Digitally Native Vertical Brands: as scale-ups que estão humanizando o varejo

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 30 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

A indústria tradicional perdeu a conexão com o consumidor moderno? Entenda como as DNVBs desafiam essa lógica.

Aproximar-se do consumidor: é disso que trata, em essência, o modelo DNVB. Sigla para Digitally Native Vertical Brand (marcas verticais digitalmente nativas, em tradução literal), isso se dá em dois eixos: de um lado, encurta a cadeia do varejo e melhora a eficiência de produção; do outro, cria uma obsessão por oferecer a melhor experiência possível ao cliente.

Nesse painel do Scale-up Summit 2019, empreendedores de três DNVBs concordam que para gerar uma conexão genuína, não basta atender expectativas. É preciso superá-las.

Victor Santos, da Liv Up, Emily Ewell, da Pantys, e Márcia Netto, da Sallve, se preocupam em manter uma comunicação horizontal, proativa e vulnerável com seus usuários.

Quando a Sallve enfrentou problemas de atraso em entregas, por exemplo, o time ficou “quebrando a cabeça”, nas palavras de Márcia, para entender como compensaria a espera. Estornariam o valor do frete? Dariam desconto? O dilema durou pouco tempo, até perceberem que a melhor saída seria assumir o erro e perguntar aos próprios clientes o que eles preferiam.

Para ela, mais que ser “customer-centric”, uma DNVB deve ser “community-centric.” Emily concorda: é esse contato em comunidade que os permite conhecer melhor quem compra e inclusive criar ou adaptar produtos de acordo com o que clientes precisam — o que impacta diretamente as vendas e o ganho de escala.

Esse engajamento gera ainda inúmeras oportunidades de encantamento. Mas o modelo também oferece barreiras, naturalmente. Para Victor, elas são principalmente logísticas, já que a Liv Up está no setor de alimentos. Portanto, ele diz que “é preciso ter cuidado para ver o modelo como um meio e não como objetivo final.” Canais além do digital podem ser explorados, assim como a cadeia pode tomar formatos diferentes.

“O objetivo é deixar o consumidor bem atendido. É natural, conforme a marca evolui, procurar outros caminhos para atendê-lo”, complementa.

Conheça mais aprendizados dessas DNVB no vídeo do painel acima!