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Quão rápido você ou sua empresa podem fazer dinheiro vivo? A resposta é a liquidez

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Além de constituir um índice financeiro fundamental da sua empresa, a liquidez representa a facilidade e a rapidez de transformar aplicações em espécie. Saiba mais aqui.

É provável que você já tenha passado pela seguinte situação: em uma conversa com amigos economistas ou que trabalham no mercado financeiro, o pessoal começa a discutir sobre a situação de algumas empresas. Aí, é um tal de liquidez pra cá, liquidez pra lá… Ou, ainda, eles começam a trocar ideias sobre “papéis”, dizendo que alguns não têm liquidez alguma. E, no meio disso tudo, você ali, boiando, sem saber exatamente o que significa isso e não querendo interromper o papo para fazer uma pergunta que provavelmente eles julgariam inaceitável.

Ainda bem que você tem a nós, não é, empreendedor? Aqui, nós não apenas explicamos direitinho o sentido do termo, como também damos dicas para você trabalhar melhor a liquidez da sua empresa, ampliando-a e balanceando-a. Então vamos lá!

O que é exatamente liquidez?

A palavra liquidez se refere à facilidade de se converter o ativo em dinheiro. Ou seja, se temos um ativo com alta liquidez, isso significa que será vendido com facilidade caso precisemos do dinheiro de imediato.

Em outras palavras, o termo liquidez resume a rapidez e os custos envolvidos para que uma determinada aplicação se transforme em dinheiro vivo.

O que quer dizer que, quanto mais líquida uma aplicação, mais fácil e mais rápida será essa transformação. Para ilustrar como este processo funciona de forma extremada, selecionamos um trecho do livro “Pai rico, pai pobre”, de Robert Kiyosaki:

“(…) eram casas que valiam US$100 mil, agora sendo oferecidas por US$75 mil. Mas em vez de comprar na imobiliária local, comecei a comprar no escritório do advogado especializado em falências ou nos degraus do tribunal. Nesses lugares, uma casa de US$75 mil podia ser adquirida por US$20 mil ou menos. Com US$2 mil que um amigo me emprestou por noventa dias e encargos de US$200, dei ao advogado um cheque como entrada.

Enquanto a aquisição estava sendo processada, coloquei um anúncio no jornal oferecendo uma casa que valia US$75 mil por US$60 mil, sem entrada. Choveram telefonemas. Depois de verificado o cadastro dos possíveis compradores e de que a casa fora passada para meu nome, os interessados puderam vê-la. Foi uma loucura. Em alguns minutos a casa estava vendida.

Pedi ao comprador US$2.500 como taxa de processamento, o que foi logo pago imediatamente, e depois a transação passou às mãos da financeira.Devolvi a meu amigo os US$2 mil com um adicional de US$200. Ele ficou feliz, o comprador da casa ficou feliz, o advogado ficou feliz e eu fiquei feliz. Vendi por US$60 mil uma casa que me custou US$20 mil. Os US$40 mil foram criados com dinheiro que estava em minha coluna de ativos na forma de uma promissória do comprador. Tempo total de trabalho: cinco horas.

Por que o termo é tão importante?

Por alguns motivos. O principal se refere ao fato de que a liquidez é um aspecto determinante para a análise de um investimento. De acordo com esta matéria da InfoMoney, a importância da liquidez aumenta de maneira inversamente proporcional ao prazo em que se pretende deixar o dinheiro aplicado.

Tomemos, para ilustrar essa importância, o investimento direto em imóveis: para transformar um imóvel em dinheiro vivo, é preciso não somente encontrar alguém interessado em comprá-los ou alugá-los, como também pagar taxas de corretagens e impostos.

Ou seja, a transformação em dinheiro sonante não é fácil, nem rápida; a liquidez é baixa. Assim, se você só tiver a opção de liquidar um imóvel para conseguir dinheiro, provavelmente vai comercializá-lo por um preço muito abaixo do justo.

Por outro lado, quando se trata de alta liquidez, as aplicações mais procuradas pelos investidores são aquelas de perfil conservador. Como é o caso da poupança, dos fundos DI ou de renda fixa, assim como Certificados de Depósitos Bancários, os conhecidos CDBs.

Nestes casos, tudo o que você precisa fazer para transformar o dinheiro das aplicações em espécie é pedir o resgate. A maior parte desses fundos oferece liquidez diária, de modo que você nem corre o risco de perder a rentabilidade do mês.

Já os fundos de ações têm natureza um pouco distinta, porque é preciso esperar um bocadinho a mais – cerca de três dias – para se ter o dinheiro na conta.

Assim, se fôssemos elaborar um ranking da liquidez, teríamos, em primeiro lugar, o dinheiro vivo, claro. Seria seguido pela caderneta de poupança, pelos fundos DI e de renda fixa, depois pelo ouro e pelos fundos de ações. Lá atrás, os fundos imobiliários e, por último, o negócio próprio, já que a venda deste é ainda mais complicada do que a de um imóvel.

Então, o importante é balancear os investimentos?

Exato, porque liquidez demais também pode ser prejudicial. Afinal, as aplicações mais líquidas geram retornos relativamente mais baixos – e por isso mesmo podem ser destinadas a aplicações de curto prazo. Por outro lado, quanto maior o prazo que você tiver para investir, menor poderá ser a porcentagem de suas economias destinadas a aplicações líquidas, e vice versa.

Tudo se resume ao horizonte de investimento. Mas caso você não tenha ideia de qual é o seu, aqui vai uma boa dica: deixe sempre o equivalente a seis meses de despesas em aplicações mais líquidas, pois você nunca sabe quando as emergências vão aparecer – e será preciso estar preparado para elas.

Mas e no caso da minha empresa?

Pois é, a liquidez é fundamental aqui também. Porque ela compõe, ao lado da atividade, do endividamento e da lucratividade, os índices financeiros da sua empresa; ou seja, os dados que indicam como está a sua situação financeira, e a capacidade de honrar seus compromissos no prazo. Esses índices são calculados a partir dos itens do balanço patrimonial e das demonstrações de resultado do exercício, as DREs.

Neste caso, o índice de liquidez representa o quanto sua empresa possui para saldar o passivo circulante – ou seja, as obrigações a serem pagas durante um período. Este índice é dado por números. Se, por exemplo, sua empresa tem um índice de liquidez de 3, isso significa que ela pode saldar o passivo circulante com uma pequena parcela do ativo (33%). O que é ótimo, já que este ativo é três vezes maior do que o passivo.

Como é que se mede o índice de liquidez?

Para se obter o índice de liquidez a seco da sua empresa, deve-se subtrair o ativo circulante dos estoques da liquidez corrente, por serem menos líquidos.

Traduzindo, as contas são essas:

Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante

Liquidez seca = (ativo circulante – estoque) / passivo circulante

Enfim, estas são algumas informações e dicas sobre liquidez que consideramos importantes para suas atividades – sejam empreendedoras, sejam pessoais. Esperamos que o conteúdo tenha ajudado, e bons investimentos!

Onde posso me informar mais?

Este artigo do site da Bovespa traz mais informações sobre liquidez.

E este texto sobre liquidez do site Quero Ficar Rico também é bastante didático.

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