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Empregados ou Associados?

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Além de competentes e leais, busque funcionários que possuem senso de propriedade e realização com o trabalho.

Um dos fatores mais importantes em qualquer tipo de negócio ou atividade empresarial é a lealdade e a qualidade de seus funcionários. Normalmente faço o questionamento acima para medir o grau de comprometimento dos funcionários.

“Empregado” é um funcionário cumpridor das suas obrigações, competente e leal, porém com um grau de comprometimento comum. “Associado” é um funcionário que possui um sentido de propriedade sobre o seu trabalho, que além de ser competente e leal, busca sua realização através do trabalho e tem um alto grau de comprometimento com a empresa.

Na grande maioria das empresas, a relação entre a empresa e o trabalhador é representada pela relação pessoal entre o proprietário do negócio e o funcionário. Em grande parte é esta relação que determina se você terá “empregado” ou “associado”. 

Se esta relação for apenas uma relação trabalhista, que pressupõe apenas uma troca de remuneração por uma quantidade de trabalho determinado, é provável que você tenha típicos “empregados” na sua empresa. Você poderá contar com eles para cumprirem o que foi determinado, mas dificilmente contará com iniciativas e responsabilidades. 

Se a relação for um paternalismo, que pressupõe uma concessão de oportunidade de sobrevivência, é provável que você terá também típicos “empregados” mal-acustumados, sempre esperando que você resolva todos os problemas da empresa e que os proteja das intempéries do mercado. Eles não assumem responsabilidades e se sentirão traídos se você tiver que demití-los em algum momento. O custo da infantilização dos funcionários é muito elevado, pois é o custo de não produzir, o custo de não crescer, o custo de não poder delegar, enfim, o custo de perder clientes frequentemente.

Mas se a relação estabelecida for uma relação profissional para desenvolver “associados”, o objetivo deve ser uma relação de longo prazo que dê ao funcionário perspectivas de desafios, responsabilidades e uma carreira de crescimento profissional. Em inglês há uma frase que significa que se você paga mal, não terá bons funcionários (“you pay peanuts, you get monkeys”).

Na realidade, o desenvolvimento de “associados” que promovam o crescimento da empresa e propiciem uma contribuição realmente valiosa, necessita de uma relação de igualdade e maturidade. O respeito profissional e pessoal são as bases para este salto de qualidade.

“Empresa é gente!”, costuma repetir um amigo, um dos empresário de maior sucesso que conheço intimamente. É alguém que adquiriu a sua empresa dos antigos donos (Management Buy-Out) e hoje está próximo de alcançar R$ 1 bilhão de faturamento anual, tendo multiplicado mais de 10 vezes em pouco mais de 10 anos.

Quem quer crescer e ter sucesso nos negócios, necessita repensar o tipo de colaboradores que terá ao seu redor. Acho que há espaço apenas para os “associados”.

 

Yoshio Kawakami é Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America e também escreve no blog yoskaw.blogspot.com

, Volvo Constr. Eq., Presidente
Yoshio Kawakami é ex-Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America, onde foi responsável pela atuação da empresa em um território total equivalente a mais de duas vezes o tamanho da Europa. Sob seu comando desenvolveu o processo de reestruturação, crescimento e desenvolvimento da rede de distribuidores Volvo, assim como a expansão dos pontos de Marketing Hubs, buscando o crescimento contínuo através da excelência em produtos e serviços. Foi Presidente da Cummins Japan, sediada em Tóquio. Formado pela Faculdade de Engenharia Industrial, no curso de Engenharia Mecânica e de Produção e pós-graduado pela ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing e pelo PDG - Programa de Desenvolvimento Gerencial.

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