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Magnamed: empreendedorismo que salva vidas

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Sabemos que não há fórmula exata para o empreendedorismo, mas algumas jornadas nos servem de guia para certos fins. Neste caso, os empreendedores são um exemplo de perseverança, ética e sonho grande. Conheça a sua história.

São muitos os elementos que interferem no sucesso, ou não, de uma empresa. Se a maturidade do empreendedor – tendo por maturidade um balanço entre experiência de vida e faixa etária – é um critério pouco legítimo, ao menos dois indícios comuns a essa condição podem ser percebidos como benéficos: uma noção melhor do que requer transformar uma ideia em realidade, como paciência, conhecimento e organização, e do ganho que essa iniciativa pode trazer para a sociedade e não apenas para si. Só para começar.

(Foto: Clayton de Souza/AE - Reprodução: estadao.com.br)Os engenheiros Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo, hoje com 62, 52 e 42 anos respectivamente, são um bom exemplo desse perfil. Recém-aprovados para integrar a rede de Empreendedores Endeavor, eles se conheceram como funcionários executivos de uma empresa de equipamentos médicos para pacientes em estado crítico. Acreditando na possibilidade de desenvolver aparelhos com mais tecnologia e simplicidade, a fim de barateá-los para o mercado, juntaram a vontade de criar algo novo e de evoluir para fundar a Magnamed, no ano de 2005.

A sensação com a mudança de carreira, como descreveu Wataru, era a de passar para outro estágio de aperfeiçoamento na vida. “É claro que a decisão foi extremamente difícil, uma vez que eu sabia que afetaria o lado financeiro, mas os desafios valiam a pena. Buscar os sonhos, com a tecnologia e o conhecimento que tínhamos, poderia levar benefícios a muitas pessoas e assim devolver à sociedade um pouco do que recebemos dela. Foi como subir mais um degrau.”

Paciência não é lentidão

Nos primeiros seis meses de empresa, à la Steve Jobs, eles desenvolveram suas ideias na garagem da mãe de Wataru. Depois, se juntaram aos jovens empreendedores de uma incubadora de negócios, onde puderam aprimorar os protótipos e aprender sobre linhas de financiamento e o apoio de órgãos como Fapesp, FINEP e CNPq. Apenas três anos mais tarde, em 2008, chegaram ao produto ideal.

Pela primeira vez, então, a Magnamed contou com capital de terceiros para ajudar a formar portfólio e obter as licenças necessárias para fabricar e vender – as quais, por sinal, saíram apenas em novembro de 2010 (Comunidade Europeia) e julho de 2011 (Anvisa). Ou seja, com todo o investimento de tempo e recursos no negócio, eles levaram seis anos para vender o seu primeiro produto. E aí que você se pergunta: Como manter a motivação em tão longo tempo até ter algum retorno? A receita deles foi uma combinação de organização financeira e acreditar (e muito) no sonho.

Como obter uma longevidade primordial

“O crescimento de forma correta éilimitado” e “fazer certo desde o início é mais fácil do que consertar depois” são verdades presentes na trajetória do trio à frente da Magnamed, que reconhece a relação de causa e efeito entre manter o senso de ética e integridade e cumprir o objetivo maior de transformar o setor da saúde no país.

Na opinião de Tatsuo, assim como existem pessoas honestas e responsáveis, existem os contrários,que visam apenas o interesse financeiro.“Esses acabam tendo um final triste.Por isso, gostaria de preservar a honestidade e fazer o que é certo, passar adiante aos colaboradores estes valores”, compartilha, acrescentando ainda que trabalhar para o benefício de todos em vez do benefício individual é uma prioridade para ele.

Até mesmo a proposta de valor da empresa está voltada para isso. Graças às inovações no modelo produtivo, seus equipamentos médicos no setor de cuidados críticos são 20% mais baratos que os concorrentes, têm maior capacidade de duração de bateria (50%!), menos peso e uso de espaço, melhor design e funcionalidades de tela para o uso eficiente, além de poderem ser usados desde o neonatal até o adulto, enquanto todos os outros são específicos para recém-nascidos ou para crianças e adultos.

Para financiar seu crescimento de forma sustentável, levar esses produtos para o mercado global e perenizar a empresa, os empreendedores contarão com a ajuda da Endeavor. No que diz respeito a essa proposição, Wataru acrescenta ainda: acreditar no time, compartilhar continuamente princípios e valores, como o sonhar grande, ter paixão pela inovação, fazer simples e melhor, manter o foco no cliente, ter compromisso com o desempenho, ética e responsabilidade, empatia e brilho nos olhos. Segundo ele, no caso particular da Magnamed, cuja missão final é ajudar a preservar vidas, a ética no trabalho pode valer a própria vida.

Carolina Pezzoni, colaboradora do Portal Endeavor.

*(Foto: Clayton de Souza/AE – Reprodução: estadao.com.br)

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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