Como as mentorias ajudaram a acelerar o crescimento da Delfos

Esse é um conteúdo oferecido por:   CPFL Inova

Guilherme Studart
Guilherme Studart

Guilherme é cofundador da Delfos Intelligent Maintenance e já participou dos programas de aceleração Scale-Up Endeavor Ceará e CPFL Inova.

Até hoje é assim: meia hora de conversa com o mentor da Endeavor significa encurtar significativamente o processo de tentativa e erro. E isso é extremamente valioso para quem cresce em alta velocidade.

Quando viajo de Fortaleza para São Paulo, sempre procuro incluir um compromisso na agenda: um café com Bento Koike, da Tecsis. Ele foi nosso mentor durante o Scale-up Endeavor Ceará de que participamos, em 2017. E os encontros eram tão produtivos que, mesmo depois que o programa terminou, mantivemos o contato. Até hoje, é assim: meia hora de conversa com ele e nós encurtamos o caminho que, de outra forma, poderíamos tranquilamente errar.

Esse é um caminho que comecei a trilhar há alguns anos, antes mesmo da criação da Delfos. Eu estava cursando mestrado na Europa e, na época, pretendia ficar por lá, trabalhando em alguma multinacional. Só que uma experiência que vivi durante a minha estadia na Espanha me marcou.

Estávamos, os alunos, conversando sobre o que gostaríamos de fazer, quando um chinês disse que queria voltar para seu país. Ele queria ajudá-lo a crescer e a melhorá-lo para que não precisasse sair de lá. Aquilo ficou no meu subconsciente.

Surge a oportunidade

Depois, na Noruega, assisti a uma palestra sobre energias renováveis. O apresentador mostrou um mapa, apontou o nordeste do Brasil e disparou: “esta é a maior fronteira não explorada das energias renováveis”. Pensei comigo que, se um europeu enxerga isso, por que nós, que temos toda a capacidade, não batalhamos para explorar esse potencial? Identifiquei uma grande oportunidade e decidi voltar ao país.

Por aqui, tive a sorte de conhecer o Samuel e o Adão, que hoje são meus sócios na Delfos. Os dois já trabalhavam com energias renováveis e conheciam o setor. Trabalhei com eles na Energo, fundada pelo Adão. Fazíamos trabalhos de inspeção e manutenção de parques eólicos e projetos de energia solar.

No meio de 2016, os dois já tinham planos de trabalhar com manutenção preditiva. A ideia era que a manutenção fosse mais preventiva do que reativa. Então, pensamos: por que não aplicar esse pensamento à energia eólica? Afinal, os geradores possuem uma quantidade imensa de dados. Por que não utilizá-los na antecipação de falhas?

A partir dessas perguntas, começamos a formular o modelo de negócio da Delfos: uma plataforma de predição de falhas para ativos de energia renovável. Ainda em 2016, participamos de um programa de inovação da EDP (Energias de Portugal), e acabamos ganhamos o prêmio. O conceito estava validado; tínhamos uma ideia na qual valia a pena investir. A partir de 2017, ficamos 100% dedicados no negócio.

Ficar em pé e caminhar para depois correr

Quando chegamos ao Brasil, apresentamos a plataforma para alguns clientes. O primeiro já disse que queria. Mas com uma ressalva: análise preditiva, para ele, era “correr”. Antes, ele precisava ficar em pé e caminhar. Ou seja, ele precisava de ajuda com gestão de performance, com a tratativa dos dados, entre outras áreas, para depois utilizar uma solução preditiva.

Assim, durante 2017, nós fizemos isso: capturamos todos os dados dos ativos, consolidamos tudo numa mesma plataforma e começamos a mostrar indicadores, a gerar relatórios automatizados. Só então é que passamos para a segunda etapa, que é criar os modelos preditivos. E é nisso que atuamos no final de 2017, em 2018 e agora.

Apoio para a Delfos correr também

Começamos com 200 turbinas eólicas, e agora trabalhamos com mais de mil. A validação do modelo de negócio foi muito importante, mas volto a destacar as mentorias que tivemos com o Bento Koike.

Quando começamos a participar do Scale-Up Endeavor, o negócio estava em uma fase muito inicial. Só conseguimos andar na velocidade em que estamos agora porque tivemos o apoio de uma pessoa que já conhecia o mercado, que sabia apontar caminhos. Uma mentoria assim acaba encurtando muito o processo de tentativa e erro para uma empresa como a nossa.

E, em se tratando do nosso setor, estávamos (e estamos) em companhia muito competente. O Bento conhece a indústria como poucos. É alguém que tem visão estratégica, que ajuda no relacionamento. Alguém que tem longa vivência e que consegue ser cirúrgico em alguns pontos.

Claro que, no final das contas, é o empreendedor que decide se aquela orientação se aplica. Mas não tenho dúvidas de que manter um canal com alguém que já superou desafios que enfrentamos é um diferencial para o nosso desempenho.

Trabalhando a quatro mãos com a CPFL

Outro passo fundamental foi o nosso projeto de Pesquisa e Desenvolvimento com a CPFL, desenvolvido depois do programa de aceleração CPFL Inova.

Por meio desse projeto, podemos aliar o nosso conhecimento de modelos preditivos com o excelente conhecimento técnico e operacional da equipe da CPFL. Os resultados na área de predição de falhas para ativos de energia só podem ser otimizados quando a tecnologia e o conhecimento técnico específico se juntam.

Assim, essa interação se tornou essencial pra nós, já que realizamos tudo a quatro mãos — é a nossa estratégia desde o dia um.

O projeto já está no terceiro mês, e caminha muito bem. Realizamos reuniões nas usinas no Rio Grande do Sul, continuamos absorvendo conhecimento operacional dos ativos e já definimos quais as falhas específicas que vamos atacar. Além do conhecimento técnico, temos aprendido muito sobre como a informação deve ser levada aos tomadores de decisão e qual é a melhor forma de transformar os resultados dos modelos preditivos em melhorias na performance e rentabilidade dos ativos.

Esse modelo de trabalho faz parte da cultura da Delfos e é nossa maior proposta de valor, a flexibilidade técnica e o trabalho em equipe. Por sermos uma empresa jovem, não teríamos acesso a tudo isso se não trabalhássemos diretamente com quem conhece a indústria a fundo. Algo que só as mentorias e os programas de inovação com grandes empresas podem oferecer.

O CPFL Inova é um programa de inovação aberta criado pelo Grupo CPFL Energia em parceria com a Endeavor. Na 2ª edição do programa, vamos acelerar 12 scale-ups do setor de energia ou com produtos e serviços aplicáveis a esse setor, para que atuem na busca por soluções para os desafios operacionais do Grupo CPFL Energia. Se você se identificou com a proposta do programa, confira os critérios e inscreva sua scale-up! 

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