Sobre o Empreendedor

Alphonse Voigt

A vida de Alphonse mudou de um momento para o outro. Uma fração de segundos mesmo, entre cair no chão e escutar o “crec“. Quando abriu os olhos, deitado na grama, viu o céu claro e uma corrente de pessoas em sua volta. Tocou suas pernas e não sentiu nada.

Mas vamos primeiro entender o começo dessa história. Acontece que desde criança o empreendedor tem gosto por adrenalina, muito por influência do pai. Só que, quando tinha 5 anos, a família começou a passar por maus bocados financeiros e a vontade de ir andar de moto e kart precisou ser adiada. Alphonse deixou o aventureiro adormecido até o momento em que viu “Caçadores de Emoções” no cinema.

No filme, os personagens surfavam ondas gigantes, pulavam de paraquedas e roubavam bancos. Na época ainda adolescente, foi inspirado a praticar os dois primeiros, mas roubar bancos era loucura além da conta. Como precisava financiar esse (nada barato) estilo de vida, encontraria alguma forma de gerar sua própria renda.

Esse foi o Day1 de Alphonse: o momento em que resolveu se meter em aventuras empreendedoras para custear outras aventuras.

Ele só não pensava que tomaria gosto real pela coisa.

Entre muitos sucessos e fracassos, um episódio foi avassalador: pronto para lançar um grande negócio de bingos, o governo brasileiro decide proibir o jogo. “Quebrei, mas quebrei quebrado”, ele conta. Para tentar se recuperar, organizou um grande show que teve apenas 1/3 dos ingressos vendidos. Perdeu mais dinheiro. Para completar, seu pai entrou em depressão assim que se separou da mãe de Alphonse.

A situação não era fácil. Na tentativa de aliviar a tensão, decidiu fazer um salto de paraquedas comum, tão comum quanto as outras centenas de saltos que ele havia feito. Só que, por uma desatenção, no final de tudo, mesmo com o paraquedas aberto e em pleno estado, Alphonse não conseguiu amortecer o pouso. Caiu, a 120km/h.

“Crec”.

Uma fratura na coluna e logo estava o empreendedor em um helicóptero a caminho do hospital, onde os médicos diriam que ele nunca mais voltaria a andar.

Mas nenhum sonho quebrado. “Paraplégico” era uma palavra que não entrava em sua cabeça. Em vez de fazer terapia 2 vezes por semana, como recomendado, ele fazia 5 vezes por dia. Funcionou: em um ano, Alphonse já podia pelo menos ficar de pé.

Com a recuperação, nada mais o impedia de correr atrás do sonho grande. Tentou encontrá-lo aqui e ali, mas ele só tomou forma mesmo quando convenceu os amigos a montarem o Ebanx – uma empresa de processamento de pagamentos estrangeiros que tem clientes como Alibaba, Spotify e Airbnb e cresceu mais de 700% nos últimos 3 anos.

Sobre a Empresa

O EBANX foi a menor empresa já aprovada no Brasil e, hoje, seis anos depois, é uma das maiores do nosso portfólio.

Para entender o tamanho e a velocidade desse crescimento, basta uma pergunta. Quem já alugou um apartamento no Airbnb, assinou Spotify, adquiriu algum jogo do Playstation para os filhos ou comprou algo no AliExpress?

A plateia do Day1 traduziu bem esse alcance: todas as mãos se levantaram. Ao utilizar esses serviços, os brasileiros estão usando o EBANX.

Cada degrau que eles subiam em direção a esse crescimento, deixava claro: não se tratava apenas de uma solução de pagamento. O que eles estavam oferecendo, nesse mundo de Babel cheio de fronteiras, era acesso. Dar às pessoas a oportunidade de comprar produtos e ter serviços globais que antes seriam acessíveis apenas a uma parcela da população.

Ano de Fundação
2012
Segmento
Fintech
Ano Apoio Endeavor
2014

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