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Inovação de Resultados

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Inovar significa fazer alguma coisa diferente, mas não adianta chegar na empresa e avisar aos funcionários "hoje quero que todos comecem a inovar."

 

O primeiro passo para o empresário acreditar que a inovação pode entregar resultados é explicar muito bem esta palavra: inovação. O que significa inovar? Para que inovar? Caso contrário, vai parecer que inovar é uma coisa de gente muito estudada, difícil de implementar, demorada e que vai absorver muitos dos recursos da organização.

Inovar significa fazer qualquer coisa diferente na sua empresa (uma mudança, uma atitude, uma ideia, uma invenção,) que traga uma redução de custos, um maior aproveitamento dos recursos, e, principalmente, novos produtos ou serviços para seu mercado, ou até, que abra mercados com novas soluções. A semelhança entre todos estes tipos de inovação é que traz mais dinheiro para a empresa e gera valor agregado.

Bem, se estivermos convencidos de que queremos esta Inovação de Resultados, como começamos a inovar? Não podemos simplesmente chamar todos os colaboradores da fábrica e das áreas administrativas no dia seguinte e, de forma motivada, dar a seguinte orientação: “a partir de hoje eu quero que todos vocês tragam novas ideias e as implementem o mais rapidamente possível, gerando o maior número de inovações para que nossa empresa cresça de forma sustentável”. Devemos iniciar, sim, com um trabalho gradual e sistemático de construção de um ambiente de inovação na empresa: tirar de posições chaves pessoas que “são do contra”, procurar e achar indivíduos que costumam criticar de forma construtiva tudo que existe na empresa ou dar continuamente muitas sugestões (não é fácil detectá-las, pois costumam ser renegadas ou já foram demitidas!), implantar um sistema aberto e eficaz de ideias e sugestões para todos os funcionários e promover a integração de todas as áreas da empresa (a inovação é atualmente um fenômeno de criação em sociedade). Para estas tarefas, peça ajuda ao seu departamento de recursos humanos (verifique antes se você não tem apenas um setor de relações industriais, cheio de “pessoas do contra”) e contrate uma consultoria menor e especializada em intraempreendedorismo (lembre-se: inovação é um investimento e, como tal, para trazer resultados, exige aportes iniciais).

Paralelamente, com pessoas de sua total confiança e que tenham responsabilidades e poderes claros, forme um tipo de Conselho Estratégico da empresa, que terá a função de construir um planejamento estratégico, elaborar seu desdobramento econômico e tecnológico (“quais são as tecnologias que minha empresa conhece e quais precisa desenvolver para inovar”), que definirá na organização quem e como vão ser desenvolvidas as inovações (um daqueles “críticos construtivos”, uma equipe interna, um centro de desenvolvimento externo) e que tenha a clara atribuição de reservar uma verba (investimento) para inovação e fazer o acompanhamento de sua aplicação. O que sempre repito: inovação de resultados é, principalmente, um alinhamento inteligente de pessoas competentes, um bom ambiente, processos sistemáticos e dinheiro bem aplicado.

 

Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Tecnologia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil.

, Siemens, Diretor de Estratégia & Inovação
Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Estratégia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil. Na companhia há 25 anos, ocupou cargos como a direção de P&D e de Gestão de Inovação e Tecnologia, além de atuar nas áreas de vendas, produção e serviços da empresa no Brasil, Alemanha e Itália. Também foi CEO de uma das empresas da holding, a SHC Brasil (Siemens Home and Office Communication Devices). É ex-presidente e diretor da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras) e já participou de vários conselhos e diretorias de órgãos como Finep, Contec/Fiesp, Instituto Eldorado, Instituto Certi, CGEE e Abinee. Hoje também atua na FAPESP fazendo parte da Coordenação Adjunta dos projetos PIPE e PITE.

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