Liderando a crise com Reid Hoffman

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Neste artigo, compilamos aprendizados e insights da Mentoria Coletiva “Leading Through Crisis” com Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, chairman do Endeavor Catalyst e mentor da Endeavor Global. Esse material faz parte de uma série de conteúdos lançados pela Endeavor para ajudar empreendedores a navegarem pela crise. 

Ele fundou uma das maiores redes sociais que existem, cunhou o termo Blitzscaling para explicar a trajetória de crescimento dos maiores negócios do mundo e é host do podcast Masters of Scale, além de ser mentor da Endeavor. Nesse momento de imensa incerteza, Reid Hoffman fez uma mentoria coletiva, 100% remota, para mais de 650 Empreendedores Endeavor ao redor do mundo. O bate-papo foi mediado por Linda Rottenberg, fundadora da Endeavor, e Allen Taylor, diretor geral do Endeavor Catalyst, nosso veículo de co-investimento das empresas apoiadas.

Durante a conversa, o mentor abordou questões de liderança, fundraising e como encontrar as melhores oportunidades durante a crise de forma otimista. Veja o vídeo completo logo acima e os principais insights no resumo abaixo.

“Em momentos de crise, o único jeito de criarmos um futuro é por meio do empreendedorismo. É preciso olhar o copo cheio. Somos formados por diferentes culturas, esportes, linguagens, mas existe algo único que nos une: somos todos empreendedores.”

Reid Hoffman

Como aproveitar as oportunidades


Existem grandes oportunidades para diversos segmentos, como e-commerces, empresas nas áreas da medicina e de gestão do trabalho, por exemplo. Neste momento de alta demanda, existe uma chance de ser lembrado pelas ações éticas e de colaboração, criando laços com quem usa a solução. Por exemplo, o Zoom disponibilizou sua plataforma de forma gratuita para universidades públicas. 

Empreender é criar oportunidades. E se a gente pensasse em um experimento que possa fazer sentido daqui um ano? 

Como ter uma boa relação com investidores


 

 

O x da questão está em como calibramos o nível de risco por meio de uma combinação que maximiza o core do negócio e também capitaliza as oportunidades disponíveis. Desse modo, o risco não é zero. Porém, a forma como você lida com os desafios dentro desse cenário é o que importa. E fazer isso o quanto antes é o grande diferencial. 

O timing das decisões vai ter um grande impacto nas companhias.

Assim, diante de tal escolha, é preciso tranquilizar os investidores e mostrar que os altos e baixos da situação estão balanceados. Além disso, os empreendedores devem deixar claro que querem jogar junto e motivar seu time para passar pela crise. 

Como sobreviver se não conseguir captar com os fundos de VC


A regra no Vale do Silício é a seguinte: não tente adiantar seu processo de fundraising até agosto. A previsão é que, talvez, em setembro o mercado de private equity se estabilize, porém, voltando mais caro e seletivo. Enquanto isso, o ideal é começar algumas conversas para ganhar familiaridade com fundos para acelerar a conversa quando o mercado abrir. 

Não tente buscar comprometimento agora – vá em alguns encontros, mas nada de noivado.

Como ser transparente com o time


Uma das formas mais eficientes de passar pela crise é com o apoio da equipe. Por isso, é preciso adotar um discurso inspirador, heroico – e sincero – e ser transparente sobre o momento da empresa, caixa e possíveis cenários, ressaltando os pontos fortes do time, justamente aqueles que serão decisivos para vencer esse jogo.

O tom do discurso deve ser: “A crise é real, eu reconheço o seu medo e acredito que podemos vencer juntos”. 

É um momento de grandes incertezas, por isso as pessoas buscam lideranças que as ajudem a sentir que existe esperança. O pessimismo extremo não ajuda. Sendo assim, como líder, o principal que se deve fazer é criar uma conexão com as pessoas e passar uma confiança transparente, fazendo com que lembrem do propósito de estarem ali. 

Como o trabalho remoto muda a natureza global da força de trabalho


Quem disser que sabe o que vai acontecer está se iludindo. O que sabemos é que o novo normal não será igual ao antigo normal. Mas, as empresas estão se adaptando bem ao remoto, uma vez que temos uma infinidade de ferramentas que facilitam essa transição. Inclusive, o trabalho remoto está mudando alguns padrões:

Como pensar global


A crise tem nos mostrado que a globalização tem benefícios, já que podemos construir juntos como gerar valor na economia e mitigar as desvantagens. Assim, é preciso encontrar uma maneira de todos participarem ativamente e jogar juntos, descobrindo formas de melhorar a cadeia de suprimentos e ter mais de uma alternativa de fornecedores para todos os produtos.

Como seria um novo capítulo do Blitzscalling


Prepare-se para a volatilidade.

Surpresa: teremos um novo capítulo, que será uma rede de temas conectados. O norte é a volatilidade, reconhecendo que as coisas podem dar errado, por isso, é preciso testar muitas vezes, já que as variáveis vão mudar com frequência pelo nível de incerteza do mercado, que está cada vez mais complexo. 

Além disso, uma coisa que devemos tentar fazer é a formação de red teamings (equipes vermelhas), que consistem em grupos que ajudam as organizações a melhorar cada vez mais, ampliando as capacidades de solucionar problemas. 

Lições finais


Reid Hoffman enfatiza que esse é o momento perfeito para os empreendedores, que têm os recursos e capacidade intelectual para construir algo incrível. Sendo assim, é possível mudar a realidade unindo forças e trabalhando em rede. 

A mentalidade dos empreendedores deve ser: eu e meu time; eu e minha rede.

Dessa forma, esse é o ano de crise, mas também é o momento de fazer algo incrível, seja em forma de produtos, serviços, parcerias ou organizações.


É empreendedor? Conheça os Programas Scale-Ups Endeavor e faça parte da comunidade que está transformando o Brasil. Saiba mais!