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3 histórias de empreendedoras que remaram forte contra a maré

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3 histórias de empreendedoras que remaram forte contra a maré

Na semana do Dia Internacional da Mulher, preparamos uma semana de conteúdo que mostra os obstáculos e a superação das empreendedoras. Confira algumas histórias.

Empreender já é uma tarefa suficientemente difícil, mas empreendedoras mulheres enfrentam barreiras que muitos nem imaginam. Dia 8 de março nós mostramos isso com dados, agora mostramos com fatos. Conheça momentos desafiadores vividos por essas três empreendedoras e como elas fizeram para transformá-los em força.

“Logo disseram que era mulher”

Aline Ferreira, Aço Cearense

“Eu era a zebra”, é como Aline se descreve quando era criança. Vilmar teve 3 filhos: ela e mais dois homens. Era natural que o mais velho fosse o escolhido para dar continuidade ao legado de seu pai à frente da Aço Cearense, mas foi a zebra que acabou virando presidente.

Quando tinha 8 anos, ela estava num sítio com a família e acordou com vozes. Vilmar estava sentado com um amigo, na sala, e falou:

- Quando a Aline nasceu, ela não era bem o que eu queria. Veio muito diferente dos outros dois. Logo disseram que era mulher.

“Saí pelo corredor, voltei pro meu quarto e chorei, chorei muito”, diz Aline. “Não sei o que aconteceu ali, mas eu decidi naquela noite, em meio ao sofrimento, que eu ia conquistar meu pai”.

Ela guardou essa história por mais de 25 anos, até que, recentemente, Vilmar a convidou para ocupar a presidência de sua empresa: “é, minha filha, acho que é você”.

“Escutar isso foi muito importante, porque naquele dia, com os meus 8 anos, não era eu. Era um homem que ele esperava. Meu Day1 foi ter a oportunidade de ressignificar uma dor muito grande. Mas eu sou muito grata por ela, porque ela me deu a paixão por fazer o que eu faço, a dedicação para fazer bem feito e a vontade de dar continuidade à história do meu pai e seguir com essa missão”.

“Não é que ela sabe do que está falando?”

Cristina Boner, Globalweb

Cristina Boner estava com sua terceira filha pequena quando foi contratada para a área comercial de uma empresa de tecnologia. Ela não tinha muita experiência em vendas, mas sua primeira reunião foi logo com um dos clientes mais difíceis da conquistar.

O estudo que ela fez foi extremamente complexo. Comparou cada produto que eles tinham com o que ela estava oferecendo e listou todos os detalhes técnicos. Colocou a pasta debaixo do braço e foi.

“Quando cheguei, ninguém queria saber do que eu estava falando. Só queriam saber de me paquerar. Aquilo foi me irritando tanto que fechei a cara e me reposicionei na cadeira: ‘Legal, muito bem, mas vamos direto ao ponto?’. Comecei a elencar todas as características dos softwares, listar as vantagens e usando a linguagem da área de tecnologia, claro. Foi quando descobri minha veia comercial. Eles finalmente me levaram a sério, mas com uma postura do tipo ‘não é que ela sabe do que está falando?’”.

Levou 3 ou 4 meses, mas Cristina fechou o negócio – seu primeiro – e vendeu 20 licenças de software, porque esse era o número de microcomputadores que eles tinham. Viu a oportunidade de convencê-los a comprar mais microcomputadores mais rapidamente e vendeu, ela mesma, os hardwares a esse cliente: 500 deles, em um ano. Depois vendeu os 500 softwares também, claro. Foi o pontapé inicial para criar sua própria empresa, a primeira a representar a Microsoft no Brasil.

Por atuar em uma área em que o comprador de tecnologia quase sempre é homem, sentiu em algumas ocasiões desvantagem frente aos concorrentes. Não pelo aspecto técnico, mas por não ter abertura para estabelecer relacionamento próximo com alguns desses profissionais: “Procurava compensar isso atendendo melhor, mostrando que sou séria e comprometida. Nasci preparada para guerra, não me abalo”.

Hoje, Cristina tem um total de 8 negócios, que empregam mais de 2mil pessoas, e fundou também a AME, que promove o empoderamento feminino e dá apoio a vítimas de violência doméstica. Na Globalweb, onde é Presidente do Conselho, 46% dos funcionários da companhia são mulheres. “Também tenho muitas líderes mulheres aqui”, afirma e emenda, “quero contratar mais”.

“Quem é o homem por trás do seu negócio?”

Lisa Braun, Dermage

Em 1978, quando Lisa Braun começou seu próprio negócio, ainda era raro ver mulheres empreendendo. Mães, então, mais raro ainda.

Não que isso a tenha desencorajado. A farmacêutica vendeu seu Fusca, pediu demissão de onde trabalhava e lá foi abrir sua própria empresa, dentro do que conhecia melhor: a farmácia. No início, fazia um pouco de tudo, desde gestão financeira até o manuseio dos produtos. Mas o maior desafio era provar para si e para as pessoas próximas a ela que era capaz de tocar tudo sozinha.

“Perguntavam para mim quem era o homem que estava por trás do meu negócio, diziam que eu trabalhava como um homem. Hoje meu marido é meu sócio, mas a participação dele na época foi só de incentivo mesmo, me estimulando a efetivamente ‘botar para fazer’”.

Deu tudo certo: a farmácia virou uma fábrica de dermocosméticos, a primeira do país, que já tem mais de 60 franquias abertas e 300 produtos no portfólio. Mais que isso, a Dermage é uma empresa feminina, feita por e para mulheres, com 90% da força de trabalho da empresa composta por elas. E sua filha, aliás, aproveitou bem a oportunidade de ter uma mãe empreendedora. Além de sócia, Ilana Braun é hoje presidente da empresa.

Talvez você esteja se perguntando como quebrar esses preconceitos. Nos próximos dias, alguns artigos nos darão sugestões de como criar um ambiente que incentive o crescimento de empreendedoras de alto impacto como Aline, Cristina e Lisa.

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