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Filmes são Metáforas Para as Apresentações

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Entretanto, o cinema prende seus espectadores por ter pontos de virada. Veja o que você pode tirar da telona para sua palestra.

Os princípios usados em Hollywood podem ajudá-lo a criar uma verdadeira experiência de Storytelling.

· Quantas dezenas de filmes você já assistiu? O que eles têm em comum?

· Quantas dezenas de apresentações você já assistiu? O que elas têm em comum?

Um fato: apresentações em geral são tão chatas que ficam longe das histórias contadas no cinema.

Mas a boa notícia é que você pode usar os mesmos princípios de Hollywood para melhorar a qualidade de sua história quando vai vender alguma ideia.

Para isso é preciso desconstruir a estrutura de uma boa história contada na telona.

Um dos principais princípios utilizados em screenwriting é Ponto de Virada (Turning Point).

Você só fica atento a tela do cinema porque existe uma sequência de eventos que despertam sua curiosidade. A cada evento, uma virada acontece. Ela pode variar de intensidade e determina o ritmo da história. A maior de todas é quando o filme chega ao final e o famoso clímax acontece.

Se sua apresentação não varia de tom e repete o mesmo valor, positivo, positivo, positivo e positivo, sua audiência para de prestar atenção. Quando você passa a trazer conflito e alterna com solução, fazendo isso numa sequência em que seu público fica o tempo todo se perguntando, “o que vem depois?”, com certeza sua performance terá grandes chances de ser um sucesso.

O primeiro ponto de virada é quando você começa. Se o primeiro slide for sua agenda ou aquela capa com seu nome, cargo, data e ainda escrito “confidencial”, já está matando a oportunidade de “comprar” alguns minutos de atenção.

Repare que um filme é feito de cenas. Cada cena começa com algum valor, seja ele negativo ou positivo, em relação ao desejo do personagem. Ao final da cena sempre há uma mudança de valor. Ou o personagem está mais próximo do que ele quer ou mais distante, enfrentando forças contrárias que aparecem durante a narrativa.

Um bom exemplo disso é o seriado Prison Break. A cada cena, parece que o protagonista não vai escapar e será sua última tentativa, quando então, quando ele está no limite, algo acontece, não por acaso, e muda o rumo completamente. Você chega a ficar sem fôlego até saber da resolução da cena.

Qualquer apresentação só se justifica se existe um problema para ser resolvido. E o que acontece na maioria das vezes é que os executivos escondem o lado negativo da história. Não trazem os problemas. Apenas aquilo que representa sucesso. Você já viu alguém apresentar um caso que não deu certo? Provavelmente está mais acostumado com o famoso “case de sucesso”. Eu não quero saber o que deu certo. Quero saber como a empresa reagiu quando passou por um grande obstáculo. Quero saber o que ela fez na dificuldade, afinal, nenhum desafio corporativo é alcançado numa linha reta. E quem vai se destacar é aquele que tem flexibilidade para driblar os problemas e continuar em busca do objetivo.

Ao fazer uma apresentação você tem duas opções:

· Explicar todos os seus valores e diferenciais slide a slide

· Exemplificar por meio de histórias para que a audiência conclua os valores por trás da sua mensagem

Imagine se no final do filme Star Wars, Luke Skywalker caminhasse em direção a câmera dizendo: “todos nós temos um lado sombrio. Nosso desafio é termos consciência dele e enfrentá-lo para que o lado da força prevaleça. Assim como fiz na batalha final com Darth Vader, que aliás, era meu pai. Imaginem o conflito que passei ao lutar com ele”.

Muito melhor assistirmos a batalha entre os dois e a reação de Luke ao ouvir de Darth Vader: “you can’t kill me, Luke. I’m your father”. E, então, um grande ponto de virada, quando Darth Vader convida Luke para fazer parte do lado negro da força!

O maior inimigo do apresentador é a repetição. Para que isso não aconteça, você deve entregar exatamente aquilo que sua audiência quer mas de um jeito que ela não espera.

Mais sobre cinema e apresentações no e-book “Dicas Cinematográficas”.

 

João Galvão é sócio-fundador da SOAP (State of The Art Presentations).

 

Leia mais:
Apresentações: Uma Guerra contra o Cliché

 

 

 

 

 

 

, SOAP, Sócio-fundador

 

É Sócio-fundador da SOAP (State of the art presentations). Desde 2003 a SOAP cria soluções para melhorar as apresentações em situações de venda de ideias e conquista de audiências. Joni foi um dos criados do conceito “estado da arte na apresentação”, já experimentado por mais de 900 empresas tais como: Microsoft, Avon, Gafisa, The Economist, Google, entre outras. Hoje a SOAP possui mais de 80 funcionários e escritórios no Brasil, Portugal e EUA.

 

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