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Da porta pra dentro: você já fez tudo o que podia? – Julia Hartz, Eventbrite

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Você não pode combater a alta do dólar, mas pode deixar a casa arrumada para qualquer furacão. Veja como na experiência da Eventbrite.

“Não existe sucesso do dia para a noite. No Vale do Silício, é comum encontrarmos essas empresas que disparam de repente, mas para um hiper crescimento, você precisa construir uma base extremamente sólida – e isso leva tempo. Alguns acham que demorar para crescer é ser um fracasso, mas isso simplesmente não é verdade”. Mesmo a trajetória da Eventbrite, conta Julia Hartz, é muito mais longa do que o que a mídia conta.

Julia e seus dois co-fundadores começaram a empresa com dinheiro do próprio bolso. Os recursos eram muito limitados e as jornadas de trabalho beiravam as 24 horas do dia. Os dois primeiros anos estavam indo bem, mas apesar da “ralação”, só em 2008 o negócio ganhou tração – eles não tiravam salário, mas os primeiros clientes apareciam e inclusive os ajudavam a iterar a plataforma com categorias de eventos que eles nem conheciam.

Estavam prontos para contratar um time. Até que veio a crise americana.

2009 foi o momento de olhar para dentro: “conseguimos sobreviver?” Só que as condições de empresa enxuta, engenhosa, que precisava improvisar a todo momento, injetou neles um DNA de fazer as coisas com baixo custo – o que acabou preparando a Eventbrite para os tempos difíceis. Já com alguns funcionários, eles fizeram um planejamento financeiro cauteloso e transparente para apresentar a potenciais investidores. Ao final do ano, não só tinham sobrevivido, como prosperado e puderam escolher que investidores queriam como parceiros.

Por um lado, a crise acabou ajudando. O negócio não só se viu crescendo sustentavelmente com seu método lean, como pôde aproveitar a transição de talentos que ocorria por conta de demissões ou do fechamento de empresas. Com pouca “competição”, já que pouquíssimas empresas estavam contratando, conseguiram atrair gente muito boa e focar em criar uma cultura forte desde o início, fazendo tudo o que podiam para manter os times motivados e superar a recessão. Por sorte, a seleção natural é bem generosa: não deixa sobreviver os mais fortes, mas sim aqueles que sabem se adaptar.

E você, já fez tudo que podia? Veja as principais lições dessa conversa:

1. Aposte no diferente. A Eventbrite tinha competidores que agregavam grandes eventos e cobravam altas comissões. Tipicamente, uma empresa na posição deles se especializaria em um nicho de eventos, mas eles identificaram que pequenos e médios eventos não tinham tecnologias de venda e gestão de ingressos ao seu dispôr, e na cauda longa que eles conquistaram um novo mercado.

2. Aja de forma sustentável e respeite o dinheiro (ainda mais dos outros): “se você quiser construir uma empresa que estará aqui durante os próximos 20 anos, sua estratégia será muito diferente de se você só quiser um ganho rápido. Para nós, sustentabilidade é essencial. Construímos a Eventbrite em uma estrutura de custos que preza por isso”.

3. Talento é tudo. Dê oportunidades às pessoas: “Alguns dos nossos funcionários mais brilhantes foram contratados durante a crise e não sei se teríamos essa chance em um momento diferente do país”.

Assista no vídeo acima à conversa entre Julia Hartz, co-fundadora da Eventbrite, e Anderson Thees, co-fundador da Redpoint, no CEO Summit SP!

Leia mais:

Qual é o (melhor) próximo passo? – Guilherme Leal, Natura

Chief Detail Officer: cada experiência conta – Edgard Corona, Bioritmo, e Constantino Jr., Gol

Em momentos de incerteza, somos todos startup – Flavio Rocha, Riachuelo, e Frederico Trajano, Magazine Luiza

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