Sobre o Empreendedor

Cristiano Lincoln

Lincoln entrou pela porta dos fundos no universo de cybersecurity, como ele gosta de dizer. Isso lhe deu uma perspectiva valiosíssima sobre o real estado das coisas: a perspectiva do hacking! Depois de acessar o ambiente online da universidade onde seu pai trabalhava, criando uma situação que envolveu até a Polícia Federal, o empreendedor se deu conta de uma coisa, antes de qualquer um: nossa infraestrutura digital é frágil.

Já na faculdade, no início dos anos 2000, Lincoln foi convidado por Silvio Meira, cofundador do CESAR, a trabalhar em um projeto de segurança da informação ao lado de outros dois alunos — Marco Carnut e Evandro Hora. O projeto deu origem a uma consultoria de cibersegurança para as companhias de Recife.

Na prática, os três faziam o que sabiam fazer de melhor: eles buscavam brechas hackeando sistemas e servidores para depois ensinar como as empresas poderiam se proteger. Da consultoria, nasceu a scale-up.

Antes mesmo de escândalos como as declarações de Edward Snowden, os vazamentos do Facebook ou ciberataques à Microsoft, Lincoln já enxergava na segurança digital uma prioridade social. Há quase 20 anos, tem feito desse problema trampolim para escala e crescimento, mantendo a mesma curiosidade que tinha na adolescência como combustível para explorar esses diferentes territórios da internet.

Sobre a Empresa

Vazamentos de informações, o fim da privacidade e roubo de identidades são algumas das ameaças cibernéticas que mais têm ganhado força no Brasil e no mundo. Cristiano Lincoln, fundador da Tempest, enxergou essa fragilidade dos sistemas digitais há muito tempo, ainda em 1995, quando mexia em seu primeiro computador. Em 2000, fundou a Tempest, ao lado de dois sócios, incubada no CESAR, em Recife.

O grande diferencial da Tempest, ao longo dos anos, é oferecer um portfólio de produtos e serviços end-to-end de cibersegurança, ou seja, que protege de forma completa todas as vulnerabilidades de infraestrutura de uma companhia, incluindo redes, servidores, hardwares e softwares. Isso só é possível por meio de uma combinação única de conhecimento técnico profundo, base de dados e clientes sólida e abrangente, além de uma performance reconhecida pelo mercado que atrai e retém os melhores talentos da área.

De lá para cá, tornou-se líder do mercado brasileiro que hoje vale US$ 1,2 bilhão, além de atuar no Reino Unido, com clientes como The Guardian, The Economist e BBC. Seu modelo de negócio evoluiu na mesma velocidade das ameaças cibernéticas: começou realizando consultorias para encontrar as vulnerabilidades dos clientes; depois, desenvolveu serviços recorrentes de gestão da segurança e em 2013 lançou seu software de segurança da informação que permitiu a escala acelerada da empresa, num momento em que o mercado e as empresas começaram a tratar o assunto pelo olhar estratégico.

Ano de Fundação
2000
Segmento
Cibersegurança
Ano Apoio Endeavor
2019