Wilson Poit

Wilson Poit

Poit Energia

Sobre o Empreendedor

Wilson Poit

"Nascido em um sítio que não tinha luz nem televisão, filho de pais que trabalhavam em uma plantação de café, Wilson Poit estudou até o quarto ano em uma pequena escola na Zona Rural. Os professores eram “da cidade”. Em dias de chuva, eles não chegavam. Em 1969, com 11 anos de idade, o plano de seu pai era comprar uma égua para que ele conseguisse se deslocar até a escola mais próxima, já que a área nem ônibus possuía. Mas, segundo o próprio Wilson, “deu tudo errado” e a máxima de que há males que vêm para o bem foi confirmada. Com uma dívida no banco, o pai teve que vender o sítio e a família se mudou para Rinópolis, uma pequena cidade no interior de São Paulo, onde Poit foi criado até a época de faculdade.

Com a mudança, novas perspectivas e muito preconceito com o menino da roça. A família abriu um pequeno comércio que vendia arroz, feijão e gás de cozinha, o que ajudou o ainda jovem empreendedor a desenvolver o gosto de ganhar dinheiro por conta própria. Vendeu sorvete, aprendeu a consertar fogão à gás, abriu com o primo uma banca para vender as jabuticabas que brotavam aos montes nas árvores frondosas do interior. O comércio fez com ele perdesse a vergonha e aprendesse o essencial: ”O não já está garantido. Quando você pensa assim, você vai se surpreender com o quanto de sim vai receber e o quanto vai ficar mais fácil enfrentar situações difíceis”.

O bom aluno passou a desejar mais. Sonhou com a faculdade. Com o apoio da mãe, foi morar com os avós em Santo André, onde fez o cursinho que possibilitou sua entrada no curso de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) em São Bernardo do Campo. Ao se formar, foi contratado por uma multinacional e, após dois anos, já era cotado para virar supervisor. Mas trabalhar na empresa não era bem o que ele queria, os sonhos eram maiores e o medo era de se arrepender no futuro por não ter arriscado: “A pior coisa que pode acontecer para uma pessoa que queira empreender, que queira ser um grande empreendedor, é um bom emprego”.

Num dia 30 de setembro, data nunca esquecida por Poit, recém-casado e com um filho a caminho, ele pediu demissão. Assim, começou a trabalhar em uma série de empreendimentos, cinco no total. O último deles, a “grande sacada” que teve aos 40 anos, foi a Poit Energia. A ideia surgiu enquanto Poit fazia as instalações elétricas de um show em são Paulo. “Precisei alugar um gerador de energia e não fui bem atendido. Pensei: ‘Eu posso fazer melhor’”, conta. Fundou a Poit Energia em 1999, oferecendo soluções temporárias de energia, incluindo geradores, torres de iluminação, cabos e transformadores.

Em 11 anos, a oferta pela empresa cresceu 25 vezes; estendeu sua operação para outros países da América do Sul e, em março de 2012, anunciou sua venda para a Aggreko, líder global do setor, colocando-a dentro de um grupo internacional capaz de impulsionar ainda mais o alcance e a qualidade dos serviços prestados.

E quando se planejava para tirar um ano sabático com a esposa, em 2013 Poit recebeu um convite inesperado: presidir a Agência SP Negócios, recém criada pela prefeito Fernando Haddad, voltada para a obtenção de Parcerias Público-Privadas (PPPs), concessões e atração de investimentos para a cidade de São Paulo. Ele resolveu adiar o descanso e aceitou o cargo, assumindo o enorme o desafio de melhorar o ambiente de negócios na cidade de São Paulo, ajudando a facilitar o caminho para que mais empreendedores possam ter casos de sucesso como o dele."

Sobre a Empresa

"Muitas vezes temos ótimas idéias de novos negócios, mas aí descobrimos que já existem outras pessoas fazendo aquilo. O segredo da Poit Energia foi ter voltado os seus olhos e ouvidos para os clientes, identificando suas necessidades e então oferecendo um pacote de serviços que atendesse a demanda", diz o engenheiro elétrico Wilson Poit, criador da Poit Energia, a maior locadora de infraestrutura temporária do Brasil.

O diferencial entre a Poit Energia e as demais locadoras é que ela não disponibiliza apenas geradores de energia, mas uma série de outros equipamentos auxiliares, além de suporte técnico altamente especializado. Em 2011, registrava uma frota de mais de 1.300 geradores que equivale a cerca de 350MW, e mais de 450 colaboradores. Com crescimento médio de 40% ao ano, tinha operações 14 localidades no Brasil, além de Chile, Argentina e Peru.

Em 2008, parte da companhia foi vendida ao fundo BRZ, interessado em levar a empresa à bolsa. A empresa registrou, em 2011, receitas de R$ 132 milhões e lucro operacional em torno de 20%. No mesmo ano, Poit começou negociações com a Aggreko, líder global do setor, e anunciou em março de 2012 a venda por mais de R$400 milhões, colocando a empresa dentro de um grupo internacional capaz de impulsionar ainda mais o alcance e a qualidade dos serviços prestados.

Ano de Fundação
1999
Segmento
Indústria
Ano Apoio Endeavor
2002