“Prefiro minha versão empreendedora à de executivo”: uma conversa com Galindo e Genish

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Ser empreendedor e ser executivo são conceitos bem diferentes, mas que vivem se cruzando. Veja a visão de Amos Genish e Rodrigo Galindo sobre o tema

Empreender não é fácil. Para ter sucesso, uma boa ideia não é o suficiente, você precisa de gente boa ao seu lado e, claro, uma gestão de excelência para coordenar todo time. À medida que o negócio cresce, seu criador pode não ser a melhor pessoa para levá-lo adiante. Para tomar uma decisão sobre o assunto, é preciso se livrar do falso sentimento de que todo empreendedor é, necessariamente, um bom gestor.

Às vezes, o empreendedor tem um perfil muito técnico, e lidar com pessoas pode não entrar no seu checklist de pontos fortes. Para que as empresas cresçam mais e da forma correta é preciso entender que existe uma grande diferença entre ser empreendedor e ser executivo. Mais do que isso, precisamos aceitar como e quando cada um desses perfis é necessário dentro da empresa.

“Na fase da estruturação, por exemplo, o empreendedor deve estar muito próximo ao negócio, já que é ele que carrega a visão e alma de toda a empresa. Depois de um tempo, na fase de crescimento e gestão, é preciso alguém com uma expertise um pouco maior em processos — e é aí que entra o executivo”afirmou Amos Genish, CEO da Telefônica Vivo, durante o CEO Summit São Paulo 2016.

Ele participou do painel “O jogo nunca termina: abraçando desafios cada vez maiores” ao lado de Rodrigo Galindo, presidente do Grupo Kroton. Os dois têm algo em comum: suas empresas (a GVT, de Amos, e o Grupo Iuni, de Galindo) foram compradas por companhias maiores. Por sua capacidade de gestão, eles acabaram escolhidos para liderar a compradora.

As empresas mais maduras, que têm um crescimento orgânico muito forte, exigem um perfil “executivo” de gestão bem maior do que aquelas ainda em ascensão acelerada — na qual o papel de empreendedor, que “puxa” o time ainda é muito importante, disse Galindo. Além da fase atual da empresa, ele acredita que é importante saber qual a visão de futuro e essência do negócio para definir qual perfil é o mais estratégico.

“Podíamos estar confortáveis com nosso nível de crescimento, mas isso não aconteceu porque eu fui o empreendedor lá dentro que acreditava que podíamos entregar a execução em maior escala e essa é a nossa essência”, disse Galindo. Esse sentimento de sempre acreditar que é possível fazer mais é o que moveu a Kroton e fez com que ela, neste ano, fizesse uma fusão com outra gigante do setor de educação, a Estácio.

Amos conta que, assim como Galindo, nunca deixou de ser empreendedor: “A verdade é que se você não tem essas ideias e sonhos, até os mais irreais, você não vai conseguir fazer sua empresa crescer.” Ao relembrar toda sua trajetória, o presidente da Telefônica também afirmou, em um tom sincero, que prefere sua versão de 2000, ano em que fundou a GVT, do que a de hoje. Por isso tomou a decisão de deixar o cargo no fim deste ano e se mudar para Londres, onde vai reviver sua essência e voltar a empreender.

Antes de deixarem o palco, os empreendedores deram alguns conselhos que gostariam de ter ouvido alguns anos atrás, quando estavam começando seus negócios. De tudo que foi falado, alguns pontos se destacaram:

Não deixe de conferir o papo completo e tudo que rolou no CEO Summit 2016!