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Sobre o Empreendedor

Osvaldo A. Lucho Jr.

GigalinkRio de Janeiro

Desde muito cedo Osvaldo demonstrou um talento especial para encontrar soluções simples e baratas para problemas do dia a dia. Ainda na escola, como parte de um projeto acadêmico, o empreendedor desenvolveu uma centrífuga a base de madeira e elásticos. Seu projeto apareceu para solucionar um problema antigo da escola: a única centrífuga disponível, equipamento indispensável a diversas experiências do laboratório de química, quebrava a todo o momento e como uma centrífuga nova era muito cara a escola precisava se sujeitar ao que possuía. A centrífuga de baixo custo do Osvaldo lhe rendeu não apenas nota máxima na escola, mas o posto de monitor de química no laboratório, disputado por diversos alunos.

Seu primeiro contato com a eletrônica aconteceu por mera casualidade. “Um dia conectei um aparelho de som do meu pai na tomada errada e a fonte do aparelho queimou. Levei para um amigo me ajudar a consertar e foi ali que tive meu primeiro contato com a eletrônica”, conta Osvaldo. “Pouco tempo depois já tinha virado um escovador de bits”, brinca. Desse ponto para o curso de engenharia eletrônica e depois para suas primeiras experiências como empreendedor na área de eletrônica e informática foi um pulo. Em 2002, já casado com Carla e a frente de sua segunda empresa, Osvaldo percebeu que um novo mercado se formava em Nova Friburgo, sua cidade natal e sede de sua empresa: fornecimento de internet Banda Larga. Não apenas crescia a quantidade de pessoas que procuravam migrar da internet discada para a banda larga, mas também a disponibilidade da infra-estrutura central para o fornecimento desse serviço havia aumentado grandemente nos últimos anos. Ainda assim havia um problema, o empreendedor precisaria fazer a última jarda, como é chamada a parte final da rede que liga a estrutura central da rede de telecom aos clientes finais. A tecnologia tradicional utilizada para essa tarefa era muito cara e o empreendedor não possuía muito capital. Mas não seria esse problema que intimidaria o empreendedor. Inspirado por soluções caseiras comumente utilizadas em regiões pobres do país, Osvaldo desenvolveu e patenteou um cabo com a mesma robustez dos cabos tradicionais ADSL, mas baseado na tecnologia Ethernet, a mesma tecnologia dos cabos de rede feitos para interiores de residências. O benefício: um custo 10 vezes menor para a instalação da última jarda se comparado a tecnologia tradicional. Cabo desenvolvido, foi necessário adaptar toda os demais dispositivos da rede Telecom à nova tecnologia. Finalmente em 2007, após alguns anos de pesquisa e investimento, Osvaldo pode afirmar que havia desenvolvido um produto com potencial para mudar o panorama de inclusão digital do Brasil.

Gigalink

Ano de Fundação

2003

Apoio Endeavor:

2010

"Gigalink oferece banda larga a preços até 50% mais baratos, com foco em cidades pequenas"

Nos anos 1990, havia apenas internet discada no Brasil. Enquanto outros países, como os Estados Unidos, já contavam com banda larga, os brasileiros ainda sofriam com lentidão, quedas frequentes na conexão e um rombo nas faturas de telefone fixo. O engenheiro Osvaldo Lucho e sua esposa, a arquiteta Carla Adriana, foram dois dos responsáveis pela mudança dessa realidade. Lucho inventou e patenteou um cabo de fibra ótica mais barato e simples que os utilizados até então, o que oferecia uma solução ao mesmo tempo econômica e de qualidade. Nascia, em 2003, no Rio de Janeiro, a Gigalink.

As coisas, no entanto, demoraram para engrenar. A Gigalink começou oferecendo sua rede de fibra ótica à prefeitura de Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, mas ouviu um não. Dois anos depois, conversando com internautas, Osvaldo descobriu que as pequenas cidades seriam o mercado ideal para seu produto. “As grandes empresas do nosso setor não têm interesse pelas cidades menores”, avalia Osvaldo. “Assim, sofremos menos pressão da concorrência”. Graças a um blog pró-banda larga a cabo em Nova Friburgo, hospedado em um provedor de linha discada, a empresa conseguiu sua primeira carteira de clientes. Desde então tem mantido um crescimento notório: seu quadro de funcionários passou de 6 para 67 e, entre 2003 e 2010, seu tamanho cresceu de 200 para 12 mil usuários.

Hoje, a Gigalink possui quatro focos de atuação: varejo, governo, corporativo e serviços de valor, tais como provedor de internet hospedagem, última milha, telefonia NGN (VoIP). Em 2007, a empresa lançou, também, seu primeiro serviço voltado ao público mais popular, com mensalidade em torno de R$ 30 – cerca de metade do preço cobrado pelos maiores provedores de acesso. Todos os clientes têm um upgrade na velocidade do acesso a cada dois anos.

A Gigalink se destaca ainda pela preocupação com a formação dos funcionários – eles recebem dois cursos de reciclagem anuais. Caso queiram fazer cursos fora que possam agregar valor à empresa, a Gigalink paga até 50% do valor da mensalidade. “Entendemos que o capital humano é um dos nossos ativos mais valiosos”, diz Carla.

Cerca de 60% do market share de Nova Friburgo é detido, hoje, pela Gigalink. A empresa quer se expandir para o restante do interior do Rio de Janeiro e, depois, para todo o Brasil. Nos próximos cinco anos, Osvaldo e Carla querem chegar à marca de um milhão de clientes. Para atingir seus objetivos, precisarão de mais caixa. “Estamos procurando um fundo”, diz Osvaldo.

Criação e desenvolvimento: