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3 conversas imperdíveis sobre empreendedorismo no CEO Summit Sul

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3 lições fundamentais de empreendedorismo no CEO Summit Sul

Os maiores empreendedores do sul do Brasil falam no CEO Summit Sul sobre ambientes de negócios, viradas de jogo e conexões inspiradoras. Veja os vídeos na íntegra!

“Não tem nada de grande e relevante no mundo que a gente consiga realizar sozinho”. A fala de José Renato Hopf no CEO Summit Sul, que aconteceu em Florianópolis no último 3 de setembro, dá o tom do evento. Não só nos momentos de networking e troca de experiências, mas também no palco, o empreendedor não estava só – falou-se de time, mentores, governo… afinal, relevância é uma das características de negócio que faria do Brasil um país mais empreendedor.

Quer saber quais outras? Hernan Kazah, do Mercado Livre, Pedro Janot, da Azul Linhas Aéreas, e outros grandes nomes que compuseram os painéis do evento compartilham alguns aprendizados no CEO Summit Sul:

1. O que faz uma cidade empreendedora

Nós conseguimos nos gabar de sermos pentacampeões no futebol, nossos hermanos argentinos conseguem ter o melhor jogador do mundo. Por que quando se trata de empreendedorismo ficamos tão atrás? Luiz Guilherme Manzano, Diretor de Apoio a Empreendedores da Endeavor, fez exatamente essa provocação para os dois primeiros painelistas do CEO Summit Sul.

Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, começou em Florianópolis, a melhor cidade para se empreender, segundo o Índice de Cidades Empreendedoras de 2014. Hernan Kazah, hoje à frente da Kaszek Ventures, fundou o Mercado Livre em Buenos Aires, eleita a cidade do empreendedorismo global no GEC desse ano. O que elas têm em comum e por que se destacam em países que têm tanto a avançar quando o assunto é ambiente de negócios?

Para Eric, uma das grandes vantagens de Florianópolis é o sentimento de cooperação dentro do ecossistema – sendo uma cidade relativamente pequena, todo mundo se conhece e não tem “puxação de tapete”, como em locais mais competitivos: “A troca de experiências é técnica, mas também psicológica. Tem problemas que você não consegue conversar nem com o sócio, então a gente faz quase uma terapia de grupo”.

Ainda assim, tanto Eric quanto Hernan concordam que às vezes faltam cases de sucesso (ou não) de outros empreendedores. Eles não só servem de exemplo, como atrai atenção e investimento para o ecossistema como um todo. E Hernan compartilha:

“Eu estava em Stanford e via que as pessoas mais brilhantes eram diferentes, mas ainda eram pessoas. Talvez eu não chegaria a ser o Steve Jobs, mas poderia chegar perto”

Além disso, como ninguém faz nada sozinho, talento também acaba sendo fundamental. Nesse caso, Floripa leva uma certa vantagem pelo potencial de atração da cidade. Para Hernan, falta educação técnica de qualidade, mas esse ponto acaba não sendo tão problemático quanto a burocracia latino-americana: “se você leva 100 dias para abrir uma empresa, você gasta muito tempo no que não deve. É um tempo que vai para o lixo”.

Para Eric, uma possível solução são programas que saiam do caminho do empreendedor ou facilitem o que atrapalha para deixa-lo focado no negócio. Se ele fosse prefeito? “Eu tentaria não ser o protagonista da história, mas um parceiro dos empreendedores”.

2. O que faz um negócio dar certo

Quando José Renato Hopf ainda estava no início da Getnet, tinha apenas 9 pessoas ao seu lado. Quando vendeu a empresa, eram mais de 4 mil empregados. Em menos de 10 anos, a Getnet passou de startup para uma das maiores empresas de pagamentos da América Latina. O que poucos vêem é que o sacrifício por trás dessa história é enorme.

Em conversa com Paulo Viana, da EY, José Renato conta o que acredita serem os 3 pilares que fazem um negócio de sucesso:

  • Ter uma ideia factível: “Não gosto muito de usar a palavra sonho, porque às vezes as pessoas se baseiam em algo que não tem substância e acham que é suficiente. Para ser empreendedor, você não pode só sonhar, tem que ter um sonho factível”.
  • Ter uma equipe de empreendedores“É um grande erro ter uma empresa de um homem só. Não tem nada de grande e relevante no mundo que a gente consiga realizar sozinho”
  • Ter investidores estratégicos“Seus investidores precisam acreditar na ideia factível e no time de empreendedores”.

O que liga os pilares, segundo ele, é a confiança. Quando todos confiam uns nos outros, cria-se um elo dentro do comportamento organizacional que permite enfrentar momentos difíceis. Mas algo que compete fundamentalmente ao empreendedor, ele diz, é a disciplina – como neto de militar e filho de alemão, algo que nunca faltou a José Renato:

“As pessoas acham que o nível de esforço para alcança o sonho não é tão alto. Querem ser o próximo Facebook, o próximo WhatsApp… Mas quantos Facebooks e WhatsApps existem?”

“Há milhares de pessoas tendo as mesmas ideias e acesso às mesmas informações que você. Para sua ideia se realizar, é preciso planejamento e disciplina de execução”

3. O que faz conexões valerem por toda a vida

“Fast food do conhecimento” é a definição de Pedro Janot, primeiro presidente da Zara no Brasil e Conselheiro da Azul Linhas Aéreas, para a figura de um mentor: “você pega um cara com 30 anos de experiência e tem ele à disposição por poucas horas para condensar isso tudo”. É por aí mesmo – de certo Guilherme Weege, presidente do Grupo Malwee, concorda. Os dois têm uma relação mentor-mentorado de alguns anos e Guilherme fez questão de reforçar como Pedro fez diferença em sua carreira.

Guilherme começa destacando um comportamento primordial de quem pede a mentoria: estar aberto a receber. A visão de Pedro como mentor confirma: “Falar suas verdades pro empreendedor as vezes é muito duro. Existe uma coisa chamada ego e tem gente com dificuldade de coloca-lo em uma caixinha e admitir erro”. E complementa com bom humor como o mentor deve responder a isso: “O mentor não pode ser frouxo. Tem que mandar o papo reto, sem se preocupar se o cara vai gostar ou não. Tá ali, pediu opinião, vai ouvir. Doa a quem doer, ele precisa ser franco e direto”.

A conversa tratou ainda da importância da mentoria, a postura que os participantes devem assumir e qual o local e situação mais adequadas. Uma dica de ouro é encontrar alguém com quem você tenha empatia – tanto para que o empreendedor se sinta à vontade para abrir ali seus problemas, quanto para que o mentor tenha prazer de dividir com ele tudo o que ele sabe. Para Guilherme, no entanto, um ponto de atenção é até onde vai o relacionamento: “Quando o mentor vira amigo e se preocupa mais com você que com seu negócio, ou vira seu business partner, ele deixa de ser mentor”.

Se você assume o papel de empreendedor e tem dúvidas se deve ou não buscar uma figura experiente, seu tira-teima está na fala de Janot:

“Os mentores têm uma vivência muito interessante, porque podem ver o seu negócio daqui a 20 anos. Pode ser um grande atalho para você poder transformar a sua empresa. Quer dizer, você não necessariamente precisa passar por tudo que ele passou, pega uma parte e aplica”.

E se o Pedro tivesse um mentor, você pergunta?

“Se eu soubesse o que sei hoje com 18 anos… amigo, Bill Gates ia ser pequeno pra mim”.

Leia mais:

As 6 dicas de crescimento dos maiores empreendedores do nordeste

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Veja os vídeos de edições passadas do CEO Summit clicando aqui

, Endeavor Brasil, Time de Conteúdo

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