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Fim de ano: hora de bater as metas

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Os últimos meses do calendário são sinônimo de muita pressão nas empresas, que visam bater as metas do ano a qualquer custo.

Todo ano é a mesma coisa. Chega o mês de novembro e a equipe está mobilizada em torno de um mesmo propósito: bater suas metas. Seja pela manutenção da sua posição na organização ou pelo bônus financeiro que envolve alcançá-las, as metas podem render muita dor de cabeça aos funcionários e, principalmente, aos gestores e empreendedores.

Antes de mais nada, as metas precisam ser bem elaboradas no planejamento do começo do ano. Muitas vezes, algumas são traçadas sem qualquer parâmetro. Mesmo com elas bem estruturadas, os resultados não foram os esperados, primeira coisa é avaliar se é possível alcançá-lo.

Se ficar claro que as metas não foram bem estabelecidas, o gestor deve reunir o time todo, reconhecer que não foi realizado um bom trabalho e determinar a validade de se empenhar um pouco mais no fim do ano para chegar o mais perto possível de atingi-las. Caso esta seja a decisão, fragmente tudo em metas menores. Não se trata apenas de estipular objetivos para o time, mas de mapear o que tem de ser feito semana a semana.

Muitas vezes, a razão do planejamento se perde com o passar dos meses. É importante relembrar os motivos de cada um fazer o que faz.  Todos devem entender como aquela determinada meta pode contribuir para a organização. Cada meta individual impacta em uma meta de área, que, por sua vez, impacta em metas maiores.

O empreendedor deve “ficar em cima” de seus funcionários, mas isso não significa pressioná-los todos os dias. Agende reuniões ou fóruns semanais nos quais as atividades sejam acompanhadas. Não abandone o seu time. O bom gestor precisa motivar sem estressar, portanto, o caminho do equilíbrio é não massacrar nem passar a mão na cabeça de ninguém.

Não deu para bater a meta. E agora? Este é um momento propício para reforçar a cultura e os valores da empresa. Não tente atenuar o fato de uma meta não ter sido batida, todas são importantes e nenhuma deve ser deixada de lado. É hora de reunir a equipe e alinhar quais metas não foram atingidas e onde na organização isso terá algum impacto.

Não aponte culpados nem exponha ninguém. Apenas levante os fatos, suas causas e as ações que serão tomadas em seguida. Tudo deve estar pautado em números, dados, projetos e outras metas. Não esqueça de que é comum não bater uma meta por haver “muita coisa no prato” e por dificuldades para gerir o tempo. Este é o momento de deixar os fatores claros para um melhor planejamento do ano seguinte.

No entanto, todas as punições previstas devem ser aplicadas, como o desconto na remuneração, pois aliviar demais pode criar uma descrença em relação à gestão da empresa. É muito comum ver empresas que, mesmo quando não batem uma meta, acabam cumprindo da mesma forma a promessa de bônus. Entender o cenário geral e aplicar as penalidades previstas, como deixar de dar os bônus, faz parte da cultura de uma empresa.

É comum que os últimos meses do calendário sejam os mais atribulados do calendário. No Brasil, com o Carnaval, o primeiro semestre acaba tendo menos de seis meses. Dependendo do ramo da empresa, a dinâmica é diferente. No setor do varejo, por exemplo, o segundo semestre é muito mais forte em função das datas comemorativas, como o Natal. Para mudar esses parâmetros, trace uma meta de meio de ano, com reunião formal, alinhando o que teria de ser feito durante o primeiro semestre e não foi.

Todos os funcionários devem saber qual era a expectativa, portanto, a discussão não deve ficar centralizada apenas entre os gestores. Além disso, se o gestor entender o que pode ser antecipado, como a agenda de eventos, geralmente concentrada no fim do ano, e já estabelecer como meta, é ótimo para que o fim de ano seguinte não seja como o anterior, corrido e apertado.

 

Por Vinícius Victorino, da equipe de Cultura Empreendedora, com a colaboração de Letícia Queiroz, diretora de Gente & Gestão da Endeavor Brasil.

 

 

 
 
 
 
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