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ICE 2016: como anda o empreendedorismo nas cidades do Brasil

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Descubra quais são as melhores cidades do país para empreender e os caminhos que os novos prefeitos podem tomar para melhorar as suas cidades para os empreendedores

 Entre as 10 melhores cidades do estudo, seis estão no interior, sendo cinco no Estado de São Paulo. Essas são algumas das descobertas do Índice de Cidades Empreendedoras, criado pela Endeavor e que ganha, neste ano, a sua terceira edição.

O estudo tem como objetivo ser a base para que as cidades entendam como oferecer melhores condições para que seus empreendedores possam crescer. Afinal, são eles que transformarão mercados, cidades e o mundo. Essa edição, diferentemente da passada, conta com exemplos de empreendedores de cada região do país –a ideia é tangibilizar as vantagens e desvantagens de se empreender nas cidades apontadas no estudo.

Além disso, quatro novos indicadores, de custo e complexidade tributária municipais, foram adicionados, fazendo com que as cidades sejam avaliadas agora também quantos aos custos e a complexidade de pagar impostos que a prefeitura recolhe. Outro indicador importante que foi adicionado é de fluidez do trânsito, aspecto que monitora o quanto pessoas e mercadorias se locomovem de forma rápida na cidade.

A nova edição do índice chega em um momento crucial para o debate sobre como gerar mais empregos. Só  nos últimos 12 meses, quase 2 milhões de pessoas perderam seus empregos, segundo o IBGE.

O Brasil está vivendo uma das piores crises da sua história e é esse cenário que os novos prefeitos, dos mais de 5.500 municípios do país, vão ter que encarar a partir do mês de janeiro.

Entre os seus desafios, esses prefeitos têm que estimular o ecossistema empreendedor, gerando empregos e trazendo desenvolvimento para as cidades. E se você ainda não viu uma ligação clara entre empregos e empreendedores, esse dado pode ajudar bastante: menos de 1% do total das empresas brasileiras têm crescimento acelerado, e, apesar de serem pouquíssimas, são responsáveis por praticamente metade dos novos empregos.

Imagine a quantidade de empregos que poderia ser gerada no Brasil se o ambiente de negócios das cidades brasileiras fosse mais simples e incentivasse os empreendedores a continuarem crescendo. Incentivar o crescimento das empresas é urgente e, para isso, precisamos ter cidades mais preparadas, mas, antes de qualquer ação, os prefeitos terão que identificar as principais forças e os desafios de cada cidade para decidir sobre qual forma atuar.

Assim como na edição passada, o Índice de Cidades Empreendedoras  analisou 32 cidades por meio de 60 indicadores em sete pilares: Ambiente Regulatório, Acesso a Capital, Mercado, Inovação, Infraestrutura, Capital Humano e Cultura Empreendedora. Os principais destaques mostram que todas as cidades possuem pontos a melhorar e, para ajudar nessa tarefa, foram apresentadas iniciativas em cidades brasileiras e estrangeiras que estão melhorando o ambiente empreendedor local com ações muitas vezes simples. A ideia é que elas inspirem cada vez mais governos e empreendedores a adaptarem essas boas práticas para suas regiões, sem precisar de grandes inovações. Melhorar o ambiente empreendedor não é trivial, mas bons exemplos existem para serem copiados.

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Principais destaques

Na edição 2016 do Índice de Cidades Empreendedoras, a cidade de São Paulo conseguiu abrir vantagem sobre Florianópolis, a segunda colocada. A capital paulista obteve, pelo segundo ano consecutivo, a liderança do ICE e, pela primeira vez, todas as cinco cidades do estado no estudo aparecem entre as 10 melhores no ranking geral. As cidades do interior paulista apresentam os resultados mais consistentes em diferentes pilares, ao mesmo tempo em que possuem custos relativamente mais baixos que diversas capitais. Especialmente por ser o centro financeiro do país e ter o maior mercado consumidor, São Paulo continua sendo extremamente atraente aos empreendedores de alto impacto. Uma realidade cada vez mais de todo o Estado.

FLORIANÓPOLIS: A ILHA MAIS LONGE, MAS AINDA EMPREENDEDORA

Florianópolis liderou a primeira edição do Ìndice de Cidades Empreendedoras em 2014. Em 2015, apareceu na segunda posição, praticamente empatada com São Paulo. Nesta terceira edição, a distância para a capital paulista aumentou. Mesmo repetindo vários excelentes resultados estruturais das últimas edições, a cidade vem perdendo parte do seu fôlego, como no Índice de Inovação, em que agora é vice-líder. Ainda assim, ela continua sendo um exemplo de planejamento e da importância dos formuladores de políticas públicas para o desenvolvimento econômico, institucional e social, em uma história que começou há mais de 30 anos, com foco intenso na formação de boas escolas e universidades.

A CRISE ATINGE OS EMPREENDEDORES – PARA O BEM E O MAL

O empreendedorismo, como era de se esperar, não sai ileso da crise. Além da recessão econômica, que fez o crescimento médio do PIB nas cidades da pesquisa desacelerar  de 3,9% no triênio 2010-2012 para 2,4% entre 2011 e 2013, outros efeitos são visíveis. É o caso dos recursos financeiros, com queda na poupança per capita, nos empréstimos e nos investimentos de Private Equity, com redução de 23%. Diversos parques tecnológicos ainda não saíram do papel, e a educação também foi afetada, com queda inédita na proporção de alunos no ensino médio (2,2%) e fechamento de vagas no ensino técnico por todo país. No entanto, sempre há o lado cheio do copo: empresas exportadoras cresceram em 7% e, apesar de o total de empresas também ter diminuído, os setores de TICs e da Economia Criativa tiveram crescimento de cerca de 14%. Ou seja, quem conseguiu inovar mais e buscar o mercado externo pode estar saindo da crise melhor do que entrou.

O INTERIOR AINDA MAIS FORTE

No ICE 2015, cidades como Campinas, São José dos Campos e Joinville já apareciam entre as dez melhores. Neste ano, o interior se destaca ainda mais. Campinas é a terceira melhor, e Joinville subiu cinco posições, alcançando o quarto posto. São José aparece em sexto, e além das três, entre as 10 melhores aparecem também Sorocaba, Maringá e Ribeirão Preto. Mais uma vez, é notável a qualidade de vida e os custos mais baixos, com níveis também avançados de capital humano e inovação. Se há um descolamento maior da líder São Paulo, é inegável que o interior do Sul e Sudeste aparece cada vez mais forte.

GRANDES CAPITAIS, GRANDES PERDAS

Enquanto a capital paulista domina o ICE pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro (14ª), Curitiba (15ª) e Recife (18ª) perderam, respectivamente, 4, 7 e 14 posições em relação ao estudo anterior. Os empreendedores cariocas penam com seu péssimo ambiente regulatório, aparecendo na última posição do pilar, e apresenta condições internas complexas, com custos altos e a pior mobilidade urbana do estudo.  Por sua vez, a capital pernambucana fechou 26 mil vagas no ensino técnico, e as compras públicas municipais caíram 25%, além dos problemas no trânsito que colocaram Recife na 29ª posição do indicador.

No Paraná, capital atrás de Maringá, além da cultura empreendedora mais favorável no interior, Curitiba também tem impostos mais altos — só está à frente do Rio em Ambiente Regulatório — e teve o maior recuo na oferta de crédito. São capitais com grandes mercados consumidores, mas precisarão fazer mais para se tornarem polos do empreendedorismo e competir com São Paulo.

CORRENDO ATRÁS PARA MELHORAR A HISTÓRIA

Fora do eixo Sul-Sudeste, as condições para empreender ainda tem muito a melhorar, e não é de agora. As melhores cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiro são Brasília (16ª), Recife (18ª) e Belém (apenas a 26ª melhor). Para que isso aconteça, é preciso olhar melhorias que podem ocorrer a curto-prazo, como diminuir a burocracia; mas os grandes gargalos dessas cidades são questões estruturais. A educação poderia seguir o exemplo de Teresina e Fortaleza, cidade que vêm avançando consistentemente, como é necessário. Já Recife e Manaus, também atrás do seu potencial, dado o famoso Porto Digital e a Zona Franca manauara, podem inspirar as demais cidades a serem mais inovadoras. Capital humano e inovação são déficits históricos da região, e não há mais tempo a perder.

Não deixe de baixar a pesquisa na íntegra e conferir os dados que podem ajudar sua cidade a crescer e gerar mais empregos!

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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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1 Comentário

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  1. Sergiosombra7@gmail.com - says:

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    Prezados amigos, gostaria de saber quais os critérios que foram usados para avaliar o tempo de abertura de empresas de uma cidade? quais os órgãos levantados? sou presidente da Junta Comercial do Maranhão, implantamos a REDESIM em JUNHO de 2015 e hoje os processos que dão entrada na Junta, tem o prazo máximo de 48 horas no que se refere a abertura de empresas, agradeço.

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