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Inovação Regional Funciona no Brasil?

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Se o seu produto ou serviço tem de fato alto potencial, não é a análise que vai transforma-lo em algo inovador.

 

Sempre que se discute inovação, diversos paradigmas são jogados nas conversas, em especial naquelas em encontros de startups ou de venture capital.

Esse tipo de discussão sempre traz os exemplos do Silicon Valley, grandes empresas de tecnologia, genialidade e criatividade como se tudo isso fosse algum tipo de manual ou fórmula de sucesso.

Na nossa atividade de investimento, acabamos por encontrar diversas empresas no nosso dia-a-dia que se valem desses argumentos para justificarem que suas empresas/produtos/serviços são inovadores. Porém, salvo raras exceções, os empreendedores ponderaram ou investiram tempo mensurando e qualificando as suas inovações.

Obviamente que fazer isso não traz de forma alguma um aumento na qualidade da inovação. Se existe algo com potencial, não é a análise que transforma o produto. Por outro lado, não compreender de fato seu potencial inovativo pode fazer com que se gaste muito tempo e esforço trabalhando em algo que não é realmente inovador e, conseqüentemente, jogando dinheiro fora e fazendo papel de bobo em muitas ocasiões.

Outro ponto importante a ser considerado são os parâmetros que usamos para comparar empresas e seus produtos/serviços. Muitas vezes o argumento é do ineditismo local ou da ausência de produto/serviço similar em português. Esse argumento é complicado num mundo globalizado onde a Internet se propõe a alcançar e levar informação na forma de dados a qualquer parte do mundo.

Mas mesmo com tal proposta, deve-se ainda levar em consideração fatores locais como a cultura das pessoas, ambiente econômico (o que é economicamente viável em um país não necessariamente o é em outro); agências locais de fomento a inovação, políticas públicas, infra-estrutura tecnológica e, talvez o argumento mais importante, a competição entre empresas.

Em ambientes isolados (politicamente ou lingüisticamente), excessivamente nichados, ou ainda economicamente inviáveis, podemos encontrar grandes oportunidades de disponibilizar algo que funciona muito bem em outros lugares, pois simplesmente existem certas barreiras que impedem o acesso de empresas já estabelecidas em outros países.

Por outro lado, certos produtos e serviços são absolutamente locais, como descontos, e-commerce, compras coletivas, serviços de logística, alimentação, reservas, etc…

Um exemplo interessante, que muitas vezes é mal interpretado, é a China. Muita gente argumenta que o potencial de crescimento de sua empresa aqui no Brasil, mesmo existindo similares americanos é possível como diversos casos de empresas na China. Porém, o governo chinês aplica censura na Internet, o chinês comum não fala inglês, não existe forma de pagamento online eficaz internacional, o mercado de capitais e IPOs é muito diferente, etc… Isso faz com que mesmo que um chinês antenado, que estudou inglês, não tenha acesso ao produto/serviço americano.

Não é o que ocorre aqui no Brasil.

Humberto Matsuda é Managing Partner e Vice-Presidente de Venture Capital na Performa Investimentos.

 

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Os Sócios de uma Startup

O Ciclo de Vida de uma Empresa de Sucesso

, Performa Investimentos, Sócio

Humberto Matsuda é o sócio responsável pelos fundos de Venture Capital da Performa Investimentos. Além disso, é membro do Comitê de Empreendedorismo, Inovação e Capital Semente (CEICS) da Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP). Possui 12 anos de experiência empresarial e desde 2007 se especializa na gestão de investimentos de Venture Capital¸ em especial, investimentos de capital semente.

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