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4 perguntas para Juliana Rozenbaum sobre estruturação de Conselho

Endeavor Brasil
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A Endeavor é a rede formada pelas empreendedoras e empreendedores à frente das scale-ups que mais crescem no mundo e que são grandes exemplos para o país.

Muitos são os desafios de empreendedoras e empreendedores ao liderar uma scale-up que cresce em velocidade acelerada. Nessa hora, é importante ter com quem contar. Por isso, estruturar um Conselho pode ser uma boa alternativa. 

Se você tem dúvidas sobre estruturação de um Conselho, a Juliana Rozenbaum é a pessoa certa para ajudar. A Mentora Endeavor coleciona empresas como Conselheira –  Dexco, Lojas Renner, EDP Brasil, Eurofarma, nk Store e Cogna, incluindo algumas da rede Endeavor como a Dengo e GoCase.

Em 2021 Juliana foi reconhecida como a Mentora Endeavor do Ano, ou seja, a que mais doou horas em mentorias para nossas scale-ups.

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Cada mentoria é um aprendizado novo. Eu genuinamente acredito que todo mundo tem alguma coisa para me ensinar. Um novo ponto de vista, uma experiência diferente, algo que nunca funcionou para mim mas que funciona para ela. Por isso que eu adoro ser mentora — quase egoísmo, porque saio sempre com certeza que aprendi mais do que partilhei! Só espero que pelo menos de vez em quando, empreendedoras e empreendedores também se sintam assim.
Juliana Rozenbaum, Mentora Endeavor

Ela respondeu as quatro principais perguntas que recebemos em mentorias sobre governança e estruturação de Conselho. Confira!

Por que governança é importante para uma scale-up? 

JR: Acho que o grande valor na governança, tanto para startups, scale-ups ou mesmo empresas maduras, é tornar a dor da liderança menos solitária. Com isso, um grupo que tem experiências diferentes vai agregar um olhar novo, menos viciado do que aquele de quem está mergulhado no dia-a-dia.

Qual a composição ideal de um Conselho? 

JR: Não existe Conselho “ideal” ou “melhor”. O que existe é o Conselho que funciona para um determinado momento de uma empresa. Com pessoas diferentes, diversidade no sentido mais profundo, que agregue as perspectivas que são necessárias para os desafios específicos que a empresa vive hoje ou que necessita nos seus planos de futuro. Normalmente o “ideal” para uma empresa é muito diferente de uma outra.

O que deve ser tratado em uma reunião de Conselho? E o que não deveria?

JR: Principalmente pessoas, projetos estratégicos e propósito. Não tem assunto proibido — normalmente os aspectos operacionais, do dia-a-dia, não precisam ser discutidos, mas se o time de gestão acha que o Conselho pode ajudar, não tem motivo para não usá-lo. Claro que não pode ser o tempo todo, porque o grande objetivo do Conselho tem que ser olhar para a frente, e não apenas para o “hoje”, e muito menos para o passado.

O que você diria para uma empreendedora ou um empreendedor que está começando a montar o Conselho hoje? 

JR: Atraia pessoas que sejam especialistas em assuntos diferentes, principalmente aquelas que não estão no seu time hoje. Quanto mais profunda a diversidade, de pessoas e de experiências, maior a contribuição potencial do Conselho. E nunca esqueça: pessoas que partilhem de sua ética e modo de ver o mundo. O Conselho precisa ser um grupo de pessoas com as quais você se identifica, senão a chance de você se abrir e deixar influenciar diminui muito.


A Endeavor é uma das apoiadoras do Programa de Diversidade em Conselho, que busca aumentar a visibilidade de mulheres para atuar conselhos e promover networking. O PDeC é organizado pela B3, IBGC,IFC, Spencer Stuart e WCD e uma de suas líderes é Adriana Muratore, Mentora Endeavor. Uma das ações do ano é a divulgação de uma nova carta a CEOs e presidentes alertando sobre a importância de diversidade nos Conselhos e que considerem esse fator no momento das assembleias que acontecerão nos próximos meses. Saiba mais nesta matéria do Brazil Journal.