De animadora a gestora: como as mentorias me fortaleceram na condução da Animasom

Esse é um conteúdo oferecido por:   BRMALLS Partners

Danielle Mendes
Danielle Mendes

Empreendedora participante da primeira edição do programa de aceleração brMalls Partners e fundadora da Animasom.

Eu nunca tive outro trabalho, então eu conhecia pouco da burocracia e dos processos de gestão de uma empresa. As mentorias do brMalls Partners ajudaram a mudar isso.

Um toca-disco quebrado. De certa forma, esse foi o ponto de partida da Animasom, empresa especializada em entretenimento infantil que criei com meu sócio (e irmão) Marco Antonio Lima. Lembro como se fosse hoje: eu tinha dezoito anos e o Marco Antonio, quinze. Eu havia acabado de sair do colégio e tinha conseguido ingressar na UFRJ para cursar economia. Já meu irmão trabalhava como DJ. Um dia, ele me ligou, desesperado: “o meu toca-discos quebrou!”. E me chamou para ajudar. Peguei um microfone e fui. Enquanto ele dava um jeito no aparelho, eu ficava animando as pessoas na festa. Elas adoraram.

Acho que isso estava no meu DNA. Sempre adorei colocar a galera para cima. Depois da experiência da vitrola quebrada, começamos a repetir. As animações começaram a ficar mais complexas, ricas, e voltadas para as crianças. Lá na década de 80, as pessoas iam para a Disney e voltavam deslumbradas, sonhando com o que tinham vivido. E nós dávamos um jeito de recriar esse sonho nas festas.

Empreendendo ou fazendo palhaçada?

Animasom-Cidade-da-Criança-2

Se uma criança queria ser o Peter Pan, encontrávamos maneiras de fazê-la voar, com cabo de aço. A verdade é que trabalhávamos com magia. Mas não foi fácil. Naquela época, empreendedor era visto de outra forma, muita gente duvidava. Além disso, as pessoas me perguntavam se eu era “palhaça”. Eu quis desistir umas cem vezes.

Então, fui fazer cursos de aperfeiçoamento. Fiz um MBA de Recursos Humanos na PUC acabei organizando as festas de final de ano para todas as empresas que participavam do curso. Foi um tremendo sucesso, todo mundo adorou. Foi então que me dei conta de que estava feliz, de que estava no lugar certo. Percebi que não poderia duvidar do meu sonho.

Assumimos o negócio pra valer. No Rio, animávamos as maiores festas, e fazíamos de tudo para a magia ser inesquecível. Em uma ocasião, além de voar, o Peter Pan chegou a lutar contra o Capitão Gancho no mar! Ah, e a Sininho também voava, é claro.

Em paralelo a isso, continuamos nos aperfeiçoando., eu e meu irmão e sócio fomos cursar gestão na Coppead, a escola de negócios da UFRJ. Lembro-me de ter feito um curso que tinha uma matéria chamada “Crescer ou morrer”, foi uma matéria que me fez questionar muito o nosso negócio.

Próxima parada: shoppings

E o crescimento veio de uma demanda de nossos clientes. Em 2007, fomos convidados por uma das sócias de um shopping no Rio de Janeiro para criar um espaço para crianças. Eu disse que não fazíamos isso, mas ela insistiu. Acabei topando o desafio. Afinal, nós vínhamos de uma escola de animar crianças. Então, criamos modelos para shoppings, a Cidade Animasom onde temos recreação e festas e os Espaços Animasom onde fazemos somente festas. Hoje, estamos em vários shoppings do Rio de Janeiro.

Nesse processo, as mentorias e os programas de apoio tiveram papel fundamental. Sem exagero, mexeram com a nossa alma, mudaram a forma como vemos o negócio. E que bom que fizeram isso! Hoje, olhamos para a Animasom com outros olhos, estamos reinventando a empresa. E o programa brMalls, em particular, foi indispensável nessa jornada. As mentorias são mais do que orientações sobre um desafio de crescimento do negócio. Elas são a transmissão de um conhecimento, de uma experiência de anos, em uma conversa honesta.

A mentora que veste a camisa

A nossa mentora foi a Fernanda Pires, conectora da brMalls, e foi maravilhoso. O programa acabou no ano passado e ela me liga até hoje. Ela comprou a ideia, vestiu a camisa, me ajudou demais a construir um roteiro de trabalho. Como nunca tive outro trabalho, nunca entendi muito da burocracia e dos processos. Mas as mentorias mudaram isso. Me senti muito mais segura e confiante para tocar a operação.

Fonte das fotos: Animasom.com.br

Agora, estamos estudando para onde queremos ir e como chegaremos lá. Nosso objetivo é ter uma empresa para a qual as pessoas olhem e digam “que bacana, eles concretizam sonhos!”. Se a nossa missão é fazer crianças felizes, temos que nos reinventar para que essa felicidade sempre se renove, também.

Além disso, estamos cuidando dos nossos valores, entre os quais a inclusão tem destaque. Neste momento, estamos capacitando todos os funcionários para que eles atendam crianças com deficiência. Queremos minimizar preconceitos, queremos mudar as formas de se lidar com isso. Com a confiança na nossa capacidade de realizar e o apoio de mentores que estamos recebendo, certamente chegaremos lá.

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