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Como a inteligência artificial já muda mercados, da gastronomia ao petróleo

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Como a inteligência artificial já muda mercados, da gastronomia ao petróleo

Saiba como a inteligencia artificial do supercomputador Watson, da IBM, está mudando diferentes mercados, incluindo a medicina e o comércio

Você já criou uma receita só sua? Não aquela coisa de abrir a geladeira, ver o que tem sobrando e juntar tudo numa bela gororoba autoral. Algo pensado, analisando os sabores e aromas de cada ingrediente para criar sua própria combinação. Bom, você pode nunca ter feito isso, mas um computador já. Um supercomputador chamado Watson, criado pela IBM.

Com base em mais de 30 mil receitas, tabelas sobre o perfil molecular de compostos responsáveis por aroma e sabor e estudos acadêmicos sobre o assunto, a máquina de inteligência artificial criou receitas que hoje estão disponíveis em um livro (“Cognitive Cooking with Chef Watson”) e em um aplicativo.

A culinária é apenas um dos mercados já impactados pela inteligência artificial: é difícil imaginar que ela não vá mudar –se já não está mudando– o seu setor. Hoje, já há vários exemplos, que vão do monitoramento de hábitos do consumidor à medicina.

Startups costumam ser motores desse desenvolvimento, o que gera uma corrida de grandes companhias para incorporar os sistemas criados por elas. De acordo com a empresa de monitoramento de investimentos CB Insights, só neste ano foram feitas 40 aquisições de empresas criadoras de tecnologias avançadas de inteligência artificial. De 2011 para cá, foram cerca de 140 compras.

“Gigantes como Google, IBM, Yahoo!, Intel, Apple e Salesforce estão na corrida para comprar empresas de inteligência artificial”, diz a consultoria.

Na próxima terça-feira (18), os participantes do CEO Summit poderão aprender mais sobre essa revolução com um de seus protagonistas, Mike Rhodin, vice-presidente da IBM para o Watson. As palestras do evento serão transmitidas ao vivo, gratuitamente, a partir das 9h –as inscrições podem ser feitas neste link.

O Watson ganhou fama em fevereiro de 2011, ao vencer humanos no programa de perguntas e respostas “Jeopardy”, da TV americana. Na época, tratava-se de uma máquina capaz de entender as perguntas em linguagem natural e respondê-las. Nesses cinco anos, evoluiu, ou, mais exatamente, aprendeu –a IBM abriu a plataforma para que empresas parceiras pudessem colaborar com seu desenvolvimento e usar a máquina para desafios maiores.

Aqui, nós listamos alguns sistemas que já usam o sistema do Watson para resolver necessidades de diferentes mercados.

Terapia online

Talkspace é uma plataforma que permite que usuários encontrem um terapeuta a distância –as consultas são feitas virtualmente, quando o usuário vê necessidade de conversar com um profissional. No ano passado, a empresa começou a usar o supercomputador para entender melhor a personalidade dos clientes e conectá-los ao melhor profissional.

O supercomputador analisa informações das conversas para entender a personalidade, as características sociais, o modo de pensar e o estresse emocional delas. Assim, a plataforma consegue conectá-lo ao terapeuta mais indicado e dar sugestões ao profissional. A ideia é que a máquina consiga aprender mais sobre cada cliente a cada nova consulta.

Monitoramento de saúde personalizado e em tempo real

No mês passado, a fabricante de equipamentos médicos Medtronic começou a testar a versão final do aplicativo Sugar.IQ, que usa informações geradas por sensores de glicose presentes em produtos da companhia para oferecer dados personalizados em tempo real aos pacientes sobre sua saúde. O objetivo é que “pessoas com diabetes possam passar menos tempo se preocupando com seus dados e ter mais liberdade para simplesmente aproveitar a vida”, diz a companhia.

O app pode informar ao paciente como aspectos de sua vida cotidiana –por exemplo, a alimentação– impactam seus níveis de glicose. Assim, o cliente pode tomar melhores decisões.

Monitorar o desempenho de lojas

A Benchmark Intelligence oferece um sistema que vasculha a internet para verificar o que os clientes estão dizendo sobre uma determinada empresa –em comentários deixados sobre o estabelecimento nos mapas do Google ou em sites como o Yelp. O Watson, então, analisa o que os clientes estão dizendo na rede e também em pesquisas e indica se é preciso fazer alguma mudança. O objetivo é medir a performance de diferentes lojas de uma rede para saber quais precisam mudar.

Tornar a exploração de petróleo mais segura

A Woodside, uma gigante australiana de petróleo, está usando a inteligência artificial para tornar suas estruturas mais seguras. A companhia “apresentou” ao Watson informações que englobam mais de mais de 20 anos, com milhões de documentos sobre seus projetos e sua estrutura –o “know-how” sobre a operação.

O supercomputador, então, permitiu que os engenheiros tivessem acesso a “insights” sobre o sistema de modo instantâneo, em linguagem compreensiva. Assim, podem tomar decisões de modo mais rápido, inclusive em situações críticas.

Fazer sugestões de presentes mais certeiras

Uma das aplicações mais comuns da inteligência artificial hoje são os “bots”, sistemas que simulam ações humanas, como conversar. Depois de uma leva de assistentes virtuais como a Siri, do iPhone, ou o Google Now, do Android, que respondem questões e ajudam o usuário a se programar, empresas estão criando suas próprias ferramentas para isso. Usando o sistema do Watsom, a loja de presentes e flores americana 1800flowers criou um sistema que dá sugestões de presentes aos usuários. É só responder: para qual ocasião são as flores, quem será presenteado etc., e o “concierge” faz as sugestões.

A ideia é que a máquina “aprenda” os gostos do usuário no decorrer do tempo para fazer sugestões de presentes mais adequadas.

Quer saber mais sobre os potenciais da inteligência artificial para o seu negócio? Inscreva-se para assistir ao CEO Summit ao vivo na próxima terça-feira (18), a partir das 9h.

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