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Samba Tech, Sympla e Iugu: conheça a história por trás da ideia

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Pequenas empresas, grandes aprendizados: as histórias das startups Samba Tech, Sympla e Iugu.

Começar um negócio é um desafio e tanto. Formatar um produto ou serviço, testar a viabilidade, convencer investidores de que a ideia pode funcionar, montar uma equipe competente… São muitos os obstáculos que o empreendedor ou a empreendedora enfrenta quando cria uma startup.

Felizmente, o ecossistema empreendedor também é marcado pela solidariedade. É marcado pelo compartilhamento de experiências por parte de quem conseguiu montar um negócio de alto impacto.

O próprio Portal Endeavor é prova disso: aqui, o que mais você encontra são histórias de pessoas que, em algum momento, viveram os conflitos e as dores de empreender, e fazem questão de dividir, com quem está começando, os caminhos para se superar tudo isso.

Como os três empreendedores abaixo, por exemplo. Gustavo Caetano, Rodrigo Cartaxo e Patrick Negri têm muito a dizer, tanto para quem está começando como para quem já está em um momento mais avançado. Se é o seu caso, não deixe de conferir.

  •  Cara de pau e insistência: a história por trás da Samba Tech

Quando o mineiro Gustavo Caetano abriu o primeiro negócio, o território das startups era bem menos mapeado do que hoje. Não havia programas de aceleração, incubadoras ou sequer publicações totalmente dedicadas ao tema. O próprio conceito era desconhecido. “O que era uma startup? Na época, nós montamos uma empresa pequena”.

A empresa pequena vendia “joguinhos de celular” para as operadoras. E o investimento? Gustavo conta que conseguiu de cara. Despachado, ele ainda revela como pediu para que seu pai o apresentasse “a um homem rico” – um conhecido do sul que topou o plano de negócioapresentado pelo empreendedor.

A sem-cerimônia, aliás, foi determinante para o reposicionamento da empresa. Em um dado momento, Caetano percebeu que, como distribuidora de jogos para celular, a Samba Tech não iria muito longe, porque a tecnologia utilizada era toda de terceiros. Ele então resolveu apostar em uma plataforma de vídeos. Montou o protótipo e, após muita insistência, e um bocado de cara de pau, conseguiu vendê-lo à Band.

            “Li numa revista sobre uma diretora da Band. Descobri que era irmã do Johnny Saad, dono da emissora, e comecei a mandar e-mails pra ela”.

Detalhe: ele não sabia qual era o endereço de e-mail. Foi tentando diferentes combinações de nome, até que recebeu uma resposta. A diretora o colocou em contato com o responsável pela tecnologia e, quando Caetano apresentou a plataforma, ouviu uma grande notícia: “estamos pensando no futuro, em como colocar os vídeos da Band na web, mas não sabemos como fazer isso”.

            Foi outro turning pointpara a Samba Tech. Com a Band como parceira, a empresa cresceu e formatou o produto.O mercado estava em profunda revolução digital e, para se diferenciar do YouTube, Caetano construiu uma plataforma de marca neutra que poderia ser usada por grupos de mídia e empresas que não podiam ou não queriam usar o canal de vídeo do Google. Foi um tiro certeiro.

  • As armas de Davi contra Golias

As formas de se enfrentar concorrentes gigantes também são aprendizados que Caetano faz questão de compartilhar. Segundo ele, para derrubarem startups, multinacionais sempre vão usar a estratégia do medo e da incerteza. “Você prefere comprar de mim, que sou grandão, ou dele, que é pequeno e desconhecido?”.

Para o empreendedor, isso se combate com endosso e reputação: “Endosso é: quem acredita em você? Quando eu chego e falo que a Globo é minha cliente, quebro várias barreiras mentais na prospecção de clientes. E reputação é: quem fala de você? É contar com a mídia”.

A julgar pelo histórico atual de Caetano, a Samba Tech já deu origem a duas novas empresas e ainda abriu um escritório em Seattle , as armas têm funcionado, e muito bem.

  • Conhecer bem o problema que se pretende resolver: o segredo da Sympla

Assim como Gustavo Caetano, Rodrigo Artacho é um jovem empreendedor mineiro. E assim como o conterrâneo, tem importantes lições para compartilhar com quem está começando.

Artacho é cofundador da Sympla, plataforma online de eventos. E neste vídeo, conta como, em apenas quatro anos, o site se tornou líder no setor, com o maior número de eventos à venda no país.

No caso da Sympla, o segredo envolveu priorização e background. Artacho já tinha bastante experiência no setor de eventos. Já fora dono de produtora de eventos e os sócios haviam trabalhado criando sistemas para gestão de eventos. Ou seja, todos já conheciam muito bem os problemas que pretendiam resolver. Segundo o empreendedor:

            “Fica muito mais difícil quando você cria algo para um cliente sem conhecer as dores reais dele”.

Artacho também ressalta a importância do endosso. “Ter uma boa rede de contatos faz com que você valide muito mais rápido suas ideias de negócio”.

  • É fundamental saber falar “não”

O foco é outro diferencial da gestão da Sympla. E quem diz isso é o próprio Gustavo Caetano, que convive diariamente com Artacho, na verdade as duas empresas estão no Cubo. “Esses caras são exemplos de empreendedores focados. Focados em pessoas, em cultura organizacional e que não vão perder tempo com o que não acrescenta ao negócio”.

Foco, é bom lembrar, implica abrir mão, o que pode configurar uma tremenda dor para os empreendedores. Mas, em relação a isso, Artacho é enfático: “tem que falar muito mais não do que sim. Ele conta que é só assim as empresas conseguirão mirar no que realmente importa – e, até agora, ele tem acertado em cheio.

  • “A gente aprendeu fazendo” – a (bem sucedida) relação da Iugu com investidores

Patrick Negri já apareceu por aqui. Neste artigo, o criador da plataforma online de pagamentos Iugu conta sobre os tombos que levou no começo da trajetória. Agora, ele retorna para compartilhar dicas para outros momentos cruciais de um negócio. Como a comunicação com investidores, por exemplo.

Neste vídeo, Negri revela como aprendeu a trazer os investidores “para dentro” da empresa. Antes, os stakeholders não tinham ideia do que acontecia e acabavam pressionando a Iugu. O empreendedor, então, decidiu que, durante uma semana por mês, pararia o que estivesse fazendo para escrever tudo o que acontecia de relevante até ali.

A partir de então, tudo mudou para melhor. “Eles entenderam o que estávamos fazendo. Mais que isso, entendi que: quando alguém coloca dinheiro na sua empresa, você não pode mais tomar uma decisão sozinho”.

Negri também concorda com o pensamento de Artacho quanto à importância de foco e de se dizer não:

“O principal não que falamos foi o não para a escolha de mercado”.

Ele se refere à definição exata do cliente que pretendia atender. Enquanto muita gente pretendia vender para todo mundo, a Iugu fechou o escopo. Negri decidiu atender startups, e ninguém mais.

Passou a recusar qualquer prospect que não se enquadrasse no perfil. O princípio era: “se eu tentasse abraçar tudo, não seria dominante em uma área. Decidimos ser o melhor num nicho específico”. A julgar pelos resultados da empresa, que vem crescendo de forma notável, deu muito certo.

  • Dominar o aquário para se arriscar no lago

 Uma última lição que Patrick Negri deixa registrada se relaciona ao crescimento. Tem a ver com a visão de mercado: “o mercado se expande à medida que sua empresa evolui”. Não tem um tamanho fixo. Esse entendimento é fundamental para a estratégia de expansão adotada.

Neste sentido, ele reitera a importância de “nichar”: “Se você consegue ser um grande peixe num aquário pequeno, será o seu safe spot. Não importa se você tiver que diminuir de tamanho, terá o safe spot”.

E arremata:

Depois de dominar o aquário, você pode dar uma corrida até o lago para abocanhar algo maior. E vai tentando, até o dia em que estiver pronto para isso. O problema é que muitas startups fazem o oposto disso: vão direto para o lago, onde acabam naufragando.

Em linhas gerais, esses foram os aprendizados de empreendedores que superaram algumas dores comuns enfrentadas por startups. Esperamos que sirvam de inspiração para a sua. E vai que dá!

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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1 Comentário

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  1. Julia Costa - says:

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    Amigos, o nome do Rodrigo, da Sympla, está escrito errado. O correto é Rodrigo Cartacho, com ch. Abraços.

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