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É um pássaro? É um avião? Sim! Com a impressora 3D, é tudo isso e muito mais

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É um pássaro? É um avião? Sim! Com a impressora 3D, é tudo isso e muito mais

Tudo indica que a tecnologia de impressão 3D chegou para ficar. Aqui, você conhece mais sobre as impressoras 3D, e descobre porque elas podem revolucionar tudo – inclusive os seus negócios

Imagine a situação: tarde mansa de domingo. Enquanto você assiste à TV, sua filha de quatro anos brinca ali por perto com uma boneca de plástico. Então ela diz que precisa ir ao banheiro, e você a acompanha. Quando voltam, encontram a bonequinha despedaçada. Ao lado dela, Chico, o labrador da família, com aquela fuça de culpado: num ataque de ciúme e carência, ele destroçou o brinquedo. Um segundo de calmaria, e o berreiro começa. O que fazer? Primeiro, dar uma bronca no Chico. Depois, ir até o escritório e fazer outra boneca na impressora 3D, é claro!

Pois é. Enquanto você lê esse texto, uma verdadeira revolução silenciosa está acontecendo. Na verdade, está se desenvolvendo, porque acontecendo já vem há um certo tempo: a revolução das impressoras 3D. As consequências desse advento ainda não são tão sensíveis – ainda não estão por todos os lados. Mas é consenso entre especialistas de que em breve estarão. Então, quanto antes você se familiarizar com essa novidade e com as possibilidades que ela proporciona, melhor.

Mas o que é uma impressora 3D?

É exatamente isso: uma máquina capaz de imprimir em três dimensões, ao contrário das impressoras tradicionais, de duas dimensões. Ou seja, uma impressora 3D pode, em tese, imprimir qualquer objeto, em um processo muito mais rápido, mais poderoso e mais fácil de se usar do que qualquer outra tecnologia de fabricação aditiva. E, hoje em dia, as impressoras 3D produzem esses objetos tridimensionais usando plástico, resina ou até mesmo metal derretido.

E como é que funciona um treco desses?

Opa, mais respeito com esta jovem mocinha! Vá lá, nem tão jovem assim. A primeira impressão 3D data de 1984, quando Chuck Hull, um inventor da Califórnia, utilizou a estereolitografia para produzir um protótipo de um componente eletrônico. Essa tecnologia hoje é reconhecida como a precursora da impressora 3D, já que o funcionamento da estereolitografia serviu de base para a evolução desta.   

Falando em funcionamento: você já viu uma impressora tradicional em operação? Matriciais, jato de tinta, a laser, coisa e tal. Então, o princípio da impressora 3D é um tanto parecido: uma cabeça de impressão que se movimenta, “espirrando” pequenas doses de material sobre a superfície de impressão. Exatamente como aquela que você tem em casa. Mas existem duas grandes diferenças: o cabeçote de impressão se move sobre três eixos (X, Y e Z) – ou seja, não corre apenas de um lado para o outro, mas também para frente e para trás, e para cima e para baixo.

A outra diferença é que o cabeçote despeja o material em camadas finíssimas. Assim, por meio do depósito de sucessivas camadas do material, a impressora consegue criar objetos 3D completos de baixo para cima.

De acordo com este artigo do Portal Hardware, a dureza e a resistência do objeto dependem unicamente do composto que for utilizado.

Mas de onde saem os objetos para impressão?

Boa pergunta. Para ser impresso em 3D, um objeto deve ter sido construído em algum software de edição 3D no CPU. Por isso, quem quiser criar algo para imprimir em 3D deve aprender a modelar do zero. O que não é nada fácil, mas existem cursos gratuitos pela internet que dão um passo a passo, além de programas como o Blender.

O vídeo abaixo ilustra bem o processo de impressão 3D:

E você pode imprimir quase tudo, de joias a chocolate, de armas a próteses e implantes corporais, de bolas de futebol às traves de um gol. Existe até uma impressora 3D que imprime a si própria(!), a RepRap.

Não é incrível? Na verdade, era incrível: porque a tecnologia já chegou ao ponto de acelerar este processo de impressão em até cem vezes.

Cem vezes?!

Pois é. Mas antes, vale entendermos como se deu a evolução das impressoras 3D.

O fato é que estes aparatos, também chamados de replicadores, eram usados na indústria para elaborar protótipos e realizar produção em pequena escala já faz algum tempo. Desde os anos 80, na época de Chuck Hull.

Mas foi a partir dos anos 90 que o processo deslanchou. Entrávamos nos primórdios da era do HD: graças a novas formas de armazenamento, dispositivos como computadores, consoles de vídeo game e, depois, TVs e celulares passaram a reproduzir gráficos cada vez mais sofisticados, cada vez mais detalhados. A partir daí, você conhece a história: plasma, LCD, LED, HD, Full HD, 3D, toda essa sopa de letrinhas. O que importa é a definição: quanto maior, melhor. E os gráficos 3D chegaram para ficar, não importava qual fosse a plataforma.

Então, algumas empresas olharam para estas inovações e resolveram investir em um ramo que parecia condenado à obsolescência: a impressão analógica. Imagine só, em plena era da digitalização, tentar convencer investidores de que a impressão de material teria ainda algum potencial. Loucura, não? Para empresas como a Carbon 3D Inc, não.

Assumindo a premissa de que as impressoras 3D falhavam em entregar a “revolução na manufatura” que prometiam – fosse pela demora na impressão, na mecânica frágil dos componentes e na limitação de materiais –, a Carbon 3D desenvolveu o que chamou de CLIP Technology. É a sigla para a expressão Continuous Liquid Interface Production, ou Produção Contínua de Interface Líquida. E implica crescer objetos em vez de imprimi-los camada por camada.

Mas, bem, o vídeo abaixo é autoexplicativo:

Pois é, é aqui que estamos neste momento.

A impressora 3D é cara?

Bem, esta da Carbon 3D aparentemente ainda não está disponível no mercado. Mas há impressoras com preço “razoavelmente acessível”, como a 3D Cube 3, que custa um pouco mais de R$ 5 mil aqui no Brasil. No exterior, já é possível encontrar impressoras 3D por menos de US$ 1 mil. E deve-se também considerar o custo do material para impressão, que ainda não é baixo.

Tudo isso é mesmo muito interessante. Mas o que tem a ver com meu negócio?

Tirando que uma impressão 3D pode revolucionar a forma como produzimos o que quer que seja? Bem, a verdade é que ainda é cedo para dizer. Apenas agora a tecnologia está se tornando acessível, e ainda não dá para avaliar com precisão de que forma esta revolução pode atingir os negócios. Já há uma série de teorias a respeito, mas nada ainda é muito prático.

Já existe, por exemplo, o caso de designers que vendem apenas o arquivo de um objeto para que os clientes o imprimam em 3D, em casa. Mas e as questões de direitos autorais? Dependendo da escala de produção, tudo pode mudar. Na verdade, tudo deve mudar. Porque, à medida que a tecnologia se tornar mais barata e mais eficaz, é evidente que passará a fazer parte da vida de milhões e milhões de pessoas.

Por isso, o quanto antes você conhecer a impressora 3D, melhor. O quanto antes se der conta do mundo de possibilidades que a tecnologia vai proporcionar, mais preparado estará para enxergar as oportunidades que virão. Como, por exemplo, a reprodução imediata de uma bonequinha que o seu cachorro tinha destruído.

Onde posso me informar mais?

Este artigo do TecMundo traz 20 perguntas e respostas bastante explicativasa.

Nesta página da Exame, você encontra notícias atualizadas sobre a tecnologia.

E o site do Movimento Makers costuma trazer o que há de mais novo sobre impressoras 3D.

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2 Comentários

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  1. Francisco de Assis Machado - says:

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    Olá, meio atrasado para comentar, mas nunca é tarde.
    Estou me especializando nesse segmento e já estou com meu plano de negocio pronto para emplacar nessa tecnologia que veio para ficar e modificar o mundo. Essa é considerada a 3a revolução industrial.
    Estou aberto a participações (investidores) para emplacar com velocidade.

  2. Guilherme Miranda - says:

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    Texto muito bem escrito. Realmente as impressoras 3D serão uma revolução. Fabricantes de muitas coisas simples basicamente deixarão de existir. Não vou comprar mais um copo, vou imprimi-lo! Só queria entender como funciona essa Carbon 3D. Não entra na minha cabeça!

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