com um Dó médio sustenido, e eu tenho certeza absoluta que eu nenhuma vez toquei uma nota que soasse qualquer coisa próxima da maneira que essa soou.

E ainda assim…

E ainda assim as aulas que eu tive eram todas sobre dedilhados, músicas e técnicas. Elas eram sobre tocar notas mais altas, mais baixas, mais longas, ou tocar ritmos mais complexos. Em ponto nenhum alguém me sentou e disse, “espera, nada disso importa se você não consegue tocar uma única nota que soe bem de verdade”.

Ao invés disso, o restaurante faz o cardápio mais longo ao invés de descobrir como fazer pelo menos um prato que valha a pena viajar pro outro lado da cidade para comer. Adicionamos vários slides à nossa apresentação antes de encontrar uma única frase que dará arrepio às pessoas no ambiente ou fazê-los pensar. Nós confundimos variedade e extensão com qualidade.

Prática não é a resposta aqui. Prática, a coisa das 10.000 horas, somente prática não produz um trabalho que importa.

Não, isso só surge de cuidados. De cuidar o suficiente para saltar, sangrar pela arte, para sair na borda, onde é perigoso. Quando somos cuidadosos o suficiente, aumentamos o patamar, não só para nós mesmos, mas também para os nossos clientes, nossa audiência e nossos parceiros.

É óbvio, então, porque eu não toco mais clarineta. Não era cuidadoso o suficiente, não trabalhava duro o bastante, não tinha a coragem de colocar aquele trabalho no mundo. Essa é a melhor razão para parar de tocar, e abre a porta para ir encontrar uma arte que você se importe o suficiente para fazer valer a pena. Encontrá-la e fazer sua própria música.

A falta de responsabilidade seria tocar clarineta só um pouco para adicionar mais uma coisa à minha lista de mediocridades.

Assim como John Ive disse, “Nós fizemos porque nos importamos, porque quando você descobre o quão bem você consegue fazer algo, ficar aquém, se visto ou não, parece um fracasso”.

É muito mais fácil adicionar algumas características, aumentar sua rede de contatos, marcar algumas tarefas detalhadas como feitas. Quem quer sentir o fracasso?

Optamos por mais ao invés de melhor.

Melhor é melhor que mais.

Artigo originalmente publicado no blog de Seth Godin

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, Autor, Marketing de Permissão
Seth Godin é especialista em marketing, mundialmente conhecido, fundador da Squidoo.com, autor best-seller e palestrante.

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