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EQ: conheça a medida que muitos acreditam ser mais importante que o QI

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Comumente associado à capacidade de liderar, o Emotional Quotient, ou EQ, vem ganhando mais e mais relevância no mundo corporativo. Descubra aqui os motivos.

Novos tempos, novos conceitos. Hoje, é cada vez maior o número de especialistas que defendem que o quociente de inteligência (QI) deixou de ser a medida mais importante para que se avalie as capacidades cognitivas de uma pessoa. Concordando-se ou não, o fato é que o antigo índice que avalia o intelecto de uma pessoa vem sendo substituído por aquele que é conhecido como EQ – em inglês, Emotional Quotient. E os partidários dessa substituição afirmam que o Emotional Quotient é mais eficiente no sentido de prever melhor o sucesso, a qualidade das relações e a felicidade como um todo para um indivíduo.

Neste artigo, vamos procurar entender melhor as definições de EQ, e como conhecer e entender este índice pode influenciar no seu desempenho profissional.

O que é exatamente EQ?

Trata-se de uma sigla relacionada à inteligência emocional – um conceito que vem se desenvolvendo e expandindo rapidamente ao longo dos anos. E a inteligência emocional, de acordo com esta matéria do site Lifehack, é definida por meio do conjunto de cinco atividades – todas estabelecidas pelo principal estudioso do tema, o psicólogo e PhD em Harvard, Daniel Goleman:

_reconhecimento e compreensão de nossas emoções e reações (autoconhecimento);

_gerenciamento, controle e adaptação de nossas emoções, reações e respostas (autocontrole);

_utilização de nossas emoções para que nos motivemos a tomar a iniciativa apropriada, a nos comprometer e a trabalhar no sentido da conquista de nossos objetivos (motivação);

_Compreensão dos sentimentos dos outros, de suas emoções, e a utilização desta compreensão para aprimorar nossos relacionamentos (empatia); e

_Construção de relacionamentos sólidos; liderança, mediação de conflitos e aptidão para o trabalho em equipe (habilidades sociais).

Assim, quando medimos o nosso EQ por meio de testes (algo semelhantes aos de QI), medimos nossa capacidade de promover todas essas atividades acima. Avaliamos a nossa habilidade de monitorar emoções, de lidar com pressões e demandas, e de administrar nossos pensamentos e ações.

Embora ainda gere polêmicas por uma suposta falta de padrão de medição, o EQ se torna, assim, uma ferramenta de avaliação equivalente à do QI.

De onde veio isso?

A pesquisa em torno da inteligência emocional é antiga; há indícios de que experimentos relacionados ao tema vem sendo feitos desde o século XIX. Porém, os termos “Emotional quotient” (Quociente emocional) e “Inteligência emocional” só se difundiram a partir dos anos 1980.

Pois foi quando os psicólogos estadunidenses Peter Salovey e John Mayer deram início às suas pesquisas. E o EQ se tornou mundialmente famoso a partir de 1995, quando Daniel Goleman lançou seu best-seller “Inteligência emocional” .

A obra foi escrita a partir de pesquisas e descobertas sobre o funcionamento do cérebro. No texto, Goleman mostra como a inteligência emocional (e o EQ) pode ser alimentada e fortalecida em qualquer pessoa – sobretudo na infância, período no qual toda a estrutura neurológica se encontra em formação.

Por que é importante?

O EQ vem ganhando relevância no mundo corporativo porque propõe novas formas de se entender o comportamento das pessoas. os estilos de gerenciamento, as atitudes, as habilidades interpessoais e os potenciais delas. Basta uma olhada para o que vem acontecendo nas grandes empresas para perceber que a inteligência emocional está se tornando cada vez mais significativa. Seja para o planejamento de recursos humanos, para os processos de recrutamento e seleção, de relacionamento com clientes, ou para vários outros setores.

De maneira geral, o conceito de inteligência emocional é importante também porque envolve inúmeros outros ramos de teorias comportamentais, emocionais e comunicacionais, como a Programação Neurolinguística, a Análise Transacional e a empatia.

Ao desenvolvermos nosso EQ por meio daquelas cinco áreas mencionadas acima (auto-conhecimento, auto-controle, motivação, empatia e habilidades sociais), nós conseguiremos nos tornar mais produtivos e bem sucedidos nas atividades diárias. E também poderemos exercer melhor nossa liderança, ajudando outros a serem mais produtivos também.

As práticas de desenvolvimento de EQ também contêm elementos capazes de reduzir o estresse para indivíduos e organizações. E isso se dá pela redução de conflitos, pelo aprimoramento de relações e da compreensão entre indivíduos e, enfim, pelo aumento da estabilidade e do equilíbrio no ambiente de trabalho.

O EQ e a liderança

Neste artigo do Harvard Business Review, o próprio Daniel Goleman reflete acerca da inteligência emocional e de suas relações com o conceito de liderança.

De acordo com ele, os líderes mais bem sucedidos se assemelham em uma questão crucial: todos apresentam um alto grau de inteligência emocional. Em outras palavras, um EQ elevado. Isso não quer dizer que o QI ou as habilidades técnicas não sejam relevantes; elas importam, sim, mas principalmente como “atributos de entrada”. Ou seja, são capacidades necessárias para que se atinja os cargos executivos.

Mas Goleman afirma que, por meio de sua pesquisa, chegou à conclusão de que a inteligência emocional é indispensável para a liderança:

Sem a inteligência emocional (EQ), uma pessoa pode ter o melhor treinamento do mundo, pode ter uma mente incisiva e analítica, e um suprimento infinito de ideias inteligentes;mas ainda assim não será um grande líder.

E, para o especialista, a inteligência emocional necessariamente se assenta naqueles cinco quesitos por ele estabelecidos. Recomendamos a leitura do artigo (em inglês) para conhecer melhor cada um deles.

A avaliação do EQ

A medição do EQ envolve processos detalhados e recorrentes, geralmente conduzidos por psicólogos contratados pelas empresas. De toda forma, há testes breves e simplificados na internet, que podem servir de introdução ao assunto.

Mais informações

Já que estamos falando de inteligência, dá uma olhada na história da LedFace, e de como a empresa está transformando a inteligência coletiva em negócio.

E este artigo do site CommLab compara EQ e QI (em inglês).

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1 Comentário

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  1. David Alberto Aquino Ortega - says:

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    Muito bom! Gostei e concordo plenamente…

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