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KPIs de Inovação

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Como tornar sua empresa uma constante produtora de soluções inovadoras?

Ouço bastante a frase que uma empresa é o que ela mede. Ou seja, as métricas de performance, ao longo do tempo, encaminham a transformação da empresa no que ela deseja ser. Agora quando se trata de números e custos, tudo fica mais fácil. No entanto, quando se trata de informações mais subjetivas, imponderáveis, as métricas ficam mais complicadas.

Na minha experiência, me deparei com algumas situações em que a métrica ou avaliação se torna mais complicada. A avaliação da concessão de crédito para pequenas e médias empresas, a avaliação de investimentos em startups, a avaliação de performance de consultores e a definição de KPIs de inovação podem se assemelhar na dificuldade de métrica e julgamento.

Pois bem, como nem todas as empresas conseguem fazer como o caso da 3M e estipular uma meta de 25% de faturamento para produtos criados nos últimos 3 anos e conseguir cumprir seus desejos, talvez soluções inspiradas em outras formas de avaliação possam servir de guia para métricas e avaliações mais subjetivas.

Nesse sentido, tenho usado com clientes e startups uma inspiração das tabelas de avaliação de consultores, ou “Engagement Performance Review”, da McKinsey, para construir uma forma de avaliar situações mais subjetivas, improváveis ou imponderáveis por simples indicadores numéricos.

Trata-se de uma forma até simples em definir variáveis que mesmo sendo subjetivas em principio, que, quando bem descritas, podem indicar uma performance superior ou inferior. Por exemplo, ao incluir uma métrica de índice de inovação no painel de controle geral da empresa e desdobrar essa meta em cinco variáveis fundamentais e compartilhadas pela alta e média gerência de todos os setores da empresa, passa-se a tratar a inovação na pauta dos assuntos de importância geral da empresa.

O grande segredo, no entanto, está nas claras definição e descrição das variáveis e seus níveis de performance e na atribuição de pesos para cada uma das componentes dessas variáveis na composição do índice global. Além disso, o processo deve ser de constante aprimoramento, pois, ao se realizar as avaliações ano a ano, a empresa passa a entender melhor o conceito e se tornar mais eficiente no processo.

Difícil, sim… Complicado, talvez… Mas somente passando por um processo estruturado de métricas, sua empresa consiga um dia fazer como a 3M ou Apple e definir top-down que a cada ano um percentual relevante de seu faturamento deverá vir de produtos e áreas que não existiam no ano passado… E isso sim é o verdadeiro KPI da inovação.

 

André Bianchi Monte-Raso é especialista em estratégia, start-ups e desenvolvimento de negócio, consultor de grandes grupos de mídia, tecnologia e Telecom.

 

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, Mobi9, Fundador e CEO
Especializado em estratégia, start-ups e desenvolvimento de negócios, tem prestado consultoria a grandes grupos de mídia, tecnologia e telecom. Foi responsável pela unidade de negócios digitais do Grupo Estado, por 2 anos onde liderou o relançamento digital do grupo incluindo estadao.com.br, limao, território eldorado, ilocal, zap, aeinvestimentos, paladar.com, diretodafonte.com e link.com. Anteriormente, esteve ligado ao Grupo Oi/Telemar por 5 anos, realizou o start-up da Oi (mobile) como consultor e posteriormente como executivo liderou a área de estratégia e novos negócios, no qual coordenou lançamento do portal Oi Internet (Mundo Oi) e estratégia de conteúdo, mídia e TV do grupo. Antes foi consultor de estratégia por mais de 15 anos, principalmente com a McKinsey, tendo trabalhado nos escritórios de Milão, São Paulo e Tóquio servindo clientes globais nas áreas de Telecom, Consumo, Varejo, Mídia, entre outros. Engenheiro elétrico pela Poli-USP e MBA pelo INSEAD, cidadão global, viveu em vários países e fala 7 idiomas, português, italiano, inglês, espanhol, francês, alemão e japonês.

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