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GEC 2016: os desafios de tornar um mundo inteiro mais empreendedor

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O que acontece quando 160 países se reúnem para discutir empreendedorismo? Insights, ideias mirabolantes e muitos casos inspiradores. Entenda um pouco mais sobre o evento que faz o coração dos empreendedores bater mais forte.

O artigo original, publicado na Pequenas Empresas & Grandes Negócios, você encontra aqui.

O Congresso Global de Empreendedorismo, realizado essa semana em Medellin, na Colômbia, reuniu pessoas de mais de 160 países para discutir políticas públicas e programas de apoio ao empreendedorismo. Donos de negócios, pesquisadores, professores e representantes de governos e organizações não governamentais trocaram ideias, discutiram problemas em comum e tiveram acesso a conteúdos e palestras com especialistas em diversos campos. As atividades renderam boas reflexões sobre questões como educação, desenvolvimento social, inovação e financiamento de negócios.

Criado em 2008 pela Fundação Kauffman e realizado pelo Global Entrepreneurship Network (GEN), rede de apoio a iniciativas de empreendedorismo, o congresso busca orientar e ajudar os agentes mais importantes na criação de um ecossistema empreendedor.

“Num congresso com 160 países, é possível fazer com que os representantes de cada nação consigam sair daqui com muito conhecimento e novas maneiras de resolver desafios ou de promover políticas de apoio ao empreendedorismo” disse Jonathan Ortmans, presidente do GEC. A seguir, ele faz um balanço sobre os últimos anos do congresso e fala sobre os desafios para criar uma rede de apoio aos donos de negócios de todo o mundo.

Desde a primeira vez que o congresso foi realizado, em 2008, muita coisa mudou. O empreendedorismo já entrou na agenda de muitos países. Quais são os objetivos de um evento como este agora?

Ainda temos alguns desafios. Um deles é a avaliação dos programas de apoio ao empreendedorismo que foram criados nos últimos anos. Queremos ver o que funciona e o que não funciona. Hoje, por exemplo, fizemos uma reunião com ministros de vários países para discutir as políticas do setor que estão surgindo. Temos de ter certeza de que esse trabalho funciona e faz sentido para os donos de negócios.

Se buscamos causar impacto, temos de saber se o sistema que estamos criando é sofisticado o suficiente nos mais diversos países.

O sistema brasileiro já é muito sofisticado. O que acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro é muito mais avançado do que vemos em outros países.

Durante a reunião entre ministros, muitos projetos foram discutidos em relação às políticas públicas de apoio ao setor. Como é possível ter certeza de que esses planos sairão do papel?

O grande objetivo é ter certeza de que esses representantes de governos irão voltar para casa com novas ideias. Americanos e italianos, por exemplo, se reuniram para discutir sobre a regulação de crowdfundings. Os dois países enfrentam os mesmos problemas nesse sentido e os ministros se sentaram, trocaram ideias e vão voltar para casa com novos pensamentos e possíveis soluções. Num congresso com 160 países, é possível fazer com que os representantes de cada nação consigam sair daqui com muito conhecimento e novas maneiras de resolver desafios ou de promover políticas de apoio ao empreendedorismo.

Ao longo dos últimos anos, o número de cursos voltados à educação empreendedora cresceu muito no Brasil. Como o senhor avalia a maneira como se ensina empreendedores hoje?

Uma das coisas que percebemos é que, conforme o setor avança, o currículo de ensino do empreendedorismo fica para trás. Mesmo nos Estados Unidos, ainda não está claro se realmente sabemos ensinar empreendedorismo. Vamos realizar um evento, chamado GEC Plus, na Coreia do Sul, para falar sobre as últimas pesquisas e descobertas sobre a educação empreendedora. Esse é um assunto importante hoje porque há muitas pessoas que dizem que ensinam empreendedorismo há anos e que, por isso, sabem o que estão fazendo. Mas o empreendedorismo muda o tempo todo. Temos de ter certeza de que temos conhecimento o suficiente nesse sentido para orientar as próximas gerações de empreendedores.

Na sua opinião, qual seria a melhor maneira de ensinar empreendedorismo?

A tecnologia avançou tanto que acredito que não é mais necessário frequentar aulas específicas ou cursos renomados. O que acho que é importante é criar uma rede com conteúdo online. O MIT, por exemplo, está fazendo isso. E funciona. Fizemos uma pesquisa com empreendedores e 90% deles responderam que preferem buscar um conhecimento específico online quando sentem necessidade do que frequentar aulas formais de empreendedorismo. Cerca de 75% dos que tiveram aulas sobre o assunto disseram que o conhecimento que ganharam não era realmente o que precisavam. Em vez de gastarmos tanto tempo nos concentrando em colocá-los numa sala de aula:

temos de criar um ambiente online, rápido e que dê as ferramentas que os empreendedores precisam.

O empreendedorismo ainda está crescendo na América Latina, mas ainda certa resistência ao assunto, principalmente quando se avalia a mentalidade da população. Para muitas pessoas, ainda é difícil entender e aceitar a possibilidade do fracasso. Como é possível criar um ecossistema saudável quando essa visão ainda existe em tantos países?

Acho que a preocupação com o fracasso diminui conforme o empreendedorismo ganha mais espaço. Mas é importante orientar as novas gerações sobre o assunto. A primeira coisa que digo aos meus mentorados é: nós não vamos começar um negócio, vamos conduzir um experimento. E esse experimento dará resultados e esses resultados nos darão informação. É um processo cíclico para validar a ideia. Quando você diz a eles que é um experimento, eles conseguem lidar com a possibilidade do fracasso de uma maneira muito melhor. Se eles encaram a tentativa como a criação de dados, não se importam em tentar mais de uma vez.

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