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GEC 2013: melhores momentos do 1º dia

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Cultura empreendedora, políticas públicas, a relação do governo e das empresas e a importância do diálogo entre os diferentes atores do empreendedorismo foram destaque no primeiro dia.

A criação de novas políticas públicas voltadas para o ambiente empreendedor é um dos assuntos que, além de dividir opiniões de especialistas, é indispensável à discussão dos rumos do empreendedorismo no mundo. Este foi o tema do primeiro dia do Global Entrepreneurship Congress 2013, nesta segunda-feira (18), no Lagoon, Rio de Janeiro. O papel do governo no estímulo ao empreendedorismo, como cada país encara essa questão e o que cada um deles está fazendo para estimular o desenvolvimento das startups foi a pauta dos principais painéis do dia.

Jonathan Ortmans, presidente da Semana Global do Empreendedorismo, ouviu representantes dos quatro cantos do planeta, como Patrick Lim, de Cingapura. Para o diretor de novos negócios da SPRING Singapore, o problema não é falta de oportunidades nem de infraestrutura: seu país precisa é de uma mudança de cultura, uma vez que as pesquisas produzidas pelas universidades locais não estabelecem um diálogo com o mercado.

Representante do Banco Mundial no GEC, Esperanza Lasagabaster também chamou a atenção para o potencial da união entre empreendedores e universidades. “Você planta sementes que dão frutos em pouco tempo”, disse, mencionando o Chile e seu incentivo a startups como um modelo a ser seguido. O chileno Conrad Von Igel, diretor executivo do InnovaChile, ressaltou a importância de desenvolver um olhar global dentro do próprio país, que ainda está muito voltado para as questões locais.

 

Já para Alessandro Fusacchia, do Ministério do Desenvolvimento da Itália, o melhor caminho é aproximar os exemplos regionais e mostrar que, sim, é possível empreender e dar certo em qualquer lugar. “As pessoas pensam: ‘Mark Zuckerberg [Fundador do Facebook] tem uma bela história, mas ele está do outro lado do mundo e era estudante de Harvard. E eu aqui na Itália?’. Temos que aproximar os exemplos locais”, ressaltou. Lesa Mitchell, da Kauffman Foundation, completou, lembrando que um agente importante para essa mudança de cultura são os veículos de comunicação: “Eles só gostam das grandes corporações”. Para ela, a mídia deveria usar os exemplos mais próximos possíveis.

Alessandro citou ainda os “Contamination Labs”, criados em universidades italianas, que estão se mostrando uma medida efetiva na mudança de cultura dos estudantes. Eles são descritos como um meio-termo entre laboratórios universitários e incubadoras, isto é, um ambiente de experimentação e criação de negócios que, posteriormente, são incentivados. Iniciativas como esta endossam a o discurso de que mudar a cultura é uma missão mais das universidades e das instituições ativas do que do próprio governo.

No painel sobre barreiras de entrada no mercado, mediado pelo diretor executivo da Aspen, Randall Kempner, Fiorina Mugione, chefe da seção de empreendedorismo da UNCTAD, demonstrou encarar com reservas o papel do governo no suporte ao empreendedorismo. “É preciso cuidado para não cair em um protecionismo exagerado”, disse.

A pesquisadora vê mais sentido nas políticas públicas criadas para otimizar a atuação dos empreendedores, a fim de garantir a segurança necessária à sua atividade. Parte disso tem relação com o aperfeiçoamento do “ambiente regulatório”. Ela sugere também: oferecer uma relação mais saudável entre o governo e empresas; promover a educação para o empreendedorismo desde a escola primária, “embutindo assim o espírito empreendedor nas crianças”; garantir o acesso a capital, “um aspecto crítico e desafiador principalmente para as empresas em fase de expansão”; facilitar o acesso à tecnologia: “na fase inicial, isso pode estar ligado ao desenvolvimento do produto, mas a fase de expansão requer uma nova mentalidade”. Para isso, sugere Fiorina, os centros de tecnologia favorecem a ligação com o setor privado.

O professor Daniel Isenberg, diretor do Babson Entrepreneurship Ecosystem Project, tem opinião semelhante. A seu ver, o empreendedorismo é um ato natural, e, “se isso for verdade”, diz ele, o mais importante é remover as barreiras que, uma vez eliminadas, possibilitarão o encontro entre empreendedores e investidores. “É preciso deixar que isso aconteça naturalmente no mercado”, ressalta.

Daniel Isenberg encerrou a discussão destacando a importância de um diálogo honesto entre todos os setores da sociedade e a mudança gradual de mentalidade sobre a atividade empreendedora: “Estamos fazendo um ótimo trabalho em não idolatrar o Vale do Silício, por mais que seja um lugar fantástico. Não é único no mundo e não deve ser jamais”.

Seu último ponto foi uma recomendação aos empreendedores: “Não ouçam pessoas como eu”, brincou. “O maior valor no empreendedorismo está em fazer algo que os outros não estão fazendo.”

 

Por Carolina Pezzoni e Vinícius Victorino, da equipe de Comunicação da Endeavor Brasil.

 

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