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Empreender: a arte que une gerações

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Empreender é um sonho que pode ser despertado em várias épocas da nossa vida, sejam elas a juventude, velhice ou até  mesmo no ápice de nossas carreiras.

Empreender é uma arte que tem muitas variações, dependendo da idade, experiência anterior ou fase de vida em que você está. É mais uma dessas atividades do ser humano que não pode ser estruturada rigidamente ou merecer um manual que deva ser seguido de forma automática.

A maneira como um jovem decide empreender é bastante diferente de um executivo que resolve abandonar sua carreira para dar um vôo solo. Como também difere de alguém que se aposenta, depois de longos anos de vínculo empregatício, e imagina poder realizar sonhos que foram guardados durante anos de dedicação ao trabalho e à uma organização.

Vale lembrar que, na minha concepção, empreendedor é aquele que consegue ver oportunidades onde a maioria das pessoas apenas vê problemas. Ou, em outras palavras:

pessoas que têm a capacidade de transformar problemas/desafios em oportunidades e, em muitos casos, consegue estar à frente do seu tempo.

Comecemos pelo jovem que decide criar algo próprio. De forma geral, os dois primeiros desestimuladores para essa opção devem se apresentar na própria família e, depois, no sistema de ensino formal, ou seja, a escola.

A família, especialmente se for de classe média para cima, na escala social, inibe a busca de um empreendimento com o discurso das “maravilhas” de um emprego.  Especialmente se puder conseguir algo em uma grande empresa privada ou realizar um concurso para a administração pública. Ou seja, ilusões do mundo organizacional que impregnaram a vida passada dos pais.

O segundo obstáculo para o jovem está na Escola. Os programas acadêmicos ainda educam as pessoas a buscar o emprego formal e tornarem-se funcionários adaptados a empresas que, muitas vezes, já não existem no mercado.

O segundo agrupamento mencionado é o executivo ou profissional que decide abandonar o emprego para  criar algo próprio. Nesse caso, as dificuldades são de outra ordem.

Acostumado, por longo tempo, com as “benesses” do mundo empresarial, o profissional imagina criar algo onde vai assumir muito mais o cargo de “presidente”, uma vez que agora o negócio “será seu“. Mas, diferente do que alguns podem pensar, é necessário estar preparado para conciliar, por um bom tempo, os papéis de presidente e office-boy, simultaneamente.

Na empresa, havia um superior de quem ele podia reclamar. Uma secretária que resolvia as questões menores… e, muitas vezes, as maiores. Alguém que ele nem identifica claramente, mas que pagava a conta de luz, água, telefone e condomínio. Só que agora tudo isto deverá sair do seu bolso.

Portanto, o novo desafio será grande. Mas, acima de tudo, ele deverá alterar sua postura de empregado para empreendedor. E muitos não conseguem isso com facilidade.

Por último – o que não significa que esgotam as alternativas -, existe o profissional que se aposenta e imagina realizar o sonho da sua vida, criando um negócio próprio. Para esse caso, aplicam-se as reflexões colocadas para os que decidem abandonar o emprego.

Além disso, é muito importante  que o preparo para essa nova fase de vida tenha se iniciado com, pelo menos, 12 ou 18 meses de antecedência do desligamento  da empresa em que trabalhava.

Uma das maiores dificuldades que os aposentados encontram, especialmente aqueles que trabalharam na mesma empresa por longo tempo, é criar uma nova “identidade”, ou seja, substituir o sobrenome que vão perder no dia seguinte.

Enfim, o que procurei alertar, nesse artigo, são os cuidados que cada grupo deve levar em conta ao viverem seu sonho de empreender.

Cada grupo desses deve abordar o tema de forma distinta, da mesma maneira como não existe uma receita para o sucesso de todos eles.

Empreender é uma arte que varia para cada caso e situação, mas o país precisa, a cada dia, de novos empreendedores. Esse é também um país com muitas oportunidades, escondidas atrás dos problemas que todos nós conhecemos tão bem.

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, Höft Consultoria
Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho da höft consultoria – transição de gerações. Atua como consultor e palestrante no Brasil e no exterior.

É articulista e autor de 16 livros sobre empresas familiares, sociedades empresariais e qualidade de vida. Cursou filosofia na Faculdade Anglicana de Teologia, em São Paulo.

Trabalhou por sete anos em projetos de desenvolvimento comunitário da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) no México e no Peru. Coordenou a área de recursos humanos nas empresas Kibon, DOW Química e Villares.

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