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Infraestrutura: você prefere chorar ou vender lenços?

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Infraestrutura: você prefere chorar ou vender lenços?

Que a infraestrutura brasileira tem problemas, todo mundo sabe. Mas você pode aproveitar para procurar, nestes gargalos, grandes oportunidades de negócio

O conceito de infraestrutura é vasto. E o uso que fazem dele é mais vasto ainda. Apostamos que você já deve ter ouvido relacionarem-no às mais diversas áreas: sociologia, economia, engenharia, informática (os frameworks) etc.

Aqui, vamos falar da infraestrutura que diz mais respeito a você, empreendedor: a econômica. Afinal, é esta infraestrutura que interfere direta e indiretamente em seus negócios, e cujos fatores são determinantes para o desenvolvimento econômico do país.

Trata-se de um conceito tão amplamente utilizado que as pessoas assumem conhecê-lo profundamente. Será? Bem, com este artigo, queremos ao menos ajudar você a conhecê-lo um pouco melhor. E, quem sabe, a se preparar para as oportunidades que a infraestrutura pode oferecer.

Mas, o que é exatamente essa infraestrutura?

A infraestrutura é o conjunto de todas as atividades e as estruturas de uma cidade, um estado, um país – geralmente este último – que servem de base para o desenvolvimento de outras atividades.

É todo o aparato de condições que permite que aconteça a produção de bens e serviços, assim como o fluxo entre vendedor e comprador. Tais como as comunicações, os modais de transporte (rodovias, ferrovias, aéreos, etc), a geração de eletricidade e os combustíveis (produção, distribuição, manutenção de redes), o saneamento básico (fornecimento de água potável, rede de esgotos, etc), entre outros fatores.

A infraestrutura também é considerada a base material de uma sociedade; é a que determina a estrutura social, o desenvolvimento e a mudança social, incluindo nestes níveis as forças produtivas e as relações de produção existentes. Neste sentido, a infraestrutura se relaciona a questões de superestrutura, que é o conjunto de elementos que fazem parte das relações sociais, como religião, ciência, moral, arte, direito, filosofia e instituições políticas e jurídicas.

Mas, essa definição se aproxima mais da sociologia, e nos afasta um pouco daquilo que realmente interessa: o estado da infraestrutura brasileira, e como isso pode interferir nos seus negócios (seja atrapalhando, seja oferecendo oportunidades).

Tem a ver com os tais “gargalos” de infraestrutura?

Exatamente. Falamos sobre gargalos neste artigo - sobre como alguns empreendedores, como os irmãos André e Luís Eduardo Rezende, da Prática Fornos, tiveram de reinventar seus negócios quando se depararam com gargalos de infraestrutura – no caso, de fornecimento de energia elétrica. E sobre como os resultados dessa reinvenção foram fabulosos.

No que diz respeito à infraestrutura, o gargalo consiste em nada mais do que um “ponto de estrangulamento”, algo que restringe a capacidade produtiva ou de entrega da sua empresa.

É fato que o país apresenta muitos gargalos infraestruturais. Os entraves – sobretudo na área de transportes, logística e fornecimento de energia – são velhos conhecidos de todos os gestores. Afinal, os R$ 120 bilhões investidos anualmente no setor (nem metade dos 4,5% do PIB, que especialistas afirmam ser necessário para modernizar o sistema atual)  ainda são insuficientes. E o cenário, como você deve saber, não é lá muito animador: de acordo com esta reportagem da Folha de São Paulo, estatísticas de competitividade do Fórum Econômico Mundial apontam que a qualidade geral da infraestrutura brasileira teve recuo de 2,1% entre 2010 e 2014, enquanto que, para a média dos países emergentes, este índice aumentou em 10,2% no mesmo período.

Mas o que o empreendedorismo tem a ver com tudo isso?

Tudo! Porque, como já dissemos, problemas de infraestrutura implicam oportunidades que podem ser muito rentáveis. O simples fato de mudar a forma como você olha para estes números preocupantes pode transformar por completo os seus negócios. Porque é fato que, por trás de um grande problema, sempre pode existir uma oportunidade do mesmo tamanho. De acordo com esta matéria do G1, chances preciosas aparecem quando você se depara com um problema de infraestrutura e procura extrair, dele, uma ideia de negócio.

No texto, o diretor do MIT (Massachussetts Institute of Technology) Joi Ito aponta que, para transformar gargalo em negócio, é preciso aliar senso de oportunidade a conhecimento. Ou seja, não basta que você tenha uma ideia a partir de uma deficiência de infraestrutura: é preciso que você conheça a fundo o campo dessa infraestrutura, que tenha familiaridade com o território onde pretende atuar. Segundo Ito, agricultura, aquicultura e energia são ótimos exemplos de setores em que a infraestrutura de tecnologia é ultrapassada.

Algum exemplo prático?

Claro. Este artigo da Exame traz os exemplos de alguns empreendedores que vêm encontrando caminhos para solucionar os gargalos de desenvolvimento, com grande sucesso.

Veja o exemplo da Pavesys: esta empresa gaúcha que se especializou em avaliar a qualidade do asfalto das estradas. Por meio deste trabalho, as concessionárias de rodovias e secretarias estaduais de infraestrutura conseguem prever quanto vai durar o asfalto em um determinado trecho das vias sob suas responsabilidades, realizando a manutenção necessária para mantê-as em ordem. Dá para imaginar as implicações disso? Só o que se pode evitar de buracos, que tanto tiram a paciência de motoristas em todo Brasil, já é um tremendo avanço.

A ZAP Trade, de Santos, é outro ótimo exemplo de uma empresa que viu nos problemas de transporte uma oportunidade de fazer dinheiro. Especializada em digitalizar documentos, viu o faturamento crescer graças ao setor portuário. Isso porque desenvolveu uma solução que desburocratiza as operações: um software que envia as guias de autorização para a atracagem de navios no porto de Santos diretamente para o banco de dados da Companhia Docas de São Paulo, estatal responsável por administrar o local. O programa foi tão bem aceito que inspirou a criação, por parte do governo federal, do Porto Sem Papel, um sistema de informação que facilita a tramitação de documentos por via eletrônica.

Há, também, o exemplo da área de energia dado pelo empreendedor Endeavor Alessandro Gardemann, da GEO Energética. Definindo a empresa como fornecedora de energia sustentável, Gardemann, depois de pesquisar um bocado, descobriu um processo biotecnológico para produzir biogás a partir do reaproveitamento de resíduos da agroindústria. Ou seja, o empreendedor viu, nas lacunas da produção energética nacional, a oportunidade de não apenas desenvolver um produto inovador, mas também um processo produtivo sustentável.

Enfim, estas foram algumas informações e exemplos a respeito de infaestrutura para que você se familiarize com a questão. Por mais que o Brasil enfrente uma série de problemas neste sentido, o importante é que você mantenha sua antena de oportunidades sempre ativada. Afinal, como bem disse Nizan Guanaes, “enquanto eles choram, eu vendo lenços.”

Onde posso obter mais informações?

Neste artigo, a empreendedora Ana Ester Rossetto reflete sobre como transformar ameaças de infraestrutura em oportunidades.

E nesta página de tópico da Exame, você encontra notícias atualizadas sobre infraestrutura.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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