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Jornada do empreendedor nas Universidades: como criar uma estratégia completa?

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Jornada do empreendedor nas Universidades: como criar uma estratégia integrada?

Não basta inspirar o aluno e depois abandoná-lo; um bom projeto de Educação Empreendedora precisa contemplar toda a Jornada do Empreendedor. Veja aqui como fazer isso.

É possível formar um empreendedor? É possível ensinar o empreendedorismo, mostrando caminhos, apontando os maiores desafios e indicando, por meio de exemplos, formas de superá-los?

Na Endeavor, acreditamos firmemente que sim, é possível. O Movimento de Educação Empreendedora é uma forma de fornalecer este trabalho entre as instituições de ensino. Um movimento que, embora já ocorra há algum tempo, vem ganhando cada vez mais espaço nas universidades.

Um exemplo desse apoio é a Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2016, realizada pela Endeavor em 2016. Nela, foram apontados os maiores desafios da área. E, para superá-los, foram definidas três principais recomendações para o desenvolvimento de um bom projeto de Educação Empreendedora.

Dados que chamam (muito) a nossa atenção

Os dados da pesquisa mostram o quão importante é dar mais atenção ao assunto. Alguns exemplos:

  • Enquanto 65% dos professores estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo nas suas universidades, a média entre alunos é de 36%.
  • Entre 29 possíveis iniciativas de empreendedorismo que poderiam indicar em suas instituições, 5% afirmaram que sua universidade não possuía nenhuma, e 10% afirmaram que só possui uma;
  • O professor é a última pessoa que os alunos procuram para falar sobre o tema, 52% dos alunos não conversam com seus professores sobre negócios.
  • Dentre as disciplinas de empreendedorismo ofertadas nas universidades, 54% fala sobre inspiração para empreender.

Esses resultados levam a uma conclusão principal: que o projeto de Educação Empreendedora de uma Universidade deve não apenas existir, mas ser completo. Para isso, é necessário apoiar o empreendedor universitário de alto impacto em todas as etapas do seu desenvolvimento, sem deixar buracos. O que implica abordar a chamada “Jornada do Empreendedor” em sua totalidade. Agora vamos falar um pouco mais a respeito disso.

Preparando o aluno para o caminho a ser traçado

A Jornada do Empreendedor representa o caminho de desenvolvimento de um empreendedor de alto impacto — ou seja, aquele responsável por uma Scale-up. E isso abrange todas as etapas: da sensibilização do aluno para o empreendedorismo à abertura efetiva de uma empresa, passando pela gestão do dia a dia e principalmente pelas dores do crescimento.

O aluno precisa ter consciência desses desafios, que vão exigir diversos tipos de competências e de apoio. E o papel das universidades, nesse sentido, é crucial. As instituições devem fornecer insumos para o desenvolvimento do aluno como empreendedor, garantindo suporte em todas as fases do negócio.

Caso isso não aconteça, de nada adiantará inspirar jovens a empreender. Aliás, os esforços podem ter resultados inversos: as lacunas no aprendizado podem gerar frustração, e aquele provável empreendedor de alto impacto pode simplesmente perder o ímpeto.

As três etapas da Jornada Empreendedora e alguns exemplos inspiradores

Um projeto de ensino que aborde a Jornada completa também deve pensar a educação empreendedora para todos os seus alunos. Pois quem realmente quiser abrir um negócio de alto impacto terá as ferramentas para tanto; e quem não tiver o perfil poderá até abandonar a Jornada depois das primeiras etapas, mas continuará com a possibilidade de aprender com o empreendedorismo, talvez desenvolvendo habilidades para se tornar um intraempreendedor onde estiver.

A jornada é composta por três blocos principais, com algumas etapas dentro de cada um. São eles: Sensibilização, Ação e Gestão. Falaremos mais sobre cada um deles abaixo, com exemplos de boas práticas.

1 – Sensibilização: desmistificação e autoconhecimento

Aqui está a grande maioria das iniciativas de Instituições de Ensino Superior. E não é à toa: trata-se da porta de entrada dos programas de educação empreendedora da Instituição. Ou seja, a boca do funil para o resto da jornada.

Além disso, a desmistificação é capaz de atingir todos os alunos, não só os empreendedores. Aqui entram grandes eventos de inspiração, cases, viradas empreendedoras, conversas com empreendedores e ex-alunos etc.

Já os projetos de auto conhecimento podem parecer mais difíceis de construir, mas são igualmente importantes na hora de um aluno identificar seu perfil empreendedor. É o momento de olhar para dentro, com a ajuda de disciplinas.

Luz, câmera e empreendedorismo (PUC-RIO)

Na iniciativa da PUC-Rio, os próprios alunos produzem videocasos de empreendedores como alternativa ao TCC. A atividade não só conecta a Instituição com o mercado, mas gera um material inovador de estudo de empreendedorismo dentro das aulas e é capaz de engajar os alunos além do que a Instituição pode imaginar. Este é um ótimo exemplo da importância dos ex-alunos para a educação empreendedora na Universidade.

Para conhecer os videocasos, é só clicar aqui.

IBMEC SOCIAL

Essa inciativa veio dos próprios estudantes do Ibmec MG, que mantém projetos financeiramente sustentáveis de impacto social e forma alunos mais empreendedores e engajados. Além do empreendedorismo “mão na massa” dos projetos geridos na comunidade, a criação da iniciativa por si só é uma atitude empreendedora, cheia de lições.

Saiba mais sobre o projeto clicando aqui.

Aprendizado com propósito (UNIPAM)

Trata-se de uma disciplina de projetos que a UNIPAM criou para que seus alunos resolvam problemas da comunidade por meio do empreendedorismo.

Além de terem um impacto positivo na cidade, eles são inspirados a buscar seus propósitos, aprendem conceitos de empreendedorismo e desenvolvem competências socioemocionais ao longo do semestre, visivelmente transformados pela experiência. Neste processo, o autoconhecimento está muito presente.

2 – Ação: oportunidades e início do negócio

Este é o momento de botar pra fazer. De tirar as ideias do papel, identificar as oportunidades de negócio e construí-lo. Com certeza o público, aqui, será menor do que na etapa anterior; mas quem se sentiu inspirado e capaz de empreender na etapa de sensibilização vai avançar. E vai precisar de apoio.

Uma grande armadilha, talvez a mais comum, é trabalhar o início da Jornada e parar por aí. Não só de inspiração é feita a Educação Empreendedora, e abandonar o aluno neste momento crítico, no qual ele precisa muito de apoio, pode ser altamente desestimulante.

O período de ação consiste tanto em entender o mercado e oportunidades de negócio, ou seja, problemas a serem resolvidos; quanto realmente tomar o risco de abrir o seu negócio.

Conheça iniciativas bem-sucedidas neste campo:

TCC Startup (UNISUL)

TCCStartup foi a forma encontrada pela UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) para atender à demanda dos alunos em gerar negócios e inovar no Trabalho de Conclusão de Curso. A iniciativa cresceu tanto que a metodologia vai envolvendo cada vez mais a comunidade e outras áreas da Instituição.

Desafio UNICAMP


Se sua instituição produz patentes, é provável que muitas delas fiquem na gaveta — ou melhor, na biblioteca.

Para solucionar isso, a UNICAMP lançou um desafio que disponibiliza as patentes da universidade para que os alunos criem ideias de negócio. Assim, a instituição vem conseguindo gerar soluções e valor para a sociedade, com o suporte em mentorias do responsável pela patente, e de pessoas com experiência de mercado.

Tirando ideias do papel (UNISAL)

Trata-se de uma iniciativa dinâmica e acessível para todos os alunos, servidores e comunidade em que a instituição está inserida. Em formato de workshop, “Tirando Ideias do Papel” é composto por um tabuleiro enorme para formar empreendedores utilizando a gamificação e o trabalho por meio de projetos. Com ele, não apenas alunos, mas qualquer pessoa da comunidade pode ser capacitada para empreender. A gameficação do ensino e o formato de competição são ótimas dicas de sucesso.

Saiba mais sobre o projeto clicando aqui.

3 – Gestão: desafios de estabilização e gestão, desafios de crescimento e empresas de alto impacto

Na terceira etapa da Jornada Empreendedora, entram todos os desafios de se gerir de fato a empresa no dia a dia, conservando o ritmo de crescimento que vão escalar o negócio. Aqui podem entrar desafios em áreas específicas, que vão exigir busca ativa e um apoio mais personalizado. Sobre este momento, temos os seguintes cases de boas práticas:

CENTEV – Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (Universidade Federal de Viçosa)

O Centev foi criado para alinhar trabalhos de Ideação, Pré incubação e Incubação na Universidade Federal de Viçosa. A instituição, aliás, é referência não apenas em ensino de qualidade, como também no fomento e apoio ao empreendedorismo.

A UFV teve um papel muito importante no desenvolvimento da cidade e do ecossistema empreendedor local. Para conhecer mais sobre o CENTEV, clique aqui.

Por fim, para que a Instituição de Ensino seja capaz de pensar toda a Jornada do Empreendedor e planejar seus próximos passes ela deve enxergar o quanto atende esta jornada no seu momento atual. Daí a importância de dois pontos. O primeiro é o mapeamento das iniciativas existentes, o que pode incluir o que é feito institucionalmente por um centro de empreendedorismo, mas também iniciativas descentralizadas de professores e dos próprios alunos. O segundo é a comunicação destas iniciativas para todos os públicos (da direção, aos professores, aos alunos), como ferramenta chave para disseminar o empreendedorismo, engajar e divulgar as iniciativas.

Assim, temos a Educação Empreendedora como um todo, sendo possível enxergar como e onde aprimorar seus futuros projetos – e o empreendedorismo no país.

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

Correalização:

Logo-Sebrae-SITE (1)

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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2 Comentários

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  1. Elida Lara - says:

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    Gostei da materia, muito interessante movimento de educação empreendedora, os vídeos estão ótimos em informações, gostei da idéia da matéria, realmente passa uma boa estratégia.

  2. Juliano Palu - says:

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    Muito boa a matéria! Realmente percebo que empreendedorismo é muita vezes tratado apenas do ponto de vista da inspiração, as vezes acaba até se confundindo com auto-ajuda…
    Faz falta um guia passo a passo para seguir essa jornada com mais segurança.

Criação e desenvolvimento: