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Inovação é importante para o Brasil, mas por quê?

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Inovação é importante para o Brasil, mas por quê?

Já foi bastante discutido como a inovação é chave para o Brasil sair da crise, agora vamos às provas!

Mostramos aqui que menos de 1% das empresas brasileiras é responsável por criar quase 60% dos novos empregos: são as empresas de alto crescimento. É comum ouvir que o Brasil precisa inovar cada vez mais para sair da (já antiga) classificação de “país em desenvolvimento”. Mas o que empresas de alto crescimento têm em comum com a inovação e o desenvolvimento nacional? Uma análise mais aprofundada da 4ª edição do Relatório de Estatísticas de Empreendedorismo traz algumas respostas.

No estudo, o IBGE e a Endeavor fizeram análises agregadas sobre empresas que vêm se destacando, ainda mais, pela sua capacidade de gerar e irradiar novos conhecimentos, dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Atividades Intensivas em Conhecimento (AIC). Confira alguns dados.

O que essas empresas têm de diferente?

A classificação TIC engloba aquelas atividades cujos bens e serviços produzidos tenham como intenção principal cumprir a função de processamento da informação e comunicação (ex.: atividades de comércio de computadores e serviços de TI). Já os setores AIC são definidos com base na pesquisa de Força de Trabalho da União Europeia, como sendo todos os setores nos quais ao menos 33% dos empregados têm educação superior (enquadram-se nesse perfil as atividades de P&D e de apoio à extração de minerais, por exemplo).

Nesses setores, há maiores proporções de empresas de alto crescimento, se comparado à média geral: em 2012, das 38 mil empresas dos setores AIC, 9% eram de alto crescimento; já entre as dos setores TIC, a taxa era de 10,1%, e, por fim, entre as empresas que pertenciam, simultaneamente, aos setores AIC e TIC, 12,7% eram de alto crescimento. Tendo como base de comparação a média de participação de EACs no total de empresas ativas, que é de 7,6%, esse resultado mostra que, além do impacto em novos produtos e a inovação em si, essas empresas têm um potencial de crescimento ainda maior! O gráfico a seguir ilustra essas diferenças.

Além de serem setores com maiores proporções de EACs, há neles também um impacto muito maior na geração de empregos: as empresas de alto crescimento dos setores AIC, TIC e AICTIC geraram em três anos, respectivamente, 182%, 176% e 187% novas ocupações, enquanto a média do total de EACs da economia brasileira é de 165%.

Proporção de Empresas de Alto Crescimento no total de empresas ativas com 10 ou mais pessoas ocupadas (%)

grafico 1

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Uma das características das empresas dos setores TIC e/ou AIC, com crescimento acima da média e maior geração de empregos, é que se destacaram por combinar maior igualdade de gênero e altos níveis de escolaridade em relação às médias de outros setores. Em 2012, no total de ocupados em empresas ativas, apenas 35,4% eram mulheres e 11,5% do total de funcionários possuíam ensino superior completo. Já entre as EACs, em geral esses valores caem para 33,5% e 9,3%, respectivamente.

O cenário muda no recorte por setor de atividade. Em 2012, dentre as empresas dos setores AIC, mais da metade do pessoal ocupado assalariado eram mulheres, que tiveram participação de 51,1% entre EACs e de 50,6% nas empresas ativas. Já no total das empresas ativas dos setores TIC e daquelas que pertencem simultaneamente aos setores AIC e TIC, essas proporções são de 33,5% e 37,1%, taxa similar à encontrada no total de empresas.

Se, por um lado, empresas de alto crescimento do setor AIC se sobressaem pela elevada participação feminina, no que se refere ao nível de escolaridade, a taxa de 18,1% está bem abaixo do percentual de 36,6% observado entre setores TIC e os 30,9% entre empresas que pertencem a ambas as categorias, TIC e AIC. Vale ressaltar que, nos três recortes setoriais, a participação de mão de obra qualificada é muito superior a verificada em 2012 no total de empresas de alto crescimento (9,3%).

Proporção do Pessoal Ocupado Assalariado com ensino superior (em %) nas empresas com mais de 10 funcionários

grafico 2

O que se pode afirmar com os dados, portanto, é que as empresas dos setores AIC e TIC têm um grande impacto na geração de empregos do país. Além da elevada taxa de empresas de alto crescimento nessas atividades, os empregos gerados se caracterizam por maiores níveis de escolaridade e de participação feminina em relação à média de outros setores.

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