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Empreender é acreditar no impossível

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Botar pra fazer faz parte da história de inovação e sucesso desse jovem empreendedor. Saiba como o Co-fundador do Buscapé levou sua startup à terceira maior aquisição do ramo de internet no país.

Romero Rodrigues não é um empreendedor com uma história comum. Ele começou o Buscapé bem jovem, ao lado dos colegas estudantes da Escola Politécnica da USP, Ronaldo Takahashi e Rodrigo Borges, que até hoje estão na empresa. A partir daí, a trajetória foi de altos e baixos, passando pela bolha da internet, aquisições de concorrentes e crise econômica mundial. Felizmente, o desfecho foi positivo: em 2009, o Buscapé foi vendido para a companhia sul-africana Naspers, no terceiro maior negócio da história da web no Brasil.

Confira uma conversa com Romero, na qual ele compartilha o que o motivou a empreender, as pedras que encontrou no caminho, como foi ter uma sociedade com amigos e detalhes sobre o processo de aquisição do concorrente Bondfaro, em 2006.

De onde surgiu a sua vontade de empreender?

Sempre quis ter minha empresa, desde criança. Meu pai tinha uma loja de materiais de construção e todo sábado eu estava lá. E adorava tudo, nas férias trabalhava com ele, sempre fui ligado a isso. Na loja, aprendi escutar o meu consumidor. Via meu pai vendendo e depois via outra pessoa fazendo o mesmo e comparava: quando o cara não tem o mesmo carinho pelo cliente, vende de outra forma, em outro ritmo, vende menos.

Você já teve negócios que não deram certo?

Na 8ª série da escola, eu me apaixonei por programação. Busquei minha formação visando montar uma empresa, fiz engenharia elétrica com ênfase em computação para isso. Mas foram várias tentativas fracassadas de criar alguma coisa. Desde um canil até uma empresa que fazia panfletos, que inclusive achei na época que estava indo super bem. Certo dia, o cabeçote da impressora queimou e ele valia mais do que todo o faturamento da história da companhia.

O que te moveu nos primeiros anos no Buscapé?

A gente só teve receita na metade do terceiro ano. Mas o legal de empreender é que, se você for bem sucedido, talvez você ganhe dinheiro. É uma consequência do ato de empreender, e não o contrário. As pessoas vivem me perguntando “A Naspers comprou 91% do Buscapé. Por que você ainda está lá?”, ao que eu respondo: “Por que eu sairia?”. Não conheço grandes empresas ou projetos cujo principal objetivo era ganhar dinheiro.

Como foi formar uma sociedade com amigos?

Eu tive muita sorte. Nós nos aturamos – eles, principalmente, me aturaram. Por incrível que pareça, os quatro tinham perfis razoavelmente complementares. Mas a principal coisa que fez dar certo foi o alinhamento por um sonho comum. Era um sonho bobo até, de um dia criar algo tão famoso como a Coca-Cola, e que as pessoas falassem “mas é óbvio que eu conheço!”. Quando você compartilha um objetivo, é muito mais fácil superar as dificuldades do dia a dia.

Vocês adquiriram o Bondfaro em 2006, além de outras 18 empresas. Como foram os processos?

Uma das principais aquisições foi a do Bondfaro, que era nosso concorrente. A gente tinha geografias (eles eram do Rio de Janeiro) e culturas diferentes. Muito do que alimentava o dia a dia do Bondfaro era a competição com o Buscapé. E, de repente, tudo aquilo sumiu. Foi complicado, boa parte do time original foi desligado. Em relação às outras aquisições, trouxemos boas startups, incluímos em nossa plataforma e conseguimos inovar e oferecer para nossos 60 milhões de usuários algo novo, criando degrau nos números da empresa. Mas, em todas as situações, não pode haver choque de cultura.

O que é empreender para você?

Empreender é acreditar no impossível. Eu sempre digo isso: se você quer empreender e está procurando uma ideia, não conheço nenhuma palavra que agregue e traga mais sucesso, realização e felicidade do que a palavra impossível. Se você ouviu que algo é impossível, anota. Porque não existe esse negócio: temos que acreditar no impossível.

Por Vinícius Victorino, da equipe de Cultura Empreendora, com a colaboração do time da Endeavor Brasil.

A Endeavor é a organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo. Presente em mais de 20 países, e com 8 escritórios em diversas regiões do Brasil.

Acreditamos que a força do exemplo é o caminho para multiplicar empreendedores que transformam o Brasil e por isso trazemos aprendizados práticos e histórias de superação de grandes nomes do empreendedorismo para que se disseminem e ajudem empreendedores a transformarem seus sonhos grandes e negócios de alto impacto.

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