Você já se perguntou por que
nosso conteúdo é gratuito?
Somos uma ONG de fomento ao empreendedorismo de alto impacto que capacita
4 MILHÕES
DE EMPREENDEDORES
A CADA ANO
Faça a sua doação e contribua para continuarmos
este trabalho em 2016!

Gestão de riscos na governança corporativa

LoadingFavorito

Um bom processo de gestão de riscos exige a execução disciplinada de diversas etapas, mas traz muitos benefícios para os negócios.

Uma parte considerável dos eventos que afetam negativamente os resultados dos negócios, talvez a sua maioria, não pode ser tratada como “surpresas desagradáveis”.

Na realidade, quando esses eventos ocorrem, podem indicar a inexistência de um bom processo de gestão de riscos ou, no mínimo, falhas em sua execução. Por essa razão, muitos executivos não aceitam que seus liderados justifiquem maus resultados com base em “imprevistos”. Isso porque um bom processo de gestão de riscos procura mapear os eventos incertos que podem acontecer ao longo do caminho e preparar a organização para enfrentá-los.

Portanto, esse processo procura prever os chamados “imprevistos”. A gestão de riscos é um processo estruturado, de responsabilidade primária da alta administração, que tem como principal objetivo reduzir ou, se possível, eliminar o impacto que eventos negativos possam ter sobre os resultados dos negócios. A premissa básica para a execução desse processo é que riscos sempre existem, em qualquer iniciativa ou decisão que tomamos, e que, portanto precisamos estar “armados para combater seus efeitos”.

Muitos veem com temor o mapeamento e avaliação de riscos de suas propostas, projetos, planos de negócios, etc., porque isso poderá levar a decisão de não seguir em frente. Claro que isso pode até acontecer, se os riscos forem superiores aos resultados esperados, mas em geral o que buscamos é a construção de um plano consistente para a mitigação dos riscos identificados.

Mas como predizer o futuro? Como prever o que pode acontecer? Como avaliar seus impactos? A primeira coisa que podemos dizer é que isso exige experiência. Não é a toa que muitas organizações criam grupos multidisciplinares de avaliação de riscos formados por executivos experientes que já “viram muita coisa acontecer”, incluindo, às vezes, até executivos aposentados para essa tarefa. Eles “enxergam” riscos que os mais novos sequer podem imaginar.

É uma boa prática, portanto, uma avaliação de riscos as decisões de grande importância. Em muitas empresas existe a regra de não apresentar nenhuma grande proposta para clientes sem antes passar por um comitê de riscos, por exemplo. Assim, por mais que o responsável pela área comercial esteja ansioso para fazer o negócio e cumprir sua meta de vendas, a avaliação de riscos poderá indicar a necessidade de se adotar condições adicionais de fornecimento como novas clausulas contratuais, contratação de seguro, etc. Um bom processo de gestão de riscos exige a execução disciplinada de diversas etapas, mas traz benefícios indiscutíveis para os negócios.

Carlos Airton Pestana Rodrigues é Diretor Presidente da Governance Solutions

Leia mais:
Governança corporativa em empresas familiares
A transparência pode criar valor?
O código de conduta corporativa
Princípios e valores: a base da boa governança
A importância de conselhos em governança corporativa
Governança corporativa atrai grandes clientes

, Governance Solutions

Prof. Carlos Airton é Diretor-Presidente da Governance Solutions, empresa de consultoria e treinamento em Governança, Conselheiro de Empresas e Professor de programas de MBA da BSP- Business School de São Paulo, onde leciona disciplinas de Governança Corporativa e Governança de Tecnologia da Informação. Por mais de 2 décadas atuou como CIO de organizações internacionais e nacionais como Laboratórios Wyeth, ABB- Asea Brown Boveri e Braskem.  É bacharel de Administração de Empresas pela USP e possui MBA pelo IMD - Institute of Management Development em Lausanne- Suiça. É mentor da Endeavor desde  2003.

Deixe seu comentário

Parceiros
Criação e desenvolvimento: