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Fomentos à inovação e a vaquinha empurrada do precipício

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Ainda que acessá-los não seja tão simples, os incentivos existem. Mas os empreendedores não podem querer inovar com os mesmos projetos!

PreviewUm texto sobre inovação com um título tão bizarro pode até desacreditar a audiência e receber um ‘delete’. Calma, dê um crédito que explico. Há uma parábola que conta que um mestre e seu discípulo, viajando pelo interior, chegaram em uma casa na zona rural e encontraram uma família vivendo sob condições paupérrimas. Como única forma de sustento tinham um vaquinha leiteira que garantia a subsistência.

Após serem bem recebidos, tomaram o leite ofertado, passaram a noite e saíram de madrugada. O mestre ordenou ao discípulo que jogasse a vaquinha no precipício. Ele, embora perplexo, cumpriu com o pedido. Anos depois, ao voltarem ao local, encontraram uma casa bem construída e uma família próspera: após o susto e a perda de seu sustento, tiveram que se reinventar.

Usando a parábola, podemos fazer uma analogia com o que ocorre em nosso país na área empresarial. Embora saibamos de todos os atropelos e dificuldades relacionados às cargas tributárias, problemas políticos, corrupção, etc., existe um forte movimento de órgãos governamentais em apoio à inovação. E, por incrível que pareça, grande parte dos empresários não sabe que essas iniciativas existem. Com o perdão da perplexidade, vivendo na era da informação, tendo um computador disponível, basta entrar no Google, digitar “fomentos inovação”, enter: “aproximadamente 2.690.000 resultados (0,33 segundos)”.

Não há milagres, o crescimento exponencial de um negócio ocorre, em geral, com uma gestão bem preparada em um ambiente criativo, inovador. Fazer no mesmo mercado o que centenas, milhares ou milhões já fazem pode garantir a sobrevivência do negócio, mas não grandes resultados e o salto para a sustentabilidade.

Portanto, inovar é preciso!! Para que os riscos da inovação não levem o empresário à falência, eles devem idealmente ser divididos. É aqui que fomentos governamentais cumprem com sua função (apoiar o empresário), assumindo em conjunto tais riscos para encorajá-lo a ousar, a buscar novos caminhos em seu negócio. Assim, o negócio e o país se beneficiam!

Ótimo, agora que se conhecem as linhas de fomento, alinha-se às necessidades empresariais e se descobre que, após preencher uma ‘papelada’, não se consegue o crédito, “por que o produto, o processo, a empresa, os projetos não são inovadores”. Nesse ponto começa um turbilhão de lamentações e transferência de responsabilidade aos ‘outros’ pela reprovação. Reclamações à parte, recursos existem: somente na Finep, o crédito para inovação cresceu quase seis vezes em dois anos, passando de R$ 1,1 bilhão, em 2011, para R$ 6,3, em 2013.

Voltando à vaquinha que foi empurrada no precipício, cabe aqui uma reflexão: estamos vivendo dentro de uma zona de conforto, protegidos por subsídios e leis protecionistas, como taxações de produtos importados? Estamos confortáveis com um mercado doméstico de grandes proporções e não vemos as grandes oportunidades globais? Enfim, vivemos em um ambiente de subsistência que não nos impele a correr o risco de inventar ou reinventar o negócio?

E assim, tropicalizando a parábola (com exceção do precipício), não podemos esperar que um chinês, um coreano, americano ou indiano venha levar a nossa “vaquinha para o brejo”. Inovem!!

Roberto Alcântaraé presidente e fundador da Ângelus – Indústria de Produtos Odontológicos S/A. Empreendedor Endeavor desde 2008.

, Ângelus, Empreendedor Endeavor
Roberto Q. M. Alcântara é Presidente e fundador da Angelus - Indústria de Produtos Odontológicos S/A. Formou-se em Odontologia pela Universidade Estadual de Londrina em 1984 atuando na área como especialista em Endodontia por 10 anos. Em 1994 inicia o desenvolvimento de produtos inovadores motivado entre alguns fatores pelo inconformismo com as técnicas artesanais que realizava no exercício profissional. Deste 2007 é vice-presidente empresarial da ADETEC ( Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina). É palestrante convidado pela FINEP e BNDES, ANPROTEC, FIEP para cases de inovação. Em 2008 tornou-se empreendedor Endeavor. É um empreendedor extremamente motivado por inovação sendo autor de várias patentes na área odontológica depositadas no Brasil e exterior.

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