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Quando o Governo investe em empresas e dá certo: 2 casos

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Quando o Governo investe em empresas e dá certo: 2 casos

Veja dois exemplos de políticas públicas de apoio a negócios locais.

Não são poucos os exemplos de Governos ao redor do mundo criando fundos públicos de venture capital. Porém, tampouco é grande a fatia desses que realmente teve sucesso. Não à toa, cada vez mais surgem argumentos contra esse tipo de política pública. Mas é inegável que existem bons exemplos, com excelentes resultados. São esses bons exemplos que devem ser copiados, naturalmente.

Em “The future of public efforts to boost entrepreneurship and venture capital.” (em português, “Os esforços públicos para impulsionar o empreendedorismo e venture capital”, em tradução livre), Josh Lerner, professor da Harvard Business School, explora o potencial dos fundos públicos de investimento. Examina duas das mais bem-sucedidas iniciativas públicas, Yozma e New Zealand Venture Investment Fund, ensaiando novos olhares para que futuros programas tenham sucesso.

O governo Israelense criou o Yozma Venture Capital Ltd. em 1992, para atrair investimentos estrangeiros para inovação e, consequentemente, expertise em tecnologia. Com o objetivo de encorajar investimentos, o Yozma usou o modelo de “matching fund” – quando o Governo investe como parceiro, dobrando o total levantado -, além de oferecer aos demais acionistas a opção de comprar a parte do governo depois de 5 anos do aporte. Uma década depois, além de ter mais de 20 empresas de seu portfolio listadas na NASDAQ, o Yozma transformou o cenário de investimentos em Israel, passando de apenas um fundo de venture capital para mais de 60 grupos, que geriam mais de 10 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 32 bilhões).

O outro exemplo de iniciativa pública mais recente é o do New Zealand Venture Investment Fund (NZVIF). Criado em 2002, NZVIF é uma empresa autônoma que funciona como um “fundo de fundos”. Desde a sua criação, o NZVIF realizou parcerias com 10 fundos de venture capital e 15 grupos de investidores anjo, apoiando 173 empresas. Mais de um bilhão de dólares (aproximadamente R$3,2 bilhões) foi levantado pelos investidores parceiros do fundo.

Ao estudar os dois tipos de modelo, Lerner sugere três princípios que podem contribuir para obter um caso de sucesso em fundos públicos de investimento:

  1. O empreendedorismo não acontece no vácuo: Proporcionar apenas o investimento não é suficiente. Gestores de políticas públicas devem analisar o cenário que impede o desenvolvimento da atividade empreendedora.
  2. Deixe o mercado mostrar o caminho: o Yozma e o NZVIF podem ter algumas diferenças em seu modo de atuação, mas os dois ambos adotam o modelo “matching fund”, acompanhando o total levantado por fundos privados.
  3. Simplificar as relações: Alguns tipos de restrições podem interferir nas ações entre fundo e investidores, dificultando assim a viabilidade do fundo.

Além dos três pontos principais citados acima, Lerner realça outras boas práticas do Governo que ajudaram a transformar o cenário de Israel e da Nova Zelândia, como fomentar pesquisas e conhecimento em âmbitos locais, respeitar e praticar padrões legais globais, aplicar intervenções apropriadas e ter paciência para que os resultados possam aparecer.

Acesso a investimento é um aspecto importante para qualquer atividade empreendedora e iniciativas de fundos públicos podem transformar drasticamente o ambiente de negócios de qualquer país.

Gestores públicos devem acompanhar iniciativas de sucesso na hora de criar suas próprias políticas, mas antes é primordial entender profundamente o ambiente em que atuam.

Para mais informações sobre o Yozma, clique aqui.

Para mais informações sobre o NZVIF, clique aqui.

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