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“Prefiro minha versão empreendedora à de executivo”: uma conversa com Galindo e Genish

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Ser empreendedor e ser executivo são conceitos bem diferentes, mas que vivem se cruzando. Veja a visão de Amos Genish e Rodrigo Galindo sobre o tema

Empreender não é fácil. Para ter sucesso, uma boa ideia não é o suficiente, você precisa de gente boa ao seu lado e, claro, uma gestão de excelência para coordenar todo time. À medida que o negócio cresce, seu criador pode não ser a melhor pessoa para levá-lo adiante. Para tomar uma decisão sobre o assunto, é preciso se livrar do falso sentimento de que todo empreendedor é, necessariamente, um bom gestor.

Às vezes, o empreendedor tem um perfil muito técnico, e lidar com pessoas pode não entrar no seu checklist de pontos fortes. Para que as empresas cresçam mais e da forma correta é preciso entender que existe uma grande diferença entre ser empreendedor e ser executivo. Mais do que isso, precisamos aceitar como e quando cada um desses perfis é necessário dentro da empresa.

“Na fase da estruturação, por exemplo, o empreendedor deve estar muito próximo ao negócio, já que é ele que carrega a visão e alma de toda a empresa. Depois de um tempo, na fase de crescimento e gestão, é preciso alguém com uma expertise um pouco maior em processos — e é aí que entra o executivo”afirmou Amos Genish, CEO da Telefônica Vivo, durante o CEO Summit São Paulo 2016.

Ele participou do painel “O jogo nunca termina: abraçando desafios cada vez maiores” ao lado de Rodrigo Galindo, presidente do Grupo Kroton. Os dois têm algo em comum: suas empresas (a GVT, de Amos, e o Grupo Iuni, de Galindo) foram compradas por companhias maiores. Por sua capacidade de gestão, eles acabaram escolhidos para liderar a compradora.

As empresas mais maduras, que têm um crescimento orgânico muito forte, exigem um perfil “executivo” de gestão bem maior do que aquelas ainda em ascensão acelerada — na qual o papel de empreendedor, que “puxa” o time ainda é muito importante, disse Galindo. Além da fase atual da empresa, ele acredita que é importante saber qual a visão de futuro e essência do negócio para definir qual perfil é o mais estratégico.

“Podíamos estar confortáveis com nosso nível de crescimento, mas isso não aconteceu porque eu fui o empreendedor lá dentro que acreditava que podíamos entregar a execução em maior escala e essa é a nossa essência”, disse Galindo. Esse sentimento de sempre acreditar que é possível fazer mais é o que moveu a Kroton e fez com que ela, neste ano, fizesse uma fusão com outra gigante do setor de educação, a Estácio.

Amos conta que, assim como Galindo, nunca deixou de ser empreendedor: “A verdade é que se você não tem essas ideias e sonhos, até os mais irreais, você não vai conseguir fazer sua empresa crescer.” Ao relembrar toda sua trajetória, o presidente da Telefônica também afirmou, em um tom sincero, que prefere sua versão de 2000, ano em que fundou a GVT, do que a de hoje. Por isso tomou a decisão de deixar o cargo no fim deste ano e se mudar para Londres, onde vai reviver sua essência e voltar a empreender.

Antes de deixarem o palco, os empreendedores deram alguns conselhos que gostariam de ter ouvido alguns anos atrás, quando estavam começando seus negócios. De tudo que foi falado, alguns pontos se destacaram:

  • O ingrediente secreto de todo bom negócio está no time. Na visão de Galindo, o ideal é “cercar-se de gente excepcional, um líder vai ter sempre o tamanho do seu time”.  Uma empresa é feita de gente acima de qualquer coisa, ou seja, se você tem gente excepcional no time, sua empresa também será.
  • Tenha uma paixão enorme pelo seu projeto. Se você não tem uma paixão absoluta que faria você, até nas horas de sacrificar parte da sua vida pessoal, melhor pensar duas vezes antes de empreender. Amos diz que “todo projeto tem momentos de falhas e ter pessoas ao seu lado, apaixonadas pelo negócio, faz a diferença.”
  • Tenha as pessoas certas nos lugares certos. Amos diz que, por mais clichê  que a frase possa parecer, é nessa fase que as empresas mais erram. Muitos negócios esquecem que um determinado perfil de colaboradores pode ser extremamente estratégico para uma fase da empresa e descartável em outra. Amos conta que “nunca terminou um ano com a mesma equipe que começou”. Uma rotatividade saudável aumenta as chances da empresa inovar e crescer.

Não deixe de conferir o papo completo e tudo que rolou no CEO Summit 2016!

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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1 Comentário

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  1. Mario Nobre Ghiggino - says:

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    Nossa, impressionado! Que clever, chamar consultores para roubar as idéias deles… e ainda achar isso bacana! Fantástico, nada como tirar algo de alguem que precisa, um projeto, uma oportunidade, um job… brilhante exemplo de capitalismo de rapinagem, sem ética, sem respeito ao outro. Podería ter oferecido um contrato de risco mas para que se o outro está me dando tudo de graça na boa fé? Show.

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