Insurgentes: como operam os negócios que estão criando novas indústrias

Endeavor Brasil
Endeavor Brasil

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Eles e elas são antagonistas, desbravadores, questionadores da realidade atual. Usam a velocidade, autenticidade, tecnologia e proximidade com o consumidor para combater monopólios de indústrias seculares. 

Mas, na prática, quais são os desafios a serem superados pelos insurgentes para atingir uma escala que os torna relevantes no longo prazo?

“Não há lei no mundo que vá contra o que é correto.”

O ambiente regulatório não é vilão: a maioria das regras para empreender no Brasil foram criadas com boas intenções. Mas e quando seu negócio não pode ser regulado por nada que está na lei?

Estamos em um mundo em constante mudança, e uma consequência disso é o surgimento de modelos que não foram previstos. Foi o caso do Uber, do Airbnb, e é o caso das três scale-ups brasileiras, aceleradas pelo Scale-Up Tech, que participaram desse painel no Scale-up Summit 2019.

Marcelo Abritta, fundador da Buser, Lucas Prado, fundador da Pier, e João Costa, fundador da Kovi, viram a falta de regulação específica no Brasil virar motivo para diversas forças se moverem contra eles. Os resultados geralmente são processos e outros tipos de ataques de órgãos públicos ou empresas maiores.

A Pier, por exemplo, gastou metade do dinheiro levantado em sua primeira rodada de captação com advogados. Lucas conta que conversava com funcionários públicos que concordavam 100% com eles, mas que não tinham autonomia para ajudar — “senão, não estarei exercendo meu papel, que é cumprir a lei”, eles diziam.

Mas nenhuma lei pode ser imutável, e por isso eles assumem o risco de desafiar o sistema.

“A gente adora brigar contra os incumbentes. É um problema, sinto muito, criaram um monopólio que tem que acabar”, afirma Marcelo. Inclusive, a Buser já explica no pitch aos potenciais investidores que 80% do capital vai para o departamento jurídico. “A gente tem 24 pessoas na empresa e 20 advogados. É uma luta que tem que ser lutada, ponto final”, diz.

Lucas explica por quê: “Nós não somos contra a indústria, mas somos muito a favor do consumidor.”

Conheça mais sobre a Kovi, a Pier e a Buser no vídeo do painel, e entenda como eles estão revolucionando seus mercados desde até as bases regulatórias.