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Foco, paixão e trabalho: as bases da carreira bem sucedida de Luciano Huck

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Bem mais que apenas apresentador de uma grande emissora, conheça a trajetória empreendedora de Luciano Huck.

Durante cerca de seis anos, de 1982 a 1988, não teve para ninguém. As tardes televisivas de sábado eram comandadas pelo rei incontestável dos programas de auditório: Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Seu programa, “Cassino do Chacrinha”, era líder absoluto de audiência, deixando os concorrentes muito para trás. Até que, em 30 de junho, Chacrinha vem a falecer, e o programa sai do ar pouco depois. A desolação foi geral: seria quase impossível imaginar uma atração que substituísse a do mestre, sem seguir a mesma receita. A tarefa, porém, recaiu sobre um jovem apresentador, até então pouco conhecido pelo grande público: Luciano Huck.

Depois de algum tempo derrapando na guerra pela audiência, ajustando o conteúdo aqui e ali, procurando por um formato ideal, a coisa deslanchou. E desde os anos 2000, o “Caldeirão do Huck” dá as cartas na programação vespertina dos Sábados. O que seria uma façanha por si só, mas que se torna ainda mais notável pelo fato de que o programa apresentou um formato novo, original. Ora, quem é o responsável por tal feito? Quem é Luciano Huck?

É alguém cuja trajetória vale muito a pena você conhecer, caro empreendedor. Porque, em pouco mais da metade de seus 43 anos, Huck acumulou uma série de experiências que, nas palavras do próprio, permitiram “evoluir muito como profissional e pessoa”. Foram êxitos e fracassos que deixaram aprendizados significativos, e que, felizmente, Luciano Huck não hesita em compartilhar com o mundo.

Afinal, é desta configuração que saiu uma das personalidades mais bem sucedidas não apenas de nossa TV atual, mas do país. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa trajetória.

O início: um jovem inquieto e polivalente

De acordo com a página do apresentador no portal da Globo, desde cedo interessou-se por comunicação. Aos 22 anos, já assinava a coluna “Circulando”, no caderno de variedades do Jornal da Tarde.

Na época, também já se aventurava pela vida noturna paulistana: era sócio do bar Cabral, que por um tempo foi um badalado ponto da cidade. As atividades não paravam por aí: também comandou o programa “Mingau”, que depois recebeu o nome de “Torpedo”, na rádio Jovem Pan FM, transmitido sempre nas noites de Domingo.

A chegada não planejada à TV

O curioso é que, embora apaixonado por comunicação, Luciano Huck não pretendia trabalhar na TV. Porém, como não é raro acontecer, o destino acaba nos sondando, queiramos ou não. Assim foi com Huck: após se projetar por meio do rádio e do jornal, ele recebeu um convite de Otávio Mesquita, apresentador do “Perfil” – TV Bandeirantes -, para assumir o “Paparazzo Eletrônico”, quadro sobre badalação noturna. Meses depois, já tinha seu próprio programa na CNT, também batizado de “Circulando”, uma revista eletrônica que ia ao ar de Segunda a Sábado.

Daí em diante, o progresso foi meteórico. Meses depois, Luciano Huck levou o “Circulando” para a Bandeirantes, onde foi exibido por dois anos até dar lugar ao programa que projetou de vez seu nome: “H”.

Voltada para o público jovem, a atração estreou em 1997 e, durante os três anos em que permaneceu no ar, fez muito sucesso.

A ligação telefônica que mudou tudo

Ao criar imensa empatia com a juventude, a atração chamou a atenção da Globo. E resultou na ligação que, conforme Luciano Huck relatou em sua participação no Day1, representou a “grande virada” em sua vida.

Em sua fala, Huck relembra da forma arriscada com que fazia televisão: “(o ‘H’) era um programa ao vivo e no mesmo horário do Jornal Nacional. O nome técnico disso era “insanidade pura”. Tratava-se, afirma o apresentador, de um núcleo de “guerrilheiros”, de “subversivos”. Era tudo na base da coragem, da “unha”, mesmo.

Porém, quando Luciano Huck tinha seus vinte seis e tudo seguia nessa toada, o telefone tocou. Do outro lado da linha, era ninguém menos do que Marluce Dias da Silva, na época Superintendente geral da Globo e uma das mulheres mais influentes do Brasil. Marcaram uma conversa, da qual resultou o convite que mudaria a vida do apresentador: a executiva o chamou para trabalhar na TV Globo, onde teria seu próprio programa.

Novo emprego, nova cidade, novos amigos: a ida para a Globo representou, de fato, a mudança mais importante pela qual Luciano Huck passara até então. Lá, teria de rever todos os seus projetos, pois não disporia mais da liberdade e do descompromisso do “H”.

Teria, acima de tudo, de dar um importante passo à frente. E, estava mais do que preparado para isso – consciente da chance que tinha em mãos, agarrou-a com todo o afinco de que era capaz. Dedicou-se sem descanso à formatação do “Caldeirão do Huck”, que foi ao ar pela primeira vez em 2000 .

“Para cima ou para fora”

Mas os primeiros dois anos não foram nada fáceis. Com um formato aberto e bem diferente, constituído de uma série de quadros, brincadeiras, concursos, convidados especiais e matérias jornalísticas feitas pelo apresentador, o “Caldeirão” patinou nos primeiros momentos.

A ponto de Mario Lucio Vaz, diretor artístico da Globo, chamar Luciano Huck e dizer o seguinte: “sua carreira tem dois caminhos: pra cima ou pra fora. Qual você prefere?”

Era o sinal de que Huck precisava. A partir de então, decidiu vender todos os negócios que tinha (restaurantes, bares, rádios – tudo o que não se relacionava à televisão) para se dedicar exclusivamente a fazer acontecer.

Foco, foco e mais foco

Aí pode-se dizer que a coisa deslanchou. No momento em que resolveu se entregar inteiramente à concretização de seus sonhos grandes na TV Globo, Luciano Huck conseguiu transformar o “Caldeirão” em líder absoluto de audiência. Investindo em um formato diferente, no qual o telespectador participa ativamente, o programa permanece por anos e anos no topo da preferência dos brasileiros.

Hoje, Luciano Huck se consolidou como um dos grandes da TV brasileira, e expandiu negócios. Entre outras atividades, criou a ONG Instituto Criar de Cinema, TV e Novas Mídias, além de ter produzido filmes.

Mas, um confesso apaixonado pela TV, é como titular absoluto das telinhas nas tardes de sábado que Huck se realiza. Nada mal – principalmente se nos lembrarmos de quem foi o último a ocupar este posto.

Veja abaixo algumas das dicas para empreendedores, dadas durante a apresentação de Luciano Huck no Day1:

Sobre ter ido para o Rio de Janeiro:

Foi a grande virada da minha vida. Fui obrigado a mudar. Eu fui obrigado a aprender, a jogar fora os preconceitos.

Sobre paixão e foco:

Ser apaixonado por uma ideia, trabalhar duro por ela, ter foco e disciplina; é como camisinha: funciona.

Quando eu percebi que tinha que focar, que tinha que deixar coisas para trás e olhar para a frente, meu dia a dia melhorou; minha vida melhorou.

A paixão, a boa ideia, o talento se sobressaem a qualquer coisa. Hoje tenho uma paixão enlouquecida pela televisão.

Querer muito ajuda demais. Olhar para a frente com foco faz toda a diferença. E ter coragem de mudar, de jogar fora os preconceitos, faz toda a diferença.

Mais informações

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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